Gazeta Esportiva.com
·16 de março de 2026
Abel diz que Palmeiras “sofreu muito” em vitória sobre o Mirassol e detona calendário: “Desumano”

In partnership with
Yahoo sportsGazeta Esportiva.com
·16 de março de 2026

O apito final no Allianz Parque foi um alívio para Abel Ferreira, que comandou o Palmeiras na vitória por 1 a 0 sobre o Mirassol na noite deste domingo, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador celebrou o resultado e a entrega do elenco, mas disse que a equipe “sofreu muito” para sair com os três pontos em sua estreia em casa na temporada.
O treinador aproveitou o assunto e voltou a detonar o calendário do futebol brasileiro ao comparar o desgaste de sua equipe ao longo do jogo com o do Mirassol. Abel frisou a diferença de quantidade de jogos das duas equipes no intervalo de 30 dias.
“Pode ir buscar o Messi, Ronaldo, os melhores do mundo e fazer o que fazemos aqui com os jogadores. Não é só o Palmeiras. É para o bem do futebol brasileiro. Em função do Palmeiras ter ido à final, enquanto disputamos a final, outras equipes estavam descansando, preparando os jogadores, recuperando a equipe e os lesionados. Quantos lesionados tivemos a seguir ao jogo da final? E condicionados?”, indagou.
“É desumano o que fazem aqui (no Brasil) com os jogadores. Sabe quantos jogos fez o Mirassol nos últimos 30 dias? Três, e o Palmeiras, oito, e os últimos em campos inacreditáveis. Sabe a diferença da grama brasileira para a europeia? É lenta. A grama é lenta, os jogadores não recuperam e jogam de forma desigual. Tem uma equipe leve e fresca, com três jogos em 30 dias, e outra equipe com bons jogadores, melhores. Por mais que queira puxar por esse carro, não dá”, declarou.
Em sua estreia no Allianz Parque em 2026, o Palmeiras marcou o primeiro gol no local, com Flaco López. O argentino aproveitou a chance de Mauricio aos 25 minutos do primeiro tempo e estufou a rede de Walter. Abel opinou sobre a importância de ter saído na frente do placar para evitar um sofrimento maior.
“Ainda bem que fizemos o gol primeiro. Se não, acredito que teríamos muita dificuldade. É uma equipe que conhecemos bem e se expõe muito. Foi uma pena não termos calma. Tivemos mais duas finalizações do Flaco, entraria se tivesse mais calma. Mas, em termos de oportunidades claras, o Mirassol nos empurrou para trás, tivemos que defender um pouco mais baixo, não sofremos gols, nos deu confiança para isso e nos criou muita dificuldade. Para mim, faz toda a diferença, está leve, solta, fez apenas três jogos nos últimos 30 dias e jogou contra uma equipe como a nossa, que entrou com a bateria de 50 ou 60%”, analisou.
O Palmeiras vem de uma sequência de oito jogos em 30 dias, incluindo compromissos decisivos e confrontos em campos pesados, na análise do treinador, como contra Novorizontino e Vasco. Abel Ferreira justificou a queda da intensidade da equipe e apontou a falta de “condições mínimas” para recuperar o elenco entre um jogo e outro.
“O Palmeiras foi abaixo no segundo tempo contra o São Paulo, hoje sofreu e muito para ganhar esse jogo e tenho uma justificativa: não criar as mesmas condições ou as mínimas. Depois de uma vitória de um título, tinha uma forma muito específica de dizer, mas não posso dizer na televisão. Depois da vitória que tivemos contra o Novorizontino, tivemos uma viagem de noite, nem dormimos, nem tempo tivemos para festejar”, contou Abel
“Dois dias depois, fomos jogar contra uma equipe que teve 11 dias para se preparar para o jogo. E fizemos uma parte muito boa, mas na segunda parte caímos. Agora dizem que o Palmeiras caiu na segunda parte. Sim, o Palmeiras sofreu, ficou a se defender, não conseguiu ter a bola, teve más decisões. Por que? Se querem bons espetáculos, criem condições. Gramado top, o nosso é top. E a recuperação dos jogadores? Isso é um país continental e não vou me calar em relação à minha opinião”, finalizou.









































