Saudações Tricolores.com
·02 de fevereiro de 2026
A consistência de um coletivo: O Fluminense de Zubeldía mostra força tática e promete 2026 competitivo

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A vitória do Fluminense sobre o Botafogo, por 1 a 0 neste domingo (01/02), pela 5ª rodada do Campeonato Carioca, no Engenhão, pode parecer mais um resultado em um clássico, mas representa muito mais. O grande destaque não foi um jogador isolado, mas sim a crescente consolidação de um conjunto que se desenha como a grande arma do Tricolor para a temporada de 2026. O padrão tático implementado por Luis Zubeldía, o treinador, é a chave para essa solidez.
Desde que assumiu o comando do Fluminense em setembro de 2025, Zubeldía tem demonstrado uma adaptabilidade notável. O treinador argentino, conhecido por seu perfil estudioso, tem variado nomes nas suas esalações mas consegue, de certo modo, apresentar padrões sólidos de jogo, em todos os setores do campo. Ainda que pese passarmos pelo primeiro jogo na temporada sem sofrer gols – a bola aérea defensiva ainda precisa melhorar – o Flu consegue imprimir um ritmo de jogo de controle, passes e de não sofrer muitos riscos. Há quem diga que o Carioca não serve como embasamento para nada. No entanto, o início de temporada sólido, como o Flu vem fazendo, mostra que o time começa o ano organizado e em evolução constante, mesmo com alterações nas escalações, o esquema de jogo é o ponto principal do time.
Evidentemente, quando entramos com uma formação onde não estão presentes os nossos principais nomes criativos (como Acosta, Ganso e, agora, até mesmo Savarino), o time se ressente do último passe final, para colocar os atacantes em condições de finalização. Mas, e ainda assim, o time consegue criar e finalizar muito – ontem, foram 15 finalizações, sendo sete no alvo, muitas delas antes mesmo das alterações, que colocaram em jogo Acosta e Savarino. O que salta aos olhos em todas as configurações utilizadas por Zubeldía são características muito bem definidas:
Consistência Defensiva: O Fluminense de Zubeldía se mostra uma equipe difícil de ser vazada. Há uma organização que garante a proteção da meta, com linhas bem postadas e uma compactação que dificulta a progressão adversária. Mesmo quando enfrenta adversários com formações ofensivas, a retaguarda tricolor mantém-se sólida.Como dito acima, o ponto fraco fica por conta da bola aérea defensiva, que já mostra evolução e que merece atenção nos treinamentos.
Ocupação e Combatividade no Meio-Campo: O setor central do campo é ponto nevrálgico do treinador. Ali, a equipe demonstra uma capacidade impressionante de ocupar espaços, fechando as linhas de passe e as opções de construção do oponente. A combatividade é uma marca registrada, com os meio-campistas se entregando na marcação e na disputa por cada bola, garantindo a posse e a transição.Além disso, o Flu consegue fazer uma marcação inteligente, quando pressiona o adversário na sua própria defesa. A equipe, bem postada, consegue forçar a saída com o “chutão” e está sempre atenta à segunda bola. Isso quando não recupera próximo ao terço final e busca a finalização rápida.
Ataque com Muita Movimentação e Transições Rápidas: No terço final do campo, o Fluminense de Zubeldía exibe uma fluidez com muita agilidade. As pontas são constantemente acionadas, buscando a profundidade e o drible. Além disso, há uma presença contínua e inteligente de meias e laterais no apoio ao ataque, criando superioridade numérica e múltiplas opções de passe e finalização. Essa movimentação constante confunde as defesas adversárias e abre brechas para a criação de oportunidades.A transição rápida em contra-ataques é outro ponto forte desse time. Já tivémos oportunidade de acompanhar algumas jogadas que terminaram em gols, com jogadores rápidos que, com poucos toques, estão dentro da área adversária para concluir.
Apesar de Zubeldía e a diretoria tricolor pregarem cautela no mercado, buscando reforços cirúrgicos como um centroavante, o foco também está na lapidação do elenco atual e na assimilação de sua filosofia. Isso mostra que o treinador prefere trabalhar com o que tem em mãos do que ficar “sonhando” com alguém que não chegou ainda.
Essa capacidade de manter a consistência tática e a competitividade mesmo com variações de formação e com o retorno gradual de peças importantes faz do Fluminense de Luis Zubeldía um time extremamente perigoso para 2026. O trabalho do argentino está pavimentando o caminho para uma temporada de grandes expectativas e, se o coletivo continuar nesse nível, o Tricolor tem tudo para brigar por títulos. O grande trunfo é, sem dúvida, o padrão tático que se estabelece a cada partida, transformando o Fluminense em um adversário a ser batido.








































