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·29 aprile 2026
Nomeações para colocar o Sporting no segundo lugar

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Não era difícil prever mais este ataque do Conselho de Arbitragem à verdade desportiva.
Frederico Varandas prepara-se para anunciar a renovação do seu treinador e, com ela, virá certamente uma mensagem muito próxima daquela que já se ouviu no espaço mediático verde e branco. A pressão estava lançada, o terreno estava preparado e, como por milagre, as nomeações aparecem feitas à medida dos anseios do Varandistão.
Em vez de o Conselho de Arbitragem penalizar a pressão pública, abrir processos e proteger a competição, parece mais preocupado em satisfazer quem veste de verde e branco. A arbitragem portuguesa deixou de tentar parecer independente. Agora, limita-se a gerir equilíbrios, pressões e conveniências.
Em Famalicão, o Benfica vai encontrar Gustavo Correia, o árbitro que, no Benfica-Casa Pia, transformou um ressalto numa grande penalidade contra o Benfica. Como se não bastasse, terá no VAR Rui Oliveira, nome que também já esteve associado a uma polémica antiga em torno dos testes de arbitragem.
Para o Sporting, depois da nomeação de Fábio Veríssimo para o jogo desta noite, chega António Nobre no fim de semana. Sim, António Nobre, o árbitro que ficou ligado à famosa “rasteira com a cabeça” de Otamendi, num dos momentos mais vergonhosos da época passada. Vai ser assim até ao fim do campeonato.
À semelhança da pouca vergonha que foi o final da temporada passada, com árbitros escolhidos a dedo para empurrar o Sporting para o título, a sensação é que agora se quer oferecer, de bandeja, o segundo lugar do campeonato. E não estamos a falar de pouca coisa. Estamos a falar dos milhões da Champions, da entrada direta, da estabilidade financeira e da construção da próxima época.
O Benfica joga dentro de campo, mas parece obrigado a disputar outro campeonato fora dele. Um campeonato de bastidores, nomeações convenientes e decisões que, jornada após jornada, deixam sempre a mesma pergunta no ar: até quando?
Há um ano, Rui Costa, depois de perder o campeonato e a Taça de Portugal de forma indigna, disse aquilo que muitos benfiquistas sentiam: “Isto está tudo minado”. A frase ficou. E, olhando para o que continua a acontecer, é caso para dizer que não só estava minado, como continua minado.
Cada vez mais.









































