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·25 de fevereiro de 2026
Campeonato Catarinense tem finalista inédito e gigantes estaduais no rebaixamento

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Nada de Paulistão, Cariocão ou outros estaduais mais imponentes. O Campeonato Catarinense de 2026 tem sido um bom exemplo de reorganização de forças, com uma nova equipe no topo e outros times tradicionais vivendo dias de terror.
Na parte de cima, o Barra vai disputar a final contra a Chapecoense, que neste ano disputa a Série A do Campeonato Brasileiro. O time da cidade de Balneário Camboriú, fundado em 2013, já virou realidade nos últimos anos e não surpreende por estar na briga pelo título, já que foi semifinalista em 2023 e 2024.
Na atual edição do Campeonato Catarinense, o Barra, no entanto, sofreu nos primeiros jogos e ficou apenas com a última vaga do Grupo B. Mas a equipe se impôs no mata-mata, com jogos de ida e volta, eliminando o Santa Catarina nas quartas e o Camboriú na semifinal. Agora, o time briga pelo seu primeiro título estadual.
Com pouco mais de 12 anos de história, o Barra está apenas na sua quinta participação no Campeonato Catarinense, com duas semifinais e agora uma vaga na final que pode virar título. No ano passado, o Barrão conquistou seu primeiro título nacional: foi campeão da Série D e vai disputar a terceira divisão neste ano.
Na temporada 2026, o Barra soma 10 jogos, com 5 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. São 14 gols marcados e 7 sofridos. A equipe chega para a final com uma invencibilidade de 6 partidas. A grande final do Estadual acontece nos dias 1º e 8 de março, com o jogo derradeiro na Arena Condá, casa da Chapecoense.
O regulamento do Campeonato Catarinense prevê uma primeira fase com dois grupos de 6 times cada. Os quatro melhores seguem para o mata-mata, enquanto os dois últimos vão para quadrangular do rebaixamento.
Neste cenário, clubes tradicionais do estado não conseguiram uma boa campanha e foram para o quadrangular do rebaixamento, um grupo com quatro times que se enfrentam em ida e volta, somando 6 jogos. O problema? Três dessas equipes serão rebaixadas para a segunda divisão.
Até aqui foram disputadas quatro rodadas do quadrangular e o Joinville é o primeiro rebaixado confirmado. O clube tradicional e centenário vive um péssimo momento em sua história e já não tem divisão para a atual temporada. Agora, amarga o rebaixamento.
O Joinville esteve na primeira divisão do futebol brasileiro em 2015, quando acabou na última posição. Foram anos de queda até chegar na Série D em 2019 para nunca mais sair. Mas o fundo do poço ficou ainda maior e o JEC vai jogar a segunda divisão estadual pela quarta vez na sua história, sendo a última em 2007.
Nesta semana, o presidente Darthanhan de Oliveira se licenciou do cargo , que ocupa desde 2022, por 30 dias O gestor alegou problemas pessoas e afirmou que o intervalo será para 'reflexão'. Além disso, uma proposta de SAF será apreciada por uma comissão do Conselho Deliberativo nos próximos dias.
De maneira a amenizar o prejuízo, principalmente financeiro, o Joinville bateu o CSA e avançou para a terceira fase da Copa do Brasil nesta terça. A classificação rende pouco mais de R$ 1.7 milhão aos cofres do clube que não disputava o torneio nacional há 5 anos.
Situação parecida com a do Joinville vive o Figueirense, que só não será rebaixado no caso de uma combinação de resultados bastante específica. Precisa vencer seus dois jogos contra JEC e Carlos Renaux e ainda torcer para o Carlos Renaux vencer o Marcílio Dias e perder para o Joinville. Em meio a tudo isso, ainda precisa ter o melhor saldo no cenário de três equipes com 10 pontos. Haja conta!
Dono de 18 títulos estaduais e um dos clubes mais tradicionais de Santa Catarina, sendo presença frequente na Série A nos anos 2000 e 2010, o Figueirense está na terceira divisão desde 2021 e sequer tem feito boas campanhas.
O cenário é desafiador em uma crise que parece não ter fim, mas a confirmação do pior resultado esportivo da sua história está perto. O Figueirense nunca antes foi rebaixado para a segunda divisão estadual.
O elenco tem nomes conhecidos do futebol brasileiro: o zagueiro Anderson Conceição, ex-Vasco, o meia Jorginho, ex-Athletico, além dos atacantes Kayke, ex-Flu e Bahia, e Hyuri, ex-Botafogo e Atlético Mineiro. O técnico é o experiente Márcio Zanardi. Nada disso parece evitar um vexame iminente.









































