Jogada10
·08 de janeiro de 2026
Argélia se desculpa com “Lumumba” após gesto polêmico de jogador

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·08 de janeiro de 2026

A Federação Argelina de Futebol realizou um ato simbólico para encerrar a polêmica envolvendo um torcedor da República Democrática do Congo durante a Copa Africana de Nações de 2025. A entidade organizou uma homenagem a Michel Kuka Mboladinga, conhecido como “Lumumba”, em resposta à repercussão causada por um gesto do atacante Mohamed Amoura na eliminação congolesa diante da Argélia, pelas oitavas de final da Copa Africana de Nações de 2025.

Michel Kuka Mboladinga, conhecido como “Lumumba”, recebeu uma homenagem dos argelinos – Foto: Reprodução de video/instagram
Representantes da federação viajaram a Casablanca para entregar a Kuka camisas da seleção da Argélia com o nome “Lumumba”. Uma das peças, inclusive, foi assinada por todo o elenco. O encontro teve caráter oficial e contou com a presença do ministro dos Esportes da RD Congo, Didier Budimbu, reforçando, portanto, o tom diplomático da iniciativa.
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“Lumumba representa valores também muito importantes aos argelinos. Este é um gesto de respeito por um país irmão”, disse o representante da federação argelina ao entregar as camisas.
A mobilização, inclusive, ocorreu após o atacante Amoura, do Wolfsburg, ser alvo de críticas por uma atitude considerada desrespeitosa no fim da partida que eliminou os congoleses da competição. A cena ganhou grande alcance nas redes sociais, principalmente pelo contexto simbólico que envolvia o torcedor homenageado. Diante da reação negativa, o jogador divulgou uma nota pública afirmando que desconhecia o significado histórico da representação e pediu desculpas.
“Se a minha atitude foi mal interpretada, lamento sinceramente. Não foi essa a minha intenção”, escreveu.
Michel Kuka tornou-se, assim, uma figura conhecida da CAN 2025 por assistir aos jogos da seleção congolesa completamente imóvel, caracterizado como Patrice Lumumba. Ao longo do torneio, ele permaneceu nessa posição por 438 minutos, o que chamou a atenção, aliás, de torcedores, jogadores e da imprensa internacional.
Patrice Lumumba foi o principal líder do processo de independência da República Democrática do Congo e tornou-se o primeiro primeiro-ministro do país em 1960. Nacionalista e anticolonialista, defendeu, inclusive, a soberania congolesa frente às potências estrangeiras em um contexto marcado pela Guerra Fria. Derrubado poucos meses após assumir o cargo, foi assassinado em 1961, tornando-se um símbolo da luta africana contra o colonialismo europeu.









































