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·27 de agosto de 2026
Aston Villa sofre com perdas importantes, mas encontra soluções pela metade do preço

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Campeão da Liga Europa, quarto colocado na Premier League e com nomes de destaque na Copa do Mundo, o Aston Villa foi almejado nesta janela de transferências e aceitou negociar as suas principais estrelas da última temporada. Apesar das perdas, o Villans foram ao mercado com os cofres cheios e encontraram reposições gastando a metade do valor.
De volta à Champions, depois de ser ausência na temporada passada, o Aston Villa mesclou investimentos em surpresas da Copa do Mundo e oportunidades de mercado sem custos. O clube conseguiu encher os cofres com vendas caras das suas estrelas e investiu pouco mais da metade do valor para repor as saídas.
Na meta, o clube aproveitou o desejo de saída de Emiliano Martínez para encerrar o ciclo de sete temporadas do arqueiro. Enquanto o arqueiro negociava a sua saída para a Juventus, os Villans venceram a disputa com o Paris Saint-Germain e contrataram o goleiro Zion Suzuki.
Foram 30 milhões de euros investidos no goleiro da seleção japonesa na Copa do Mundo. Após a chegada do novo dono da meta, Dibu teve a sua transferência frustrada para a Itália e precisou procurar um novo destino para não ser arquivado no banco. Nesta reta final de janela, o argentino acerta os últimos detalhes para rumar ao Chelsea, em definitivo.
O sistema defensivo também perdeu a sua base com a venda de Ezri Konsa para o Arsenal. O Aston Villa recebeu 64 milhões de euros pelo zagueiro depois da Copa do Mundo. Além do inglês, Unai Emery também perdeu o lateral Lucas Digne, repatriado pelo PSG.
As reposições chegaram apenas para as laterais. O italiano Matteo Ruggeri trocou o Atlético de Madrid por 25 milhões de euros e Wan-Bissaka assinou por empréstimo, cedido pelo West Ham.
No meio-campo, os Villans fizeram um esforço maior para aumentar as opções do técnico espanhol. Com o fim dos empréstimos de Douglas Luiz e Harvey Elliott e a venda de Youri Tielemans por 40 milhões ao Manchester United, o clube buscou três reforços com status de titular.
João Gomes, destaque no rebaixado Wolverhampton, e Johan Manzambi, uma das revelações da Copa do Mundo com a Suíça, custaram, juntos, quase 100 milhões de euros aos cofres do clube de Birmingham.
Nesta quinta-feira, o multicampeão com o Bayern, Leon Goretzka, completou a trinca de reforços no meio-campo e entregará experiência ao setor. O alemão assinou sem custos após encerrar sua trajetória com a camisa dos bávaros.
Por fim, o setor ofensivo foi o mais impactado pelas perdas, mas com as vendas mais vantajosas para os cofres. Depois da consolidação no Mundial, Morgan Rogers se tornou a transferência mais cara de um jogador inglês e rumou para Londres por 137 milhões de euros (cerca de R$800 milhões).
Além do ponta, os Villans também estão próximos de acertar a venda de Ollie Watkins, por quase 60 milhões, para o Al Hilal. Serão 20 milhões recebidos na dupla protagonista do título da Liga Europa.
Embora com os cofres cheios, o clube economizou nas reposições no ataque e apostou no talento formado em casa. Brian Madjo, de 17 anos, receberá um papel de protagonismo com Unai Emery, enquanto o clube busca reforços pontuais.
Até agora, a única chegada foi Alejandro Garnacho, emprestado pelo Chelsea. Porém, o clube deve aproveitar mais um "saldão" dos Blues e buscar mais uma peça. Sem espaço em Londres, Nicolas Jackson tem negociações avançadas para desembarcar em Birmingham.
Caso a negociação se concretize, o Aston Villa deve completar o seu mercado com cerca de 220 milhões gastos em contratações, enquanto as saídas geraram aos cofres mais de 370 milhões. Uma janela atraente para as finanças do clube, cabe saber se Unai Emery conseguirá reencaixar as peças em campo.
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