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JB Filho Repórter

·2 aprile 2026

O Inter mereceu o que aconteceu no Beira-Rio

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  • Empate com sabor de tropeço e dessa vez muito merecido. Sim, em vários outros jogos, o discurso era que o Inter tinha jogado bem e não merecia o castigo. Dessa vez, mereceu. 
  • E mereceu principalmente pelo segundo tempo. Não que o primeiro tenha sido maravilhoso, mas no segundo a coisa bem terrível. O Inter entrou a não jogar. O São Paulo, mesmo no abafa, conseguiu seu gol e poderia ter feito até mais. Aliás, só não fez mais porque do meio do final da partida virou uma competição de quem errava mais.
  • Sim, mas começando pelo começo, temos que dizer que Pezzolano mudou as peças, mas manteve a ideia de jogar. Foi uma espécie de 3-5-2 com a bola e 5-3-2 sem ela. A diferença de posição estava nos laterais, que subiam ou voltavam.
  • Bruno Gomes é um terceiro zagueiro ao lado de Mercado e Victor Gabriel; Aguirre e Bernabei foram os pontas; Villagra foi o primeiro volante à frente da zaga, com Paulinho e Bruno Henrique formando um tripé; já no ataque, Alan Patrick estava junto com Alerrandro.
  • No primeiro tempo, o gol é mérito do Bruno Gomes. Ele se projeta na frente para receber uma bola longa do Mercado, abrir pro Aguirre cruzar. É evidente que o Alerrandro tem crédito por ser centroavante e marcar, mas todo o resto do lance é previsível. Quem fez o diferente foi o Bruno Gomes.
  • Só que ficou nisso. Não tem muitas outras jogadas do Inter. E, como disse, no segundo tempo, parece que a ordem foi não jogar. Era dar a bola pro São Paulo e ver o que fazer.
  • Pezzolano trocou peças e sempre manteve a estrutura, Ronaldo e Thiago Maia entraram nas pontas dos tripés, Carbonero na do Alan Patrick para puxar contra-ataque e Borré na do Alerrandro. A única coisa que mudou foi a característica do Carbonero, que é mais veloz. Nada além disso.
  • Aliás, nessa partida o Alan Patrick foi atacante. Contra a Chape, tinha jogado na linha de meias. A dúvida é se o Pezzolano vê ele tão acima da média que coloca pra jogar em todas ou se não sabe o que fazer com ele. Fiquei com a dúvida.
  • Mas tava na cara que o Inter sofreria o empate. Como disse ali em cima, talvez a única chance disso não acontecer é que teve um período que a partida virou uma competição de quem errava mais. O São Paulo ia pro ataque e perdia a bola e o Inter tentava sair (não chegava lá) e devolvia ela. Roger começou a meter gente nova no ataque até que um cruzamento do Wendell encontrou o Calleri. 
  • Foi na base do abafa, mas a real é que contou primeiro com a falha do Anthoni que saiu errado. Saiu a não sair. Se prestarmos atenção, ele tinha se atrapalhado todo no começo do lance do gol do próprio Inter. Depois, quase entregou um gol saindo inseguro e deixando a bola nos pés pro Calleri, que jogou por cima da trave. Na terceira falha, não teve jeito. Gol dos caras.
  • Dito isso, é justíssimo comentar que teve colaboração fundamental do lado esquerdo da defesa. Principalmente do Bernabei. Deixou o centroavante livre exatamente no seu lado de marcação. Não dá nem pra dizer que foi uma surpresa. Todo mundo sabe que uma hora ou outra aconteceria. Bernabei e marcação são coisas que não combinam. Tava na cara.
  • Voltamos ao começo, foi tudo merecido o que aconteceu. Está claro que o Pezzolano criou um sistema bem mais defensivo e provavelmente vai seguir assim, talvez até exageradamente porque só se defendeu no segundo tempo, mas foi assim. E também tá claro que existem muitos erros individuais que fizerão o empate ser justo.
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