A revolução francesa: das gerações sem gols ao melhor ataque do mundo | OneFootball

A revolução francesa: das gerações sem gols ao melhor ataque do mundo | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Jogada10

Jogada10

·14 de julho de 2026

A revolução francesa: das gerações sem gols ao melhor ataque do mundo

Imagem do artigo:A revolução francesa: das gerações sem gols ao melhor ataque do mundo

Quis o destino que a semifinal da Copa do Mundo 2026 caísse no principal feriado da França – a data de comemoração da Queda da Bastilha, quando a monarquia autoritária iniciou sua derrocada. E o time que entra em campo para enfrentar a Espanha nesta terça-feira, às 16h, em Dallas, é um marco da revolução na seleção francesa. Isso porque o ataque, antigo alvo de críticas pela ineficiência, virou a principal arma para a conquista do terceiro título mundial.

Segundo dados da imprensa local, este será o primeiro jogo da França no histórico 14 de julho em todos os tempos. Antes, a Copa acabava no máximo até 12 de julho, por ter menos participantes. E, em outros anos, nesta data os europeus ainda estão voltando de férias para recomeçar a temporada.


Vídeos OneFootball


O trio formado por Olise, Dembelé e Mbappé, acrescido de Barcola ou Doué, que disputam vaga, é considerado o melhor do futebol atual. As referências vão desde a ágil movimentação, passando pela habilidade até o altíssimo poder de fogo. Mbappé (oito gols) e Dembelé (cinco), por exemplo, já marcaram juntos 13 vezes em seis jogos. Com isso, igualaram a dupla Ronaldo e Rivaldo, do penta em 2002.

Imagem do artigo:A revolução francesa: das gerações sem gols ao melhor ataque do mundo

França festeja sua data mais importante em 14 de julho – Foto: Divulgação / toureiffel.paris

O garçom faz a diferença

Michael Olise é o cérebro da revolução do setor ofensivo e, embora ainda não tenha balançado as redes, deu cinco assistências nas quatro primeiras partidas. Só falta uma, aliás, para se unir ao recorde de Pelé, que distribuiu seis passes decisivos na Copa de 1970.

“Ele (Olise) vem apresentando atuações de alto nível de forma consistente. Precisava de tempo. Tem uma influência significativa, complementa os jogadores de ataque e conecta as fases defensiva e ofensiva da equipe. As coisas acontecem quando ele toca na bola”, definiu o técnico Didier Deschamps.

Escassez de gols antiga

O problema da França nunca foi talento. Tanto que a seleção ergueu sua primeira taça, em 1998, mesmo com um ataque inoperante. Stéphane Guivarc’h (o camisa 9) e Christopher Dugarry decepcionaram no Mundial em casa e passaram em branco. Se não fosse por Thuram (lateral), Petit (volante) e Zidane (meia), a campanha teria sido um fiasco. Afinal, o time de Aimé Jacquet marcou sete gols em sete jogos – ou seja, menos do que Mbappé fez sozinho até as semifinais desta edição.

Imagem do artigo:A revolução francesa: das gerações sem gols ao melhor ataque do mundo

Guivarc’h é cercado por Júnior Baiano na final de 98 – Foto: Divulgação / FFF

A geração seguinte trouxe Henry e Trezeguet, mas, apesar de bons momentos, não foi o suficiente. Nomes como Anelka, Cissé, Gignac não brilharam com a camisa dos Le Bleus no campo de batalha e foram protagonistas de vexames, como as eliminações na fase de grupos da Eurocopa de 2008 e da Copa de 2010.

Giroud e Griezmann começam a mudar

O faro de gols de dois atacantes, então, foi essencial para esse cenário mudar após mais de 20 anos. Antoine Griezmann e Olivier Giroud abriram caminho para que a França voltasse a ser temida pelos rivais. No total, marcaram 101 vezes pela seleção. Menção honrosa a Dimitri Payet, ex-Vasco, que também foi eficiente enquanto não estava machuchado e teve ótimo desempenho na Euro 2016.

Já na Copa seguinte, a passagem de bastão para Kylian Mbappé garantiu que a fase virasse uma dinastia. O garoto de 19 anos marcou três gols no mata-mata, assim como Griezmann, e deixou a Rússia com o bicampeonato 20 anos depois de Deschamps levantar o troféu como capitão.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, ThreadsTwitter, Instagram e Facebook.

Saiba mais sobre o veículo