A venda que pode trazer um grande reforço e a hipocrisia do Cruzeiro no STJD | OneFootball

A venda que pode trazer um grande reforço e a hipocrisia do Cruzeiro no STJD | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: JB Filho Repórter

JB Filho Repórter

·25 de julho de 2026

A venda que pode trazer um grande reforço e a hipocrisia do Cruzeiro no STJD

Imagem do artigo:A venda que pode trazer um grande reforço e a hipocrisia do Cruzeiro no STJD
  • O Internacional tem movimentações importantes acontecendo tanto no mercado de saídas quanto na busca por reforços. A principal novidade é que o Rosario Central avançou nas negociações para contratar Brian Aguirre. O negócio ainda não está 100% fechado, mas existe otimismo tanto na Argentina quanto em Porto Alegre para que a transferência do lateral-direito colorado seja concretizada.
  • Aguirre foi contratado pelo Inter junto ao Lanús por cerca de 1,4 milhão de dólares e chegou a ter momentos de protagonismo no time. No início deste ano, inclusive, renovou seu contrato até 2028. Atualmente, porém, perdeu espaço e está na reserva. Bruno Gomes é o titular da posição, enquanto Vitinho e até Félix Torres já foram utilizados eventualmente pelo lado direito.
  • O Rosario Central já havia demonstrado interesse em Aguirre anteriormente, mas o Inter não aceitou uma proposta de empréstimo. Agora, a negociação avançou para uma possível venda. Os valores ainda não foram divulgados, mas a operação é considerada importante pela direção colorada, que busca gerar dinheiro para investir na contratação do centroavante Alex Arce, principal alvo do clube no mercado.
  • A ideia do Inter é utilizar o dinheiro de uma possível venda de Aguirre para ajudar a viabilizar a contratação do paraguaio. O Independiente Rivadavia pede entre 3 milhões e 3,5 milhões de dólares pelo jogador, algo entre R$ 15 milhões e R$ 17 milhões. O problema é que o Colorado não tem esse valor disponível em caixa e precisa encontrar maneiras de gerar receita.
  • Por isso, uma eventual saída de Aguirre pode ser fundamental. A direção também gostaria de negociar Alan Rodríguez, contratado no ano passado por 4 milhões de dólares, mas que não conseguiu repetir o desempenho esperado e atualmente está no banco de reservas. O jogador ainda sofre com problemas físicos e chegou a recusar uma transferência para o Nacional, do Uruguai, apesar do interesse do Inter em realizar o negócio.
  • A venda de Alan Rodríguez seria o cenário ideal para a direção colorada, mas, até o momento, não existe uma negociação avançada pela saída do meio-campista. Aguirre, por outro lado, está mais próximo de deixar o Beira-Rio. Caso a transferência seja concretizada, o Inter poderá utilizar parte do dinheiro para avançar por Alex Arce.
  • A contratação do centroavante é considerada prioridade. Aos 32 anos, o paraguaio é o artilheiro da Libertadores, com oito gols em cinco partidas pelo Independiente Rivadavia, e vem sendo considerado um dos grandes destaques da competição. O Inter já conseguiu convencer o clube argentino a negociar, mas ainda precisa encontrar uma forma de realizar o pagamento exigido.
  • Além da busca por dinheiro com vendas, a direção também trabalha para reduzir a folha salarial. O clube já liberou jogadores como Tabata e Borré e gostaria de encontrar uma solução para atletas que estão fora dos planos, como Richard, que recebe cerca de R$ 400 mil por mês, e Clayton Sampaio, cujo salário supera R$ 100 mil. Somados, os dois representam uma economia de aproximadamente R$ 500 mil mensais caso deixem o clube. O problema é que, na prática, não é tão simples encontrar interessados e concretizar essas saídas.
  • Enquanto isso, o Internacional também aguarda a definição da punição para Victor Gabriel. O zagueiro foi denunciado pela Procuradoria do STJD pela entrada que causou a fratura na tíbia de Gabriel Pec, do Cruzeiro. O julgamento está marcado para a próxima terça-feira, dia 28, às 10h, no Rio de Janeiro, e a expectativa é de uma punição pesada.
  • Não há como minimizar a gravidade do lance. Victor Gabriel foi expulso imediatamente e agora poderá receber uma punição que, dependendo do enquadramento, pode começar em um a seis jogos e chegar a até 24 partidas. Em uma situação extrema, existe ainda a possibilidade de que o jogador fique afastado pelo mesmo período em que Gabriel Pec estiver se recuperando, limitado a seis meses.
  • O Internacional já se prepara para a possibilidade de ficar sem Victor Gabriel por um longo período e chamou Pedro Kauã, zagueiro formado nas categorias de base, para treinar com o elenco principal. A movimentação indica que o clube já considera a possibilidade de uma suspensão significativa para o defensor.
  • O caso também trouxe à tona uma situação semelhante ocorrida no ano passado. Eduardo, que na época defendia o Cruzeiro, deu uma entrada muito forte em Jemerson, do Vitória. O jogador ficou sete meses afastado após precisar passar por cirurgia, mas o atleta do Cruzeiro acabou punido com apenas quatro jogos.
  • Na ocasião, a defesa do Cruzeiro argumentou que o futebol era uma atividade de risco e que situações como aquela poderiam ser consideradas fatalidades. Agora, o mesmo clube pressiona por uma punição severa para Victor Gabriel e defende que o zagueiro fique afastado durante o mesmo período de recuperação de Gabriel Pec.
  • Victor Gabriel precisa ser punido pelo que fez. Foi um lance inconsequente e de extrema gravidade. Mas o episódio também mostra um problema recorrente do futebol brasileiro: muitas vezes, os clubes defendem punições rigorosas quando são prejudicados e tratam situações semelhantes como fatalidades quando estão do outro lado.
  • Inter, Grêmio, Cruzeiro e todos os outros clubes acabam fazendo isso em algum momento. Quando o erro ou a punição prejudica o próprio time, a reclamação é imediata. Quando beneficia, o silêncio aparece. E enquanto cada clube continuar puxando para o seu próprio lado, o futebol brasileiro seguirá convivendo com dois pesos e duas medidas.
Saiba mais sobre o veículo