Athletico domina, mas é castigado em casa e Odair lamenta: “Foi um dos melhores jogos desde que estou aqui” | OneFootball

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·20 de fevereiro de 2026

Athletico domina, mas é castigado em casa e Odair lamenta: “Foi um dos melhores jogos desde que estou aqui”

Imagem do artigo:Athletico domina, mas é castigado em casa e Odair lamenta: “Foi um dos melhores jogos desde que estou aqui”

O Athletico saiu de campo derrotado, mas com a sensação de que produziu o suficiente para um resultado diferente. Diante de um Corinthians campeão recente de Copa do Brasil e Supercopa, o time de Odair Hellmann controlou as ações, teve mais posse, mais finalizações e maior volume ofensivo, porém acabou superado por 1 a 0 em um lance isolado.

Na entrevista coletiva, o treinador não escondeu a frustração. Para ele, o futebol nem sempre premia quem joga melhor.


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Odair classificou a atuação como uma das melhores sob seu comando. Destacou a agressividade, a intensidade e o domínio especialmente no segundo tempo, quando o Athletico empurrou o adversário para trás e acumulou chances claras, incluindo uma cobrança de pênalti desperdiçada.

Segundo o técnico, o Corinthians praticamente não finalizou ao longo do jogo e marcou em uma das poucas oportunidades que teve. Ele reconheceu o mérito do adversário na finalização e na consistência defensiva, mas reforçou que o desempenho rubro-negro foi de alto nível.

Hierarquia nos pênaltis e confiança no grupo

Questionado sobre a definição dos cobradores, Odair explicou que o elenco treina exaustivamente as penalidades e que há uma hierarquia estabelecida. Kevin Viveros, Julimar, Mendoza e Zapelli estão entre os principais batedores.

O treinador revelou que conversou com Viveros para que o jogador retomasse confiança após episódios anteriores e reforçou que a escolha do cobrador passa por diálogo interno e gestão emocional. Para ele, o erro faz parte do futebol e não há individualização da responsabilidade.

Domínio com jovens em campo

Um dos pontos mais ressaltados por Odair foi o fato de o Athletico ter terminado a partida com sete jogadores formados na base. Mesmo em desvantagem no placar e diante de um adversário experiente, os jovens mantiveram competitividade, intensidade e personalidade.

O treinador defendeu o projeto de valorização dos garotos e pediu paciência. Segundo ele, não é possível cobrar contratações e, ao mesmo tempo, exigir espaço para a base sem compreender o processo. A aposta nos jovens foi planejada desde o início da temporada e, na visão do comandante, tem dado respostas positivas.

Ele também alertou que oscilações podem acontecer, principalmente contra adversários de alto nível, mas reforçou que o grupo tem capacidade para sustentar desempenho consistente ao longo do Campeonato Brasileiro.

Análise do gol e leitura tática

Sobre o gol sofrido, Odair afirmou que ainda vai rever o lance para identificar possíveis ajustes, mas não classificou o momento como falha clara de posicionamento. Para ele, foi uma segunda bola bem aproveitada por um jogador de qualidade, em um contexto de defesa montada.

Taticamente, o treinador explicou que a escolha pela estrutura inicial, com maior presença no centro do campo, foi determinante para o domínio territorial. A ideia era pressionar o losango do adversário e forçar a mudança para linha de cinco, empurrando o Corinthians ainda mais para trás. Na avaliação dele, o plano funcionou.

O que faltou, segundo o próprio técnico, foi eficiência na finalização.

Ambiente diferente na Arena

A partida teve atmosfera atípica na Arena, com presença apenas de mulheres, idosos, crianças e pessoas com deficiência, por conta de punição do STJD. Odair agradeceu o apoio do público e lamentou não ter conseguido retribuir com vitória.

Ele destacou que o incentivo foi constante e que o clima foi positivo do início ao fim, o que aumentou ainda mais a frustração pelo resultado.

Olhar para frente

Apesar do revés, Odair vê evolução. Para ele, os três primeiros jogos mostram mais aspectos positivos do que negativos e criam um parâmetro de desempenho elevado.

O treinador rejeitou a ideia de que o Athletico seja apenas um time de transição. Segundo ele, a equipe demonstrou capacidade de manter posse, construir desde a defesa, encontrar passes por dentro e pelos corredores e sustentar pressão alta durante quase todo o confronto.

A meta agora é transformar volume e domínio em gols. Com sequência intensa de jogos pela frente, Odair garantiu que utilizará o elenco de acordo com a condição física de cada atleta, mantendo confiança total no grupo.

Na visão do comandante, se o nível de atuação for repetido, os resultados tendem a aparecer. Mas, nesta noite, ficou a sensação amarga de que, no futebol, nem sempre quem joga melhor vence.

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