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·16 de março de 2026

A melodia do Botafogo de Anselmi não tem a impetuosidade do rock argentino

Imagem do artigo:A melodia do Botafogo de Anselmi não tem a impetuosidade do rock argentino

Se um time de futebol equivale a um ser vivo, conforme aponta o raciocínio de Martín Anselmi, o Botafogo, em uma semana, tornou-se um organismo letárgico diante de cenários negativos no Estádio Nilton Santos. O gol do Barcelona-EQU, na última terça-feira (10), desmontou a equipe, assim como o primeiro golpe do arquirrival no sábado (14). Se o técnico rosarino enveredou para um caminho musical para reforçar a tese, o Glorioso tornou-se a antítese da impetuosidade do rock argentino, estilo marcado por criatividade e rebeldia em um país constantemente afetado por crises. A melodia alvinegra é dolente, maçante e, sobretudo, repetitiva. O Mais Tradicional está preso a um círculo vicioso por conta do extracampo.

“Estamos em dívida e falhando, mas não no aspecto competitivo. Você pode ir a um show. A banda toca perfeitamente. Porém, não transmite nada para você. Acho que, às vezes, tocamos bem. Mas precisamos tocar uma música que transmita mais. Precisamos começar a tocar uma música que passe outra coisa”, sublinhou Anselmi, impaciente, ao ser questionado pela equipe de reportagem do Jogada10, no último fim de semana, no Colosso do Subúrbio.


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Anselmi chegou ao Botafogo em um momento delicado do clube – Foto: Vitor Silva/Botafogo

O treinador argentino tenta imprimir um trabalho autoral no Botafogo e conta com artistas virtuosos em sua missão: Danilo, Montoro, Santi, Medina, Vitinho, Bastos, Barboza (em dias sem ataques de fúria), Telles… A execução, porém, passa longe do planejado nos ensaios, pois ainda faltam músicos. A big band, portanto, não está completa. O recital alvinegro, confuso, não convence a crítica e tampouco o público. As letras não dizem nada, e as harmonias não enfeitiçam ninguém. O Alvinegro precisa dos três acordes de Callejeros e não dos solos intermináveis de David Gilmour (sem juízo de valor). Hora, então, de largar o progressivo e partir para o rock barrial. Ou seja, os resultados importam mais do que o desempenho. No Brasil, é assim que funciona.

Anselmi tragado por areia movediça

Dívidas, um novo transfer ban batendo à porta, falta de transparência, brigas intermináveis nos tribunais pelo poder da SAF Botafogo e um enorme ponto de interrogação se formando sobre o futuro. Enquanto não há uma resolução, nenhum treinador do mundo será capaz de blindar o grupo alvinegro do tsunami. Martín Anselmi, por exemplo, obteve sucesso por apenas um jogo. Agora, é moído por suas contradições à frente da equipe e pela areia movediça da gestão de John Textor. Perdão pela falta de otimismo. Quem sabe no próximo mês?

*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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