Portal dos Dragões
·13 de junho de 2026
André Villas-Boas. “Carlos Martingo é um homem da casa e este é um passo mais do que merecido”

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André Villas-Boas apresentou Carlos Martingo como futuro treinador principal da equipa de andebol do FC Porto a partir de 2026/27 e deixou uma ideia central sem margem para dúvidas: a promoção nasce de dentro e assenta no conhecimento profundo da casa. Ao lado do técnico, o presidente destacou a ligação ao clube, a leitura do plantel actual e dos jogadores com futuro, bem como a convicção de que existem competências técnicas para liderar o projecto. No essencial, traçou o retrato de um homem moldado pela exigência azul e branca e garantiu: “É um passo mais do que merecido.”
No momento de justificar a escolha, André Villas-Boas, presidente do FC Porto, apresentou-a como continuidade e identidade, mais do que como uma simples mudança de função. O tom foi de confiança total num nome que conhece os corredores, o balneário e a lógica interna de uma modalidade em que o clube pretende dar continuidade ao seu projecto.
Questionado sobre os motivos para entregar a liderança a Carlos Martingo, Villas-Boas foi claro e apoiou a decisão no percurso e no conhecimento acumulado dentro da estrutura.
“É um passo mais do que merecido. É uma pessoa que conhece profundamente o Clube, não só os nossos jogadores do atual plantel, mas também os jogadores de futuro, nos quais o FC Porto acredita para darem continuidade ao projeto de andebol, e é um homem da casa.”, afirmou. “Deu-nos muitos títulos, evidentemente na sua função anterior de treinador adjunto, com diferentes treinadores, e assume agora o papel de treinador principal, que é uma função que atinge de uma forma merecida e com um projeto que nós queremos sustentar, baseado no bom jogador de andebol do FC Porto, nacional e de projeção, evidentemente não descurando os reforços internacionais que são necessários, mas sobretudo partindo do conhecimento do Carlos Martingo e de toda a estrutura do FC Porto, bem como da personalidade e carácter que o jogador do FC Porto deve ter sempre presente em campo.”
Mais do que premiar um percurso, o presidente desenhou uma ideia de continuidade: a aposta no novo líder surge associada a uma cultura interna, a um perfil de jogador e a uma forma de estar. O nome de Carlos Martingo surge, assim, como elo entre o passado recente e a ambição futura.
Quando a conversa entrou no peso da identidade portista, Villas-Boas reforçou a importância de essa ligação emocional coexistir com a competência para liderar.
“Ser portista ajuda, porque sente o FC Porto, sofre com o FC Porto e sabe perfeitamente qual é a exigência desta casa. Assim o fez também enquanto adjunto e assim o fará como treinador principal.”, sublinhou. “O seu portismo está sempre presente, pela forma como sofre e sente as vitórias, e é isso que queremos também propagar no tempo. Claro que tem a responsabilidade de liderar todo um projeto, mas não temos dúvidas nenhumas das competências técnicas que tem para comandar a equipa de andebol.”
Nesta leitura, o portismo não surge como um adereço romântico, mas como um factor de identificação com a exigência do cargo. Ao mesmo tempo, Villas-Boas fez questão de afastar qualquer ideia de uma escolha apenas sentimental, ligando a confiança ao plano técnico.
Quanto ao impacto que esse perfil pode ter no rendimento colectivo, o presidente apontou para a capacidade de Carlos Martingo transportar para o banco a mesma atitude competitiva que conheceu em campo.
“Acho que há um perfil muito característico dos jogadores que sabem o que é o FC Porto, que percebem o que esta instituição exige, não só no futebol, mas também nas modalidades. Tudo passa por uma cultura de vitória que começa nos adeptos e na nossa história, que fomos construindo ao longo do tempo.”, analisou. “O Carlos Martingo, como vestiu essa pele enquanto jogador e a veste agora enquanto treinador principal, não tenho dúvidas nenhumas de que fará com que os jogadores se transcendam em campo pelo FC Porto.”
Foi nesse ponto que a mensagem fechou o círculo: da identidade ao rendimento, da memória de jogador à responsabilidade de treinador principal. Villas-Boas deixou claro que espera ver no banco a extensão de uma cultura que, no FC Porto, nunca se separa da obrigação de competir no limite.
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