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·08 de abril de 2026
Arteta destaca “momento de magia” após Arsenal vencer o Sporting na Champions

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“Faltou aquele passe final. Mas no fim, um momento de magia dos nossos finalizadores nos garantiu a vitória.” Foi assim que Mikel Arteta resumiu a suada vitória do Arsenal por 1 a 0 sobre o Sporting, nesta terça-feira (7), em Lisboa, no jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões.
Longe de apresentar seu melhor futebol, o time londrino contou com um gol nos acréscimos do alemão Kai Havertz, aos 90’+1, para evitar uma terceira decepção consecutiva na temporada e levar vantagem para a partida de volta, no Emirates Stadium. O lance decisivo nasceu do banco de reservas: Gabriel Martinelli lançou por cima da defesa portuguesa, e Havertz finalizou com precisão dentro da área.
Antes disso, o Arsenal conviveu com dificuldades e momentos de apreensão. Madueke acertou a trave, enquanto o espanhol Martín Zubimendi chegou a balançar as redes, mas teve o gol anulado. Do outro lado, o Sporting também criou perigos, inclusive com uma bola no travessão no primeiro tempo, após finalização de Maximiliano Araújo desviada por David Raya.
“As oportunidades estiveram lá. Tivemos duas ou três situações claras, um gol anulado… chegamos perto várias vezes”, avaliou Arteta, reconhecendo que sua equipe voltou a ficar aquém do nível esperado, especialmente na construção ofensiva. Ainda assim, o treinador destacou a eficiência no momento decisivo como fator determinante.
No papel, o confronto é considerado o mais desequilibrado das quartas de final da principal competição europeia. Na prática, porém, o Arsenal precisou sofrer para garantir sua primeira vitória após uma sequência frustrante: derrota na final da Copa da Liga Inglesa para o Manchester City (2 a 0) e eliminação precoce na Copa da Inglaterra diante do Southampton (2 a 1).
O duelo particular entre os atacantes Viktor Gyökeres, pelo Arsenal, e Luis Suárez, substituto do sueco no Sporting, terminou sem brilho. Nenhum dos dois conseguiu balançar as redes, refletindo um jogo travado e altamente tático, sobretudo no primeiro tempo. Não por acaso, o Arsenal levou 42 minutos para finalizar pela primeira vez, em chute de fora da área de Martin Ødegaard, facilmente defendido por Rui Silva.
Na defesa, porém, Arteta não poupou elogios ao seu goleiro. De volta ao time após ficar fora das duas últimas partidas, Raya teve atuação segura e decisiva. “Ele é fenomenal neste momento. Tem sido extraordinário desde que chegou. Somos muito sortudos por tê-lo”, afirmou o técnico espanhol.
Para o Sporting, a derrota teve um peso simbólico: foi o primeiro revés no Estádio José Alvalade nesta edição da Liga dos Campeões, após cinco vitórias consecutivas como mandante.
Com o resultado, o Arsenal passa a ser franco favorito para avançar às semifinais no duelo de volta, marcado para o dia 15 de abril, no norte de Londres. Ainda assim, Arteta sabe que será preciso evoluir consideravelmente se quiser sonhar com o título inédito da Champions.
Questionado ao longo dos últimos anos sobre a suposta fragilidade mental do clube em momentos decisivos — rótulo que alimenta a fama de eterna “quase” do futebol inglês —, o Arsenal tem agora em Lisboa um argumento a seu favor. A vitória sofrida, construída no detalhe e na persistência, pode representar mais do que uma vantagem no placar: pode ser um passo simbólico na tentativa de encerrar um jejum de grandes conquistas que dura desde a FA Cup de 2020.
*Com conteúdo da AFP
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