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·14 de agosto de 2026

A carteira invisível do Palmeiras: milhões ainda podem entrar por jogadores já vendidos

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Levantamento do Data Palestra mapeia bônus, percentuais mantidos, mais-valia e mecanismo de solidariedade em negócios que continuam capazes de gerar receita ao Verdão anos depois da saída dos jogadores

Quando o Palmeiras vende um jogador, a negociação nem sempre termina no dia em que o atleta veste a camisa do novo clube.


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Em algumas das principais transferências realizadas nos últimos anos, o Verdão construiu contratos capazes de continuar produzindo receita por diferentes caminhos: bônus por desempenho, percentuais mantidos dos direitos econômicos, participação em uma futura negociação, cláusulas sobre a valorização do atleta e o mecanismo de solidariedade da Fifa.

É o que o Data Palestra passa a chamar de “Carteira Invisível do Palmeiras”.

O modelo que transformou a Academia de Futebol em uma fábrica bilionária de receitas não se resume, portanto, aos valores anunciados nas vendas de Endrick, Estêvão, Kevin, Luis Guilherme e outras Crias.

Em vários casos, o Palmeiras continua financeiramente ligado a jogadores que já deixaram a Academia de Futebol há meses ou até anos.

E em 2026 esse detalhe ganha importância.

O clube encerrou junho com déficit acumulado de R$ 124 milhões. O futebol profissional, isoladamente, apresentou déficit de R$ 150,6 milhões no primeiro semestre. O orçamento previa pouco mais de R$ 200 milhões em transferências até junho, enquanto a receita realizada nessa frente ficou bastante abaixo da projeção.

É nesse cenário que aparece uma espécie de patrimônio que não está visível quando se olha apenas para o elenco atual.

O que é a “Carteira Invisível” do Palmeiras?

Para este levantamento, o Data Palestra considerou quatro formas de uma venda continuar gerando dinheiro:

Bônus contratuais: valores pagos quando o jogador alcança determinados objetivos.

Direitos econômicos mantidos: o Palmeiras vende parte do atleta, mas continua proprietário de outro percentual.

Mais-valia: o clube tem direito a uma porcentagem do lucro obtido pelo comprador em uma futura venda.

Mecanismo de solidariedade: compensação prevista nas regras da Fifa destinada aos clubes responsáveis pela formação do jogador.

São mecanismos diferentes — e isso é importante.

Ter 20% dos direitos de um jogador não é a mesma coisa que possuir 20% da mais-valia. Da mesma maneira, o mecanismo de solidariedade independe de o Palmeiras ainda ser proprietário de direitos econômicos.

A própria Fifa utiliza o Clearing House para identificar e processar compensações de formação e contribuições de solidariedade destinadas aos clubes formadores.

Quais ex-jogadores ainda podem render dinheiro ao Palmeiras?

O levantamento encontrou pelo menos sete casos relevantes nos quais existe algum tipo de vínculo financeiro futuro conhecido publicamente.

A lista não significa que todos esses valores necessariamente entrarão no caixa. Bônus precisam ser atingidos e revendas precisam acontecer.

Mas mostra que uma parte da estratégia financeira do Palmeiras continua trabalhando mesmo quando o jogador já não está mais no clube.

Endrick: ainda há cerca de € 11,5 milhões em metas não acionadas

Endrick é provavelmente o melhor exemplo de como uma grande venda pode durar muitos anos.

A negociação com o Real Madrid previu € 35 milhões fixos e mais € 25 milhões em metas. Metade do pacote variável — € 12,5 milhões — poderia ser atingida ainda durante sua passagem pelo Palmeiras.

E foi.

Antes de embarcar para a Espanha, Endrick alcançou o limite dessa primeira etapa.

No Real Madrid, começou uma segunda contagem, também limitada a € 12,5 milhões. Até seu empréstimo ao Lyon, o atacante havia desbloqueado € 955 mil por sete gols, um pênalti sofrido e nove partidas como titular por pelo menos 45 minutos.

Isso significa que aproximadamente € 11,545 milhões do pacote de metas ligado à etapa europeia ainda não haviam sido acionados. A divisão econômica divulgada para a operação é de 70% para o Palmeiras e 30% para o atleta.

Existem ainda metas especialmente valiosas:

  1. € 1 milhão por Golden Boy ou Troféu Kopa;
  2. € 1 milhão por chegar ao Top 3 da Bola de Ouro ou Fifa The Best;
  3. € 2 milhões por vencer a Bola de Ouro ou Fifa The Best.

Além disso, metas relacionadas ao desempenho pelo Real Madrid podem voltar a ser acionadas com seu retorno ao clube espanhol.

E há bastante tempo pela frente: o prazo contratual informado para o cumprimento desses objetivos vai até 30 de junho de 2030.

Endrick voltou ao Real Madrid depois do período no Lyon e, neste início de temporada 2026/27, a tendência é de permanência no clube espanhol.

Ou seja: a venda anunciada em dezembro de 2022 ainda poderá colocar dinheiro no Palmeiras quase oito anos depois de ter sido assinada.

Estêvão: o relógio das 70 partidas está correndo no Chelsea

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Estêvão comemora seu gol em Palmeiras 1 x 2 Chelsea, pelas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

A venda de Estêvão tem outra engenharia.

O negócio foi fechado por € 45 milhões garantidos mais € 16,5 milhões previstos em metas, chegando a uma operação potencial de € 61,5 milhões.

Entre os principais gatilhos divulgados está a participação do atacante em 70 partidas pelo Chelsea no intervalo das duas primeiras temporadas. Há também objetivos ligados a premiação individual e outros componentes esportivos cujos valores específicos não foram tornados públicos.

Aqui aparece um dado interessante.

O Chelsea informa que Estêvão terminou sua primeira temporada na Inglaterra com:

36 jogos 20 como titular 1.847 minutos 8 gols 3 assistências

Portanto, considerando exclusivamente o gatilho público das 70 aparições, Estêvão encerrou a primeira temporada a 34 partidas da marca.

Uma lesão muscular em abril encerrou antecipadamente sua temporada, impedindo que o número fosse ainda maior.

O valor exato que já foi ou será liberado por cada uma das diferentes metas não é público. Por isso, seria incorreto simplesmente afirmar que todos os € 16,5 milhões continuam pendentes.

Mas uma coisa é objetiva: parte importante da venda de Estêvão continua dependendo da carreira que ele construir no Chelsea.

Naves: uma venda de 2026 que já foi desenhada pensando na próxima

O negócio de Naves é talvez o exemplo mais didático da estratégia.

O zagueiro foi vendido ao Necaxa, do México, em julho de 2026 por cerca de US$ 3 milhões. O Palmeiras, que possuía 70% dos direitos considerados na operação, ficou com sua respectiva parcela do valor inicial.

Mas o contrato não parou aí.

A negociação prevê até US$ 2 milhões adicionais em bônus, fazendo a operação poder alcançar US$ 5 milhões.

E existe uma segunda porta.

O Palmeiras manteve 25% dos direitos econômicos de Naves.

Na prática, o clube abriu mão de receber mais agora para continuar exposto a uma possível valorização do defensor.

Se Naves se destacar no México e for vendido novamente, o Palmeiras poderá voltar a participar da operação.

Fabinho: metade do jogador ainda pertence ao Palmeiras

Com Fabinho, a fatia mantida é ainda maior.

O Red Bull Bragantino adquiriu 50% dos direitos econômicos do volante por € 2,5 milhões em 2025. Os outros 50% permaneceram ligados ao Palmeiras.

Esse detalhe faz de Fabinho um ativo diferente dentro da Carteira Invisível.

O Palmeiras não depende de uma cláusula de 10% ou 15%. Pelos termos divulgados da negociação, continuou proprietário de metade dos direitos econômicos do atleta.

Fabinho tem contrato com o Bragantino e segue atuando pela equipe em 2026.

Uma valorização seguida de venda, portanto, pode transformar uma negociação relativamente pequena realizada em 2025 em uma nova receita relevante.

Vanderlan: 15% ficaram para uma segunda venda

Vanderlan também mudou de clube, mas não desapareceu completamente do radar financeiro do Palmeiras.

A negociação com o Red Bull Bragantino girou em torno de € 7 milhões. Na época, o Palmeiras possuía 80% dos direitos do lateral, enquanto os outros 20% pertenciam ao Jacuipense.

Além da parcela recebida na saída, o Verdão manteve 15% de participação em uma negociação futura.

É uma aposta na valorização.

Quanto maior for uma eventual transferência de Vanderlan no futuro, maior será a segunda receita obtida pelo Palmeiras com o lateral.

Thalys tem uma cláusula diferente: 20% do lucro

É aqui que a diferença entre percentual de venda e mais-valia fica evidente.

O Almería pagou € 6 milhões ao Palmeiras na contratação de Thalys.

O Verdão, porém, manteve 20% da mais-valia em uma futura transferência.

Isso significa que o cálculo é feito sobre o lucro do Almería, e não necessariamente sobre todo o valor da próxima venda.

Exemplo:

Se o Almería vender Thalys por € 10 milhões, a valorização sobre os € 6 milhões da compra seria de € 4 milhões.

Os 20% do Palmeiras incidiriam sobre esses € 4 milhões.

Resultado: € 800 mil.

Essa distinção parece pequena, mas muda completamente os cálculos sobre quanto o clube pode receber.

Quanto cada cláusula poderia valer? Data Palestra simula

Como não sabemos se esses jogadores serão vendidos — nem por quanto — não existe um valor correto para somar à Carteira Invisível.

Mas é possível mostrar o tamanho da exposição financeira que o Palmeiras preservou.

O Data Palestra simulou uma futura transferência de € 10 milhões para quatro casos.

*Simulação matemática do Data Palestra baseada nos percentuais divulgados publicamente. Não representa previsão de transferência e desconsidera eventuais impostos, taxas, comissões, particularidades contratuais e outras deduções.

O exercício revela algo interessante.

Uma venda de € 10 milhões não vale € 10 milhões iguais para o Palmeiras.

A estrutura do contrato é tão importante quanto o preço da transferência.

Luis Guilherme mostra uma quinta vida de uma transferência

Há ainda casos em que o Palmeiras já não possui direitos econômicos ou uma cláusula ativa de revenda e, mesmo assim, continua recebendo.

Luis Guilherme foi negociado pelo Palmeiras com o West Ham. Posteriormente, o clube inglês o vendeu ao Sporting por € 14 milhões fixos, com possibilidade de outros € 3 milhões em bônus.

A antiga cláusula que dava ao Verdão participação sobre o lucro do West Ham não produziu receita nessa transferência, porque o jogador foi vendido abaixo do investimento realizado pelos ingleses.

Mesmo assim, o Palmeiras recebeu aproximadamente € 350 mil, cerca de R$ 2,2 milhões na cotação utilizada na época, pelo mecanismo de solidariedade da Fifa. A participação do clube formador nesse negócio foi calculada em 2,5%.

Esse direito de formação pode voltar a aparecer em futuras negociações internacionais elegíveis envolvendo o jogador.

É dinheiro que não depende mais de um percentual comprado ou vendido pelo Palmeiras.

Depende de algo feito muito antes: ter formado Luis Guilherme.

Kevin prova que a Carteira Invisível não é apenas teoria

Talvez o melhor argumento para entender essa estratégia seja observar o que já aconteceu.

Kevin deixou o Palmeiras rumo ao Shakhtar Donetsk em 2024. Na negociação, o Verdão preservou direito a 10% da mais-valia de uma futura venda.

Quando o clube ucraniano negociou o atacante com o Fulham por € 40 milhões, em 2025, a cláusula foi acionada.

O Palmeiras recebeu € 2,8 milhões pela mais-valia e outros € 800 mil pelo mecanismo de solidariedade, totalizando € 3,6 milhões de uma transferência da qual já não era protagonista.

A primeira venda havia acontecido mais de um ano antes.

O dinheiro continuou chegando.

Jhon Jhon fez o mesmo acontecer em 2026

Outro exemplo apareceu neste próprio ano.

Quando o Palmeiras vendeu Jhon Jhon ao Red Bull Bragantino, não abriu mão de todo o atleta.

O Verdão permaneceu com 20% dos direitos econômicos.

O meia se valorizou, tornou-se um dos principais jogadores do Bragantino e acabou negociado com o Zenit por € 18,5 milhões fixos, em uma operação que poderia chegar a € 20 milhões.

Só a fatia de 20% representava € 3,7 milhões sobre o valor fixo, além da participação do Palmeiras no mecanismo de solidariedade da Fifa.

Kevin e Jhon Jhon demonstram por que a Carteira Invisível merece ser acompanhada.

O que hoje aparece apenas como “25% mantidos”, “20% de mais-valia” ou “15% da próxima venda” pode virar dinheiro real no futuro.

Palmeiras tem R$ 193,5 milhões em créditos a receber — mas atenção ao número

Existe ainda um dado interessante no balancete de junho de 2026.

O Palmeiras registrou:

  1. R$ 118,962 milhões em créditos a receber no ativo circulante;
  2. R$ 74,559 milhões em créditos a receber no ativo não circulante.

Somados, são R$ 193,521 milhões em créditos a receber registrados no balanço.

Isso não significa que existam R$ 193,5 milhões a receber de vendas de jogadores.

A conta contábil reúne créditos de diferentes naturezas, e o demonstrativo público não abre todo esse montante jogador por jogador.

Mas o número mostra outra característica importante do futebol moderno: faturamento e caixa não necessariamente acontecem no mesmo momento.

Parcelamentos de transferências, bônus futuros e outros recebíveis fazem com que parte da receita de um clube esteja espalhada pelos anos seguintes.

No momento em que o Palmeiras discute o déficit registrado no primeiro semestre de 2026, saber quanto ainda existe escondido nos contratos antigos torna-se ainda mais relevante.

Então, quanto o Palmeiras ainda pode receber por jogadores já vendidos?

A resposta correta é: não existe hoje um número único que possa ser calculado com responsabilidade.

E qualquer total fechado apresentado agora misturaria dinheiro contratualmente mensurável com hipóteses de transferências que ainda não aconteceram.

O levantamento permite separar três níveis:

1. Dinheiro com teto contratual conhecido

Endrick ainda possui aproximadamente € 11,5 milhões em metas não acionadas na etapa ligada ao Real Madrid, dentro das condições previstas no negócio.

Estêvão teve € 16,5 milhões em variáveis no desenho original da transferência, embora o valor exato ainda pendente não seja divulgado publicamente.

Naves possui até US$ 2 milhões em bônus adicionais previstos em sua venda ao Necaxa.

2. Patrimônio que depende de futuras transferências

O Palmeiras preservou:

50% de Fabinho; 25% de Naves; 15% de participação futura em Vanderlan; 20% da mais-valia de Thalys.

Aqui, qualquer tentativa de transformar os percentuais em reais ou euros exigiria inventar o preço futuro desses atletas.

3. Receita de formação

Jogadores formados no Palmeiras e negociados novamente entre clubes podem gerar compensações por meio do mecanismo de solidariedade da Fifa, mesmo quando o Verdão já não possui participação econômica convencional no atleta.

Luis Guilherme é um exemplo recente.

Kevin também foi.

A verdadeira fábrica da Academia não termina na primeira venda

Durante anos, medir o sucesso de uma categoria de base parecia simples: revelar jogadores para o profissional.

Depois, os clubes passaram a medir também quanto conseguiam arrecadar nas vendas.

O Palmeiras avançou para um terceiro estágio.

A venda deixou de ser necessariamente o ponto final do ativo.

Quando preserva uma porcentagem, estabelece mais-valia, negocia bônus ou recebe compensação de formação, o clube transforma a carreira futura daquele jogador em uma espécie de cauda financeira do negócio original.

É por isso que o levantamento sobre as receitas produzidas pela Academia de Futebol conta apenas parte da história se olhar somente para o valor anunciado no momento de cada transferência.

Kevin já saiu e voltou a render.

Jhon Jhon já saiu e voltou a render.

Luis Guilherme já saiu e voltou a render.

Endrick continua podendo render.

Estêvão continua podendo render.

Fabinho, Naves, Vanderlan e Thalys carregam cláusulas ou participações que podem ser transformadas em novas receitas.

O jogador vai embora. Uma parte do negócio fica.

Essa é a Carteira Invisível do Palmeiras.

Metodologia do Data Palestra

O levantamento considera apenas valores, percentuais e cláusulas divulgados publicamente até 14 de agosto de 2026.

Não foram contabilizadas possibilidades sem informação contratual conhecida. Valores futuros não foram convertidos em uma estimativa total porque dependem de metas esportivas, valores de eventuais transferências, impostos, comissões, câmbio e condições específicas de cada contrato.

As simulações apresentadas têm caráter exclusivamente matemático e servem para demonstrar o funcionamento das cláusulas, não para prever futuras negociações.

Perguntas frequentes

Quanto o Palmeiras ainda pode receber por Endrick?

Há aproximadamente € 11,5 milhões em metas da etapa europeia do contrato que ainda não haviam sido acionadas. Os objetivos podem ser cumpridos até junho de 2030 e incluem desempenho pelo Real Madrid e grandes premiações individuais. A operação possui divisão econômica divulgada de 70% para o Palmeiras e 30% para o atleta.

Quanto o Palmeiras pode receber por Estêvão no Chelsea?

A transferência foi estruturada com € 45 milhões garantidos e até € 16,5 milhões em metas. Estêvão terminou 2025/26 com 36 jogos pelo Chelsea, enquanto uma das principais metas publicamente conhecidas exige 70 aparições em duas temporadas. O saldo exato de bônus ainda pendentes não é público.

O Palmeiras ainda tem percentual de Naves?

Sim. Na transferência ao Necaxa, o Palmeiras manteve 25% dos direitos econômicos do zagueiro. O negócio também prevê até US$ 2 milhões em bônus adicionais.

O Palmeiras ainda tem percentual de Fabinho?

Os termos divulgados na venda ao Red Bull Bragantino indicam que o clube paulista comprou 50% dos direitos econômicos de Fabinho por € 2,5 milhões. Dessa forma, os outros 50% permaneceram com o Palmeiras.

O que é mais-valia em uma venda de jogador?

É uma participação sobre a valorização obtida pelo clube comprador. Se um jogador comprado por € 6 milhões for vendido por € 10 milhões, a mais-valia é de € 4 milhões. Uma cláusula de 20% da mais-valia, por exemplo, representaria € 800 mil.

O que é o mecanismo de solidariedade da Fifa?

É uma das formas de compensar financeiramente clubes que participaram da formação de um atleta. O sistema da Fifa identifica os clubes formadores por meio do histórico do jogador e processa as compensações através do Clearing House.

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