Paulo Freitas após nova derrota frente ao Sporting: “Não nos vamos render e vamos lutar até à última gota de suor” | OneFootball

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·31 maggio 2026

Paulo Freitas após nova derrota frente ao Sporting: “Não nos vamos render e vamos lutar até à última gota de suor”

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Paulo Freitas não ocultou o impacto do momento depois da derrota do FC Porto frente ao Sporting, na meia-final dos play-offs do campeonato de hóquei em patins, mas recusou assumir qualquer ideia de desistência. O treinador portista fez a análise a um encontro de grande equilíbrio e pouca eficácia, destacou o papel determinante dos guarda-redes e manteve firme a promessa de resistência na eliminatória. No centro de tudo ficou a convicção de que a equipa ainda tem resposta e garantiu: “esta equipa não se vai render”.

Sem margem para falhas e com o sonho do Tricampeonato sob pressão, o FC Porto saiu de Alvalade abalado, mas longe de baixar os braços. Paulo Freitas, treinador da equipa de hóquei em patins dos dragões, apresentou-se com uma mensagem de luta: reconhecer o mérito do adversário, olhar para o que faltou à sua equipa e insistir que a história da meia-final ainda está por fechar.


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Na leitura ao desafio, o técnico portista evitou simplificações e preferiu desenhar um jogo fechado, de encaixes, oscilações e pormenores que acabaram por pesar no desfecho. Sem retirar mérito à sua equipa, distribuiu crédito pelo Sporting e apontou uma sucessão de fatores que, na sua perspetiva, têm impedido o FC Porto de ultrapassar este obstáculo.

“O FC Porto ainda não conseguiu mostrar a sua força, porque o FC Porto não joga sozinho. Temos de dar mérito ao adversário que fez um grande jogo. Foi um jogo muito encaixado, com oportunidades para os dois lados. O Sporting entrou melhor, o FC Porto conseguiu dar a volta e ficar por cima no final da primeira parte.”, afirmou. “Não entrámos bem na segunda parte, mas depois fomos mais fortes e o Sporting limitou-se a gerir a vantagem que tinha adquirido na primeira parte. Essa vantagem teve a ver apenas com a eficácia após um desvio de bola e uma bola parada bem assinalada. Na primeira parte, o FC Porto cometeu quatro faltas e acabou o jogo com 10, enquanto o Sporting cometeu sete faltas na primeira parte e terminou o jogo com nove. Ainda vimos um cartão azul. Não quero entrar por aí, houve um conjunto de fatores que ainda não nos permitiu derrotar o adversário nestas meias-finais do play-off.”

A explicação traça um retrato claro: Paulo Freitas viu um jogo repartido, mas escolheu colocá-lo no plano dos detalhes, onde a eficácia e a gestão emocional acabam por separar equipas. E, ao evitar alongar-se noutros episódios, centrou o discurso no essencial: o FC Porto sente que esteve dentro da discussão, embora ainda sem transformar essa presença em superioridade no marcador.

Quando o tema recaiu sobre a falta de golos, o treinador foi direto. Para ele, a diferença esteve menos no volume de jogo e mais na capacidade de finalização, num duelo em que os dois guarda-redes assumiram grande protagonismo.

“O Sporting foi mais eficaz do que o FC Porto, mas o Xavi Malián fez uma grande exibição. Ainda assim, o guarda-redes adversário acaba por ser o homem do jogo porque não nos permitiu ser eficazes. Para ganharmos, temos de marcar golos.”, explicou. “O jogo resumiu-se a isto: houve dois guarda-redes dento de pista. O Xavi Malián é um guarda-redes enorme, mas o Xano Edo também fez uma grande exibição e, na minha opinião, foi o homem do jogo.”

É uma leitura crua e sem rodeios: o FC Porto produziu o suficiente para discutir o resultado, mas esbarrou precisamente onde muitas vezes se decidem estes jogos. Freitas valorizou o seu guarda-redes, mas ao mesmo tempo identificou no rendimento de Xano Edo a face mais visível da incapacidade portista para virar a noite a seu favor.

O treinador recuou ainda ao primeiro jogo da série para sustentar a ideia de que a eliminatória tem sido decidida em momentos muito específicos. Aí, voltou a dividir o encontro em fases distintas, entre o controlo inicial e a quebra que se seguiu a um momento de inferioridade numérica.

“Se tiver de falar do primeiro jogo, tenho de o dividir em dois momentos. Nos primeiros 41 minutos, apesar de o jogo estar empatado, acho que fomos melhores e controlámos muitos mais momentos. O Xano também fez uma grande exibição e segurou a equipa do Sporting.”, analisou. “Nos últimos nove minutos, o jogo resumiu-se à eficácia que o Sporting teve em superioridade numérica depois de um cartão azul mostrado ao FC Porto de forma justa. O Sporting é uma equipa que trabalha muito bem esse momento do jogo. Nós também tivemos em superioridade numérica duas vezes depois, mas não é a mesma coisa. Depois de termos sofrido aqueles golos, foi muito difícil recuperar a equipa emocionalmente. Não conseguimos reproduzir a nossa qualidade nesse momento do jogo.”

Nessa reinterpretação, Paulo Freitas expôs uma linha de continuidade entre os dois encontros: o FC Porto sente que tem argumentos para competir, mas tem sido apanhado nos instantes em que a meia-final exige mais frieza. Na sua leitura, a eliminatória não se escapa por falta de identidade, mas por uma sucessão de episódios em que o Sporting tem sido mais cirúrgico.

No momento de olhar para a frente, a mensagem voltou a endurecer no compromisso e a suavizar pouco no desapontamento. Freitas admitiu a tristeza, reconheceu o conhecimento mútuo entre as equipas e agarrou-se à ideia de resistência total.

“Estamos tristes e desapontados. Não era isto que queríamos.”, sublinhou. “Sabemos o que pode ferir esta equipa do Sporting, mas eles também sabem o que nos pode ferir a nós. Ainda assim, esta equipa não se vai render, vai lutar até à última gota de suor e deixar tudo dentro de pista. Daqui a uma semana estaremos cá novamente.”

Fica assim a nota dominante da conferência: menos desabafo do que desafio, menos dramatismo do que promessa de resposta. O FC Porto sai encostado, mas o treinador insiste em mantê-lo de pé, agarrado à convicção de que ainda há força para mostrar e uma eliminatória para reabrir.

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