Zerozero
·23 de junho de 2026
Cancelo e a «obrigação» de vencer o Usbequistão: «Margem de erro é mínima»

In partnership with
Yahoo sportsZerozero
·23 de junho de 2026

Portugal prepara o segundo duelo no Mundial 2026, agendado para esta terça-feira, em Houston, nos Estados Unidos, diante a seleção do Usbequistão.
João Cancelo, lateral direito das quinas, deixou, em conferência de imprensa, algumas impressões sobre o jogo de estreia frente a RD Congo e pediu «apoio e união» aos adeptos para ajudar a formação portuguesa no embate desta terça-feira.
Problemas de Portugal frente à RD Congo: «Não tivemos qualidade com bola. Isso ficou percetível no jogo que tivemos: não criámos oportunidades de golo e isso não é normal para uma equipa como a nossa. Temos jogadores de uma qualidade individual [equiparada às] dos melhores do mundo e temos de mostrar isso no campo. No jogo anterior não o conseguimos fazer.»
Como é que lidou com o ruído à volta da Seleção?: «Tento abstrair-me disso. Se calhar, há cinco anos, ligava um pouco mais, mas com o meu crescimento enquanto pessoa, fui mudando um pouco essa parte.»
«Claro que acabam sempre por chegar algumas coisas, e, muitas vezes, de maneira injusta. Nós sabemos aquilo que fizemos mal no primeiro jogo, sabemos que falhámos, que tínhamos obrigação de ganhar, mas não foi possível.»
«No dia seguinte, a equipa estava cabisbaixa, mas isso é porque queremos dar alegrias a Portugal e aos portugueses. Esta semana de trabalho foi muito importante porque vi todos os jogadores motivados, com vontade de dar resposta.»
«Isso é o importante para amanhã: que nos mantenhamos positivos, que os portugueses estejam connosco, e abstrair-nos dessas críticas, porque não é positivo nem benéfico para o nosso grupo.»
Vai cumprir 70 jogos por Portugal, leva 12 golos, mas ainda não marcou em Mundiais. É amanhã?: «Deus o ouça. Se assim for, que dê para ajudar a equipa, principalmente, que é o que eu e todos os meus colegas queremos.»
«Mas o mais importante é mesmo a vitória. Temos essa obrigação, sabemos, temos pouca margem de erro neste momento e queremos fazer um grande jogo, com futebol atrativo para sairmos com a vitória.»
Evolução da seleção nestes dias de trabalho: «Vi uma grande atitude dos meus colegas, pela forma como queremos encarar o jogo. Sabemos a responsabilidade que temos em cima de nós. Claro que não é uma obrigação ganharmos o Mundial, mas tudo faremos para o conseguir. Este grupo é fantástico, é um grupo espetacular.»
«Estamos todos a remar para o mesmo lado. Estamos todos a representar uma nação. Toda a gente quer que Portugal ganhe, nós principalmente, porque sabemos que se falharmos as críticas vão cair em cima de nós, e com razão, porque somos nós que jogamos. Peço que se mantenham positivos e que seja um grande dia para Portugal.»
Diferenças entre RD Congo e o Uzbequistão?: «A RD Congo era uma equipa muito mais física. O Uzbequistão é uma equipa muito organizada e com jogadores muito rápidos na frente. No Al Hilal, tive a oportunidade de ver e jogar contra equipas do Uzbequistão e é um país que está a evoluir no futebol. Vai ser um jogo difícil.»
Como se transforma a pressão em motivação? «Está um ambiente muito bom dentro do grupo. Só no dia a seguir ao jogo é que estivemos um pouco cabisbaixos, porque toda a gente estava desiludida com o jogo que fizemos, e com razão.»
«Éramos favoritos e tínhamos muita vontade de entrar com o pé direito neste Mundial. A partir do segundo dia, a atitude dos jogadores e do grupo foi excelente. Como disse, temos um grupo fantástico e é nestes momentos difíceis que os grandes jogadores têm de responder. Espero que respondamos amanhã.»







































