Gazeta Esportiva.com
·05 de fevereiro de 2026
Análise: São Paulo leva empate justo da Vila e encerra sequência dura com saldo positivo

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·05 de fevereiro de 2026

O São Paulo empatou em 1 a 1 com o Santos na última quarta-feira, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Como dito pelo técnico Hernán Crespo, o Tricolor foi superior – ainda que levemente – ao rival e poderia até ter saído de campo com um resultado melhor, mas levou um empate justo à capital. Fato é que a equipe saiu grande de uma sequência dura de jogos e terminou a série com um saldo positivo.
O São Paulo passou por quatro partidas dificílimas, sendo três clássicos estaduais e um nacional, e teve uma evolução notória. Crespo avaliou que, apesar da derrota, o Tricolor tirou pontos positivos da derrota para o Palmeiras. A partir daí, vieram as vitórias gigantes contra Flamengo e Santos. Agora, um empate fora de casa, contra um Peixe que se faz muito forte na Vila, foi um bom encerramento para a dura sequência. A vitória poderia ter vindo pelo desempenho do time no clássico, mas um empate, sobretudo na Vila, não é se de jogar fora.
O técnico Hernán Crespo apostou em uma escalação muito parecida com a que havia vencido o mesmo Santos por 2 a 0, no Morumbis, no último sábado. As únicas alterações foram a entrada de Pablo Maia no meio-campo e de Calleri no ataque, formando dupla com Tapia. Luciano, por controle de carga, começou no banco. O Tricolor começou tendo menos posse de bola, tentando explorar a linha alta do Santos com ligações diretas e se aproveitando dos próprios erros de passe do rival.
O clássico começou muito pegado, com muitas faltas e um jogo muito travado e disputado no meio-campo. Os primeiros 20 minutos não tiveram muita bola rolando. Com isso, as equipes mostraram pouquíssimo, com o São Paulo um tanto mais ‘preso’ ao setor defensivo, sem grandes trocas de passes. Ficou clara a falta que o time sentiu de Marcos Antônio, responsável por girar a bola e clarear as jogadas. Faltou aproximação ao São Paulo.
Depois dos 30 minutos, o São Paulo começou a se ‘assanhar’ no clássico, melhorando justamente as triangulações e jogadas de aproximação. Foram justamente assim que surgiram as melhores chances do Tricolor na primeira etapa. Em uma delas, Calleri escorou de cabeça para Bobadilla, que bateu de primeira para defesa de Brazão. Depois, Tapia recebeu do lado esquerdo após tabela, invadiu a grande área e finalizou cruzado, mas para fora.
No fim da etapa inicial, o Tricolor passou a pisar mais no campo ofensivo, novamente aproveitando a linha alta do Santos. Já defensivamente, o São Paulo não sofreu muito, uma vez que o Santos ofereceu pouquíssimo perigo. Ainda assim, alguns defensores chegaram a cometer pequenos erros bobos na hora de afastar a bola, precisando melhorar a atenção nesse quesito.
O São Paulo vinha sendo levemente superior ao rival e tinha tudo para levar o empate para o intervalo. Contudo, nos acréscimos, em um erro individual e também coletivo, o Tricolor saiu atrás no placar. A marcação são-paulina não acreditou na finalização e deixou Adonis Frías arriscar da intermediária. Rafael também parecia não esperar o chute e deu rebote. A bola sobrou nos pés de Zé Rafael, a defesa não apertou e o volante abriu o placar. No fim das contas, levou a melhor na primeira etapa quem foi eficiente.
O São Paulo voltou para o segundo tempo sem mudanças, o que se provou um erro de Crespo mesmo em poucos minutos. O Tricolor tentou ficar mais com a posse, mas se mostrou pouco intenso nos combates e sentiu falta da capacidade de clarear as jogadas e ter mais calma com a bola, sobretudo nos momentos de sair jogando. Marcos Antônio, que entrou aos 15 minutos no lugar de Pablo Maia, poderia ter sido acionado ainda no intervalo.
Além de Marcos Antônio, Crespo também acionou Lucas e Luciano, tirando Alan Franco e Tapia. Com isso, a equipe voltou a atuar com uma linha de quatro, no 4-4-2 losango, com Luciano e Calleri como referências e Lucas para municiar os centroavantes. As mudanças surtiram efeito quase que imediato e, não à toa, o gol de empate saiu dos pés de Lucas, que cruzou na cabeça de Calleri, deixando tudo igual no clássico.
Perto da reta final, o clássico ganhou contornos de emoção. O São Paulo, já com menos energia, pareceu satisfeito com o empate, enquanto o Santos se lançou ao ataque. Até por isso, Crespo percebeu a necessidade de reforçar a marcação no meio-campo e trouxe Luan para a vaga de Bobadilla, que deixou o campo exausto. Assim, o treinador voltou a ganhar o setor para si e segurou o resultado.
Fato é que Crespo pode ter errado na escalação inicial, mas corrigiu os problemas no segundo tempo com as alterações e arrancou um empate justo contra o Santos dentro da Vila Belmiro. O treinador manteve a base da equipe pelo terceiro jogo consecutivo e o cansaço ficou notório, mas o Tricolor volta da Baixada Santista com um ponto importante. A tendência é que ele possa dar um descanso aos seus principais jogadores na partida deste fim de semana, contra o Primavera.
Diante deste cenário, o São Paulo conseguiu um resultado importante no segundo clássico contra o Santos e mostrou que, de fato, os 45 pontos citados por Crespo podem ser modestos para a equipe no Brasileirão. O próprio técnico voltou atrás na declaração e deu indícios de que, se for menos inconstante, o time, que saiu grande de uma dura sequência de jogos, pode brigar por objetivos maiores nesta edição da Série A se for menos inconstante.
Com o resultado, o São Paulo chegou ao terceiro jogo de invencibilidade, com duas vitórias e um empate no recorte. O Tricolor ainda segue invicto no Campeonato Brasileiro e aparece na quinta colocação, com quatro pontos conquistados em duas partidas.








































