Jogada10
·05 de junho de 2026
Amarelinha nas mãos dos deuses do futebol

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·05 de junho de 2026

A uma semana da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, confiança no hexa não é algo visto entre os torcedores canarinhos. Muitos questionam o ciclo conturbado, com quatro treinadores em um curto período e, por consequência, um futebol a anos-luz daquele que marcou a camisa mais pesada do planeta.
A chegada de Carlo Ancelotti parece ter sido responsável por uma dose extra de otimismo, mas ainda longe de transformar o desempenho da Seleção da água ao vinho. Um dos treinadores mais vitoriosos da atualidade, o italiano deu corpo à equipe, que fazia uma campanha arrastada e decepcionante nas Eliminatórias.
No entanto, foi conservador na convocação para o Mundial e arriscou pouco. Trouxe nomes de sua confiança, mas distantes do melhor momento na carreira. Entre os exemplos, os veteranos Danilo e Alex Sandro, do Flamengo, e, principalmente, Neymar, craque do Santos, às voltas com uma série de lesões nos últimos anos.

Ancelotti deu corpo à equipe brasileira, que fazia uma campanha arrastada e decepcionante nas Eliminatórias – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Sem dúvida, Neymar é o maior talento brasileiro neste século. Porém, não conseguiu fazer um ciclo pré-Copa minimamente competitivo. Sua convocação se deu mesmo não tendo participado na carreira de nenhum jogo sob o comando de Ancelotti. E, pra variar, está novamente tentando se recuperar de uma lesão, desta vez na panturrilha direita.
É claro que, se não puder jogar o Mundial, será uma perda significativa, mas, num grupo com nove atacantes, é possível até arriscar na convocação de alguém machucado. E foi isso o que fez Ancelotti. O italiano sabe que tem em mãos um time desentrosado e limitado. Por isso, aposta em alguns talentos e nas surpresas da bola para tentar a sorte num torneio eliminatório. Que os deuses do futebol acompanhem a Amarelinha!
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