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·14 de março de 2026

Além de uma carência no elenco, zaga rende ao Inter prejuízo de R$ 30 milhões

Imagem do artigo:Além de uma carência no elenco, zaga rende ao Inter prejuízo de R$ 30 milhões

Todo mundo sabe que o sistema defensivo do Inter é a grande dor de cabeça da diretoria na busca por reforços para o elenco do técnico Paulo Pezzolano. Mas, se você pensa que zaga é problema de agora, se enganou. Pois uma complicada situação com um ex-Inter que atuava no mesmo setor veio à tona.

O Internacional pode sofrer um prejuízo próximo de R$ 30 milhões em razão de um episódio ocorrido há cerca de 12 anos, quando o clube decidiu demitir por justa causa o zagueiro Dalton Rosa. Na época, a direção colorada tomou conhecimento de que o jogador estava participando de partidas de futebol amador, mesmo tendo contrato vigente com o clube profissional.


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Processos se arrastaram por anos

O caso, no entanto, acabou sendo levado à Justiça e resultou em diferentes processos contra o Internacional, que se estenderam por anos até terem decisões finais em 2025. Atualmente, não há mais possibilidade de recurso por parte do clube.

Em uma das ações, Dalton conseguiu reverter a demissão por justa causa na Justiça do Trabalho. Durante o processo, uma testemunha afirmou que um dirigente do clube teria autorizado a participação do atleta em um campeonato amador. Com a decisão favorável, o ex-jogador passou a ter direito a receber uma indenização estimada em cerca de R$ 4 milhões.

Desse montante, aproximadamente R$ 2,9 milhões já foram garantidos por meio de bloqueios judiciais nas contas do clube. O restante ainda deverá ser pago após a conclusão do cumprimento da sentença, solicitado pelo ex-atleta em fevereiro.

O processo de maior impacto financeiro foi movido pela empresa Cityper Assessoria e Marketing Esportivo, que acionou o clube cobrando valores referentes à negociação de Dalton. Em 2010, a empresa havia vendido 90% dos direitos econômicos do zagueiro por 1,4 milhão de euros, mas ainda tinha parcelas a receber quando o atleta deixou o clube.

Como o Internacional alegou que a saída ocorreu por justa causa, decidiu suspender o pagamento restante. A Cityper, então, levou o caso à Justiça cobrando o valor pendente — cerca de 1,22 milhão de euros, que na época da abertura da ação, em 2014, correspondia a aproximadamente R$ 3,8 milhões. O processo foi analisado pela 7ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre.

Decisão final desfavorável ao Inter

Durante o processo, o Internacional sustentou que não deveria pagar os valores porque a rescisão havia sido motivada por justa causa e chegou a apresentar uma reconvenção contra a empresa e o jogador, pedindo indenização. Contudo, com a reversão da justa causa na Justiça do Trabalho, o clube perdeu seu principal argumento de defesa.

No fim de 2023, a Justiça determinou que o Inter pagasse os valores devidos à empresa, já com juros e correção monetária. Mesmo após recorrer em diversas instâncias, o clube não conseguiu reverter a decisão. Atualmente, o valor atualizado gira em torno de R$ 22 milhões, que a defesa da Cityper pretende executar.

Honorários aumentam o valor da dívida

A advogada Mariju Maciel, responsável por representar a Cityper no processo, também entrou com uma ação para cobrar honorários advocatícios. O valor inicial gira em torno de R$ 2 milhões, mas a decisão judicial prevê pagamento de até 18% sobre o montante da causa, o que pode chegar a aproximadamente R$ 3,5 milhões, além dos honorários relacionados à ação trabalhista.

Somando as três disputas judiciais — a indenização ao jogador, a cobrança da empresa e os honorários advocatícios — o prejuízo total para o Internacional pode atingir cerca de R$ 30 milhões.

Em declaração à ESPN, Mariju Maciel afirmou que tentou negociar um acordo com o clube ainda no início do caso, inclusive sugerindo a reintegração do atleta ao elenco, mas não houve entendimento, o que levou ao ajuizamento das ações.

Já o Internacional informou que ainda busca uma composição com as partes envolvidas, na tentativa de reduzir juros ou minimizar o impacto financeiro causado pelo processo. O clube afirmou que segue aberto ao diálogo para tentar resolver a questão.

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