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·03 de setembro de 2026
Atuações do Palmeiras: Carlos Miguel salva e o ataque não aparece

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O 0 a 0 da Vila Belmiro classificou o Palmeiras, mas não escondeu de que jeito. Foram 90 minutos em que o time teve a bola em 35,9% do tempo, acertou uma finalização no alvo e precisou de 54 cortes dentro da própria área. A noite pertenceu a quem defendeu, e por isso a análise começa de trás para a frente.
O Santos finalizou 19 vezes e acertou o gol em quatro. Carlos Miguel defendeu as quatro. Não foi uma noite de milagre isolado, e sim de constância: o goleiro atravessou o jogo sem falha de saída e sem devolver rebote perigoso num ambiente que empurrava o Peixe desde o apito inicial. Do outro lado, Gabriel Brazão teve duas intervenções — o retrato de quanto o Palmeiras chegou.
Com Gustavo Gómez poupado, Murilo herdou a braçadeira e formou a dupla com Alexander Barboza. Os 54 cortes do time — contra 16 do Santos — passaram quase todos por ali, e cinco finalizações do Peixe morreram em bloqueio antes de chegar ao goleiro.
Nas laterais, Agustín Giay levou amarelo aos 39 e deu lugar a Khellven no intervalo. Arthur ficou os 90 minutos na esquerda, improvisado, e não foi por ali que o Santos criou.
Marlon Freitas e Lucas Evangelista passaram a partida fazendo a função que o plano pedia: fechar linhas de passe e recuperar. O time somou 25 desarmes, sete a mais que o Santos, mas tentou apenas 349 passes contra 608 do adversário — e acertou 269 deles.
Andreas Pereira e Maurício, que costumam ser as saídas de bola do time, quase não encontraram espaço para virar o jogo. Quando o Palmeiras recuperava, a bola voltava rápido — o único escanteio da noite, contra cinco do Santos, resume a dificuldade de fixar a partida no campo de ataque.
Flaco López, autor de dois gols no jogo de ida, saiu no intervalo sem ter tido bola limpa para finalizar. Felipe Anderson foi advertido logo no primeiro minuto e passou a jogar com o cartão pesando. Vitor Roque entrou na etapa final e também recebeu amarelo, aos 64.
Nove finalizações em 90 minutos, uma no alvo. Nos três jogos anteriores de mata-mata nesta Copa do Brasil o Palmeiras havia chutado 18, 14 e 20 vezes, e nunca acertara menos de quatro no alvo. Só que a conta da vaga não estava sendo feita ali — ela tinha sido fechada uma semana antes, no Nubank Parque. Quem quiser dar a própria avaliação a cada jogador pode fazer isso na votação de notas do jogo; os números completos da partida estão no pós-jogo da Vila Belmiro.







































