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·10 de setembro de 2026
Abel admite que errou e diz que ninguém é maior que o Palmeiras

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Abel Ferreira usou boa parte da coletiva após a vitória por 1 a 0 sobre a LDU, nesta quarta-feira, para tratar do assunto que atravessou a semana: a fala em que cobrou a torcida depois do empate com o Botafogo. Perguntado sobre a repercussão, contou que só foi rever a entrevista dias depois, por indicação de um auxiliar.
“Fui ver aquilo que eu tinha dito depois de um jogo intenso, em que muitas coisas aconteceram dentro do jogo. No final do jogo fui falar com o árbitro e estava alterado”, disse o treinador. E completou: “quando fui ver aquilo que falei, também não gostei daquilo que vi”.
O português não se retratou pela intenção, e sim pela forma. Reconheceu que a mensagem saiu torta e emendou uma declaração de respeito à história do clube, que soou como resposta às críticas que recebeu de ex-jogadores ao longo da semana.
Se calhar não foi muito claro, não me soube expressar. Respeito muito a história do Palmeiras. Vocês sempre me ouviram a falar: ninguém é maior que o Palmeiras.
Abel Ferreira
Na sequência, o treinador comparou a própria trajetória à do clube. “A história do Palmeiras é exatamente igual à minha: é feita de trabalho, de sacrifícios e de resiliência. Foi assim que o Palmeiras foi fundado, com trabalhadores, e eu cheguei onde cheguei à custa do meu trabalho”, afirmou.
Para explicar o que quis dizer sobre o próprio papel na fase vitoriosa, Abel recorreu a uma imagem. “Quando eu cheguei ao Palmeiras, tinha um relógio preparado e eu trouxe a pilha. Tu dizes-me o que é mais importante, o relógio ou a pilha?”, provocou, antes de responder ele mesmo que os dois.
E encerrou o tema deixando claro que não se considera indispensável: “O Palmeiras venceu, está a vencer e continuará a vencer no dia que eu deixar o clube”.
Sobre a parte esportiva, Abel explicou a única substituição feita diante de um adversário que teve dois dias a mais de descanso. “Achei que a equipa estava bem. Temos trabalhado muito, insistido muito com equipas que se defendem em bloco baixo, e hoje foi bem clara a quantidade de oportunidades que criámos. Achei que não tinha necessidade de mexer”, justificou.
Questionado sobre a falta de dribles no time após as saídas de Estêvão, Allan e Riquelme, foi direto: “não posso pedir a jogadores que não têm drible que driblem. Não posso pedir ao Giay que faça o que fazia o Allan”. Segundo ele, o repertório ofensivo da noite compensou pela variedade de cruzamentos e combinações.
O que gerou a polêmica
Depois do empate sem gols com o Botafogo, no dia 6 de setembro, Abel Ferreira cobrou apoio da torcida e citou a fase vitoriosa dos últimos anos. A fala repercutiu mal e foi rebatida publicamente por ex-jogadores do clube ao longo da semana.
O Palmeiras volta a campo no sábado, às 18h30, contra o São Paulo, pelo Brasileirão, antes de decidir a vaga na semifinal da Libertadores em 16 de setembro, em Quito. A entrevista completa está na transmissão da coletiva.


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