Portal do Palestra
·23 de agosto de 2026
Carlos Miguel se reabilitou; Giay virou o buraco da direita

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·23 de agosto de 2026

O Palmeiras venceu o Vasco da Gama por 4 a 1 neste domingo, no Nubank Parque, chegou a 51 pontos e abriu seis de vantagem para o Flamengo na liderança do Brasileirão. Na análise em vídeo desta rodada, Thiago Gomes explica por que o placar largo não nasceu da troca que Abel Ferreira fez no intervalo, e sim de uma mudança de postura que começou com Flaco López decidindo chutar.
O jogo terminou o primeiro tempo em 0 a 0, e a análise não tenta embelezar isso. O Palmeiras criou pouco, sofreu nas mãos do Vasco e passou 45 minutos sem encontrar o caminho do gol. Abel Ferreira começou com Barboza na zaga, num 3-4-1-2, e o time não engrenou.
A leitura é direta: faltou Jhon Arias. O colombiano começou no banco e a ausência dele apareceu justamente onde mais dói, na construção e no trânsito pelo meio-campo. Sem ele, a bola não circulava até o último terço, e o Verdão terminou a etapa inicial com a sensação de que poderia levar um gol no fim em vez de somar os três pontos.
Foi um primeiro tempo que deixou o torcedor preocupado, e a análise registra essa preocupação sem disfarce. A virada de chave veio depois do intervalo, mas não pelo motivo que a maioria apontou.
Abel trocou Barboza por Murilo no intervalo, sem lesão e sem cartão pendurado. A mudança chamou atenção, mas a análise é categórica: não foi ela que virou a partida. O que virou foi a atitude com que o time voltou do vestiário.
Aos 2 minutos do segundo tempo, Flaco López pegou a bola, cortou para o meio e mandou um golaço. O gesto vale mais que o gol: foi a decisão de chutar, de agredir o adversário em vez de esperar a jogada perfeita. Ali abriu a porteira. Em nove minutos, o Palmeiras resolveu a partida — Vitor Roque converteu o pênalti aos 6, Maurício ampliou aos 11 depois de um belo passe de Andreas Pereira, e Flaco López fechou a conta aos 44 do segundo tempo. Facundo Colidio descontou de cabeça aos 90+4.
Com Jhon Arias em campo a partir dos 26 minutos, ao lado de Felipe Anderson e Emiliano Martínez, o time se reorganizou e a construção melhorou de forma visível. A análise trata isso como confirmação da tese do primeiro tempo, não como coincidência.
O trecho mais generoso da análise é sobre o goleiro. Carlos Miguel vinha sendo criticado com dureza — pela passagem no Corinthians, pelo tempo que leva para cair, por tudo. Thiago Gomes reconhece que a crítica nas redes chegou ao requinte de crueldade, com montagens e provocações, e diz que faz parte da vida de torcedor.
Mas o jogo contra o Vasco pediu revisão. Foram pelo menos três grandes defesas, e no único gol sofrido não havia o que fazer: a bola desviou antes de chegar nele. O veredicto é que Carlos Miguel deu a volta por cima, e que isso é um ponto de ânimo real para a reta final da temporada.
O contraponto vem na lateral direita. Agustín Giay não vinha bem e, no primeiro tempo, deixou o setor aberto a ponto de o Vasco explorar aquele lado repetidamente. A análise é cuidadosa na formulação: ele não é um jogador ruim e precisa de mais orientação, mas hoje não está em condição de ser titular.
No segundo tempo ele voltou melhor, marcou, tirou algumas bolas e segurou o setor — e as estatísticas confirmam, com 10 intervenções defensivas, o maior número do time. O problema não é o jogo de domingo, é o que vem depois. Reta final de Brasileirão, uma eventual final de Copa do Brasil, quem sabe uma decisão continental: o Palmeiras chega nesses jogos com Giay ou Khellven, e a análise trata isso abertamente como um buraco no elenco.
O Palmeiras fechou a 24ª rodada com 51 pontos, uma pontuação historicamente muito boa, ainda que o desempenho pudesse ter sido melhor. O declínio no meio do caminho aconteceu, como acontece com todo time, e mesmo assim o Verdão chega ao fim de agosto no topo.
O Flamengo tem 45 pontos e um jogo a menos, contra o Mirassol, em casa — e a chance de tropeço rubro-negro é baixa. Atrás vem o Athletico Paranaense com 41, também com um jogo pendente. A conclusão é que a situação é confortável, mas confortável não é resolvida.
A quarta-feira traz o clássico. O Palmeiras recebe o Santos no Nubank Parque pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, às 21h30, e decide a vaga fora de casa em 2 de setembro. Não importa como o adversário chega: clássico é clássico, e a análise pede atenção e cabeça.
A vantagem de começar em casa é a torcida, num estádio que a análise descreve como agressivo com o adversário e que deve estar lotado. A missão é fazer o placar em casa para decidir com margem. O calendário ficou maluco — a Copa do Brasil atropela o Brasileirão, e logo depois vem o Mirassol fora de casa —, então Abel vai ter que gerenciar energia e alocar as peças.
O que está do outro lado do confronto também pesa. Passando do Santos, o Palmeiras chega a uma semifinal sem Corinthians e sem Flamengo pela frente. Não é fácil, mas é um caminho que se abre para o pentacampeonato da Copa do Brasil — os títulos anteriores vieram em 1998, 2012, 2015 e 2020. E um quinto troféu significa premiação em dinheiro e vaga na Libertadores, embora a vaga, pela campanha atual, já esteja bem encaminhada.
O Palmeiras venceu por 4 a 1, no Nubank Parque, em 23 de agosto de 2026. O primeiro tempo terminou 0 a 0 e os quatro gols do Verdão saíram no segundo tempo.
Flaco López marcou duas vezes, aos 2 e aos 44 minutos do segundo tempo. Vitor Roque converteu pênalti aos 6 e Maurício ampliou aos 11, após passe de Andreas Pereira. Facundo Colidio descontou para o Vasco aos 90+4, de cabeça.
O Palmeiras chegou a 51 pontos em 24 jogos e lidera com seis de vantagem sobre o Flamengo, que soma 45 pontos e tem um jogo a menos. O Athletico Paranaense aparece com 41.
A substituição não teve lesão nem cartão envolvido. Na leitura da análise, a troca não foi o que mudou a partida: o que virou o jogo foi a mudança de postura do time no segundo tempo, iniciada pelo gol de Flaco López aos 2 minutos.
O jogo de ida das quartas de final é na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, às 21h30, no Nubank Parque. A partida de volta está marcada para 2 de setembro, fora de casa.
A análise em vídeo do Portal do Palestra sai a cada rodada, com leitura de jogo, o que o treinador falou na coletiva e a agenda do Verdão. Siga o portal no Instagram em @insta.palestra, se inscreva no canal e ative o sininho. E aproveite para criar sua conta gratuita no portal: dá para dar notas aos jogadores, montar a escalação e ser avisado de todos os jogos.







































