Revista Colorada
·21 de agosto de 2026
A bonita história de Lisca pelo Internacional

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Luiz Carlos de Lorenzi, o “Lisca Doido” já construía sua trajetória dentro do Internacional. Sua ligação com o clube começou ainda na juventude e foi fortalecida por uma tradição familiar que atravessou gerações. Tanto seu bisavô, Carlos Lorenzi, quanto seu avô, Jorge de Lorenzi, defenderam as cores coloradas como goleiros, criando um vínculo que antecedeu até mesmo o nascimento do futuro treinador.
A relação profissional teve início em 1990, quando Lisca tinha apenas 18 anos. Na época, Lisca iniciou na função de instrutor na Escola Rubra, projeto de iniciação esportiva do clube. O trabalho com crianças serviu como porta de entrada para uma longa caminhada nas categorias de base.
Lisca passou por diferentes categorias, comandando equipes sub-15, sub-17 e sub-20, até chegar ao Inter B. Nesse período, participou diretamente do desenvolvimento de uma geração que mais tarde se destacaria no futebol profissional. Entre os atletas que passaram por suas mãos estavam nomes que alcançariam projeção nacional e internacional, como Alexandre Pato, Luiz Adriano, Taison, Renan, Lucas Lima, Sidney e o goleiro Alisson.
A oportunidade de dirigir a equipe principal surgiu em um dos momentos mais delicados da história do clube. Em 2016, com o Internacional mergulhado na luta contra o rebaixamento e restando apenas três rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, a direção apostou em alguém profundamente identificado com a instituição para tentar evitar a queda.
Apesar de não conseguir impedir o descenso inédito à Série B, Lisca deixou uma impressão positiva internamente. Entre os treinadores que passaram pelo comando da equipe naquela campanha, foi visto por muitos como aquele que menos contribuiu para o fracasso esportivo. Com um elenco fragilizado e um ambiente de forte pressão, conseguiu apresentar desempenho considerado acima das expectativas.
A possibilidade de permanência para a temporada seguinte chegou a ser debatida pela nova direção que assumiu o clube ao término daquele ano. No entanto, o peso simbólico do rebaixamento acabou influenciando a decisão. Temendo que a continuidade estivesse associada à imagem da queda, os dirigentes optaram por encerrar o vínculo ao final do contrato e seguir outro caminho, escolhendo Antonio Carlos Zago para iniciar o projeto de reconstrução do Internacional.
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