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·14 de setembro de 2026

Cavan Sullivan brilha, Philadelphia Union goleia San Diego e chega a 10 jogos invicto

Imagem do artigo:Cavan Sullivan brilha, Philadelphia Union goleia San Diego e chega a 10 jogos invicto

Philadelphia Union venceu o San Diego FC por 5 a 0 neste domingo (13), com dois gols de Cavan Sullivan, e ampliou para dez partidas sua sequência sem derrota na MLS

O grande momento do Philadelphia Union continua! No Snapdragon Stadium, a equipe de Ryan Richter conquistou sua segunda goleada consecutiva por cinco gols e confirmou uma arrancada que já a coloca entre os times mais perigosos da MLS nesta reta final de temporada.


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Cavan Sullivan foi novamente o grande protagonista, com dois gols e participação direta na construção do terceiro, enquanto Andre Blake foi decisivo para segurar o San Diego durante o melhor momento dos donos da casa no primeiro tempo. Depois do intervalo, o Union transformou uma partida inicialmente equilibrada em um atropelo.

Como foi o jogo

O San Diego começou melhor e teve uma oportunidade inacreditável logo aos três minutos, quando Alejandro Alvarado, mesmo pressionado, conseguiu encontrar Amahl Pellegrino com um ótimo passe por cima da defesa. O atacante saiu cara a cara com Andre Blake, que fez a defesa, mas o rebote ficou completamente livre para Onni Valakari, com o goleiro já fora da jogada. O meio-campista finalizou por cima e desperdiçou uma enorme chance de abrir o placar.

A equipe da casa voltou a assustar aos 11 minutos. Elias Achouri recebeu pelo lado esquerdo e cruzou para a área, Pellegrino deixou a bola passar e Anders Dreyer apareceu atrás da marcação, dominou e tentou uma finalização colocada buscando o canto esquerdo de Blake, mas a bola passou perto da trave.

O Union começou a crescer depois dos primeiros minutos e respondeu com uma boa jogada pelo lado direito. Neil Pierre avançou até o fundo, conseguiu passar pela marcação e rolou para Bruno Damiani, que deu sequência para Frankie Westfield, antes de a bola chegar até Cavan Sullivan em condição para finalizar, mas Duran Ferree fez uma boa defesa.

A bola parada também começou a aparecer, aos 30, Milan Iloski cobrou escanteio curto para Kai Wagner, que levantou na área e encontrou Neil Pierre, sempre perigoso pelo alto, mas o zagueiro cabeceou por cima.

Mesmo com a melhora do Philadelphia, o San Diego ainda teve outra ótima oportunidade antes do intervalo, aos 42 minutos, quando Achouri apareceu novamente pela esquerda e cruzou rasteiro para Pellegrino, que finalizou de primeira e parou em Andre Blake.

Nos minutos finais houve ainda uma confusão depois de uma falta de Manu Duah sobre Milan Iloski. Com o atacante do Union no chão, Alejandro Alvarado chutou a bola e acabou acertando o rosto do adversário, recebendo inicialmente o cartão vermelho. Após revisão no VAR, porém, a expulsão foi retirada e o jogador permaneceu em campo com cartão amarelo.

Quando o primeiro tempo parecia caminhar para o empate, o Union abriu o placar nos acréscimos, depois de uma recuperação ainda no campo defensivo, Kai Wagner tentou o lançamento, a bola acabou sobrando para Indiana Vassilev, que combinou com Bruno Damiani e atacou o espaço pelo lado esquerdo, já dentro da área, Vassilev cruzou forte e Cavan Sullivan apareceu para desviar de calcanhar, colocando a bola no canto e marcando um belo gol para levar o Philadelphia em vantagem ao intervalo.

O Union voltou perigoso para a segunda etapa e quase ampliou aos 52 minutos. Bruno Damiani encontrou Milan Iloski atacando pelo lado direito, com campo para avançar em direção ao gol, mas o atacante diminuiu a velocidade e permitiu a recuperação de Ian Murphy. Ainda assim, conseguiu cortar para fora e finalizou com força, acertando o travessão.

O segundo gol saiu aos 61. Cavan apareceu pelo lado esquerdo e iniciou uma boa troca de passes com Indiana Vassilev e Kai Wagner, até que Vassilev fez um ótimo movimento de corpo e encontrou novamente o jovem entrando na área. Mesmo com pouco ângulo, Cavan Sullivan bateu cruzado e marcou seu segundo gol na partida, ampliando para 2 a 0.

Poucos minutos depois, o Philadelphia praticamente decidiu o confronto em mais uma jogada construída a partir de sua pressão. Frankie Westfield interceptou um passe de Kieran Sargeant e encontrou Cavan, que diminuiu o ritmo, atraiu a marcação e esperou a passagem do lateral pelo lado direito. Westfield recebeu completamente livre e cruzou rasteiro para a área, Milan Iloski deixou a bola passar e Bruno Damiani apareceu para completar e marcar o terceiro.

O San Diego continuou tentando atacar e levou perigo aos 77, quando Cédric Bakambu, que havia entrado no segundo tempo, recebeu de Anders Dreyer e finalizou de fora da área buscando o canto, mas Andre Blake espalmou para escanteio.

O quarto gol do Union veio aos 87 minutos. Depois de uma cobrança de escanteio e nova bola levantada para a área, Ezekiel Alladoh venceu a disputa pelo alto e cabeceou na direção do gol, Aníbal Godoy tentou afastar e acabou colocando contra a própria meta.

Ainda teve tempo para transformar a vitória em outra goleada por 5 a 0. Já nos acréscimos, Frankie Westfield encontrou Quinn Sullivan pelo lado direito, o meio-campista avançou até a linha de fundo e cruzou rasteiro para a pequena área. A bola chegou até o jovem Malik Jakupovic, que apareceu para completar e marcar seu primeiro gol na MLS.

📊 Estatísticas

  • Posse de bola: San Diego FC 58,5% x 41,5% Philadelphia Union
  • Finalizações: 10 x 21
  • Finalizações no gol: 5 x 5
  • Escanteios: 11 x 4
  • Defesas: 1 x 5

⭐ Destaques da partida

Cavan Sullivan — craque do jogo: se fizerem uma lista de quem é o melhor jogador da MLS no pós Copa do Mundo, não tem como Cavan Sullivan estar no topo. Aos 16 anos, ele voltou a ser protagonista com dois gols e participação direta na construção do terceiro, ampliando para sete partidas consecutivas sua sequência com gol ou assistência na MLS. Nos últimos sete jogos, a própria liga contabiliza 12 participações diretas em gols, o mesmo número de Lionel Messi no período.

Cavan segue sendo capaz de vencer no drible, mas vem sendo cada vez menos dependente do um contra um para produzir. Desde a Leagues Cup, onde assumiu a responsabilidade pela derrota contra o Cruz Azul, ele vem sendo muito mais objetivo, entende quando acelerar e quando simplesmente movimentar a bola, além de aparecer pelos dois lados e por dentro sem ficar preso à função de ponta. Essa inteligência é uma das características mais importantes pensando também no salto que terá de dar futuramente para o futebol europeu.

Contra o San Diego, o primeiro gol mostrou qualidade técnica e improviso no desvio de calcanhar, enquanto o segundo mostrou confiança para finalizar de um ângulo difícil. No terceiro, sua leitura foi ainda mais interessante: recebeu após a recuperação de Westfield, retardou a jogada, atraiu a marcação e esperou exatamente a ultrapassagem do lateral para criar a vantagem que terminaria no gol de Bruno Damiani. Cavan se transformou no jogador mais importante do elenco e um dos mais impressionantes em toda a liga.

Frankie Westfield: não precisou ter uma atuação tão exigente defensivamente, mas voltou a mostrar o quanto é importante para o funcionamento ofensivo do Union. Foram três passes decisivos e a assistência para o terceiro gol, quando interceptou o passe, acelerou pelo lado direito e cruzou rasteiro para Damiani. A conexão entre Westfield e Sullivan já se tornou uma das principais armas da equipe pela capacidade dos dois de alternarem corredor e espaço interior sem tornar as movimentações previsíveis.

Andre Blake: o placar de 5 a 0 pode passar a impressão de uma noite tranquila, mas o goleiro foi fundamental para que o Philadelphia tivesse a oportunidade de construir a goleada sem muita pressão. O San Diego criou grandes chances nos primeiros minutos e poderia facilmente ter aberto o placar, mas Blake apareceu diante de Pellegrino e voltou a trabalhar em outros momentos importantes, terminando com cinco defesas e seu sétimo clean sheet da temporada.

Aníbal Godoy — destaque negativo: entrou no segundo tempo em uma noite que já era complicada para o San Diego e acabou participando diretamente do quarto gol ao tentar afastar a cabeçada de Alladoh e mandar contra a própria meta. O gol contra terminou simbolizando uma etapa final em que os donos da casa perderam completamente o controle do confronto.

📝 Análise da partida

Durante a temporada, uma das cobranças sobre o Philadelphia Union era transformar volume em eficiência. Hoje, a situação se inverteu: o Union  foi até mais letal do que sua produção exige.

Contra o San Diego, foram cinco gols para um xG de aproximadamente 2,75 e cinco grandes chances criadas e isso mantendo o estilo que Ryan Richter trouxe do Philadelphia Union II, o  San Diego terminou com cerca de 59% de posse de bola, mas o Philadelphia finalizou 21 vezes contra apenas dez. É a essência histórica do clube, sem precisar controlar a posse para controlar o jogo, porque quando recupera a bola procura chegar ao gol com poucos passes e muita velocidade.

Esse comportamento sempre esteve ligado ao chamado gegenpressing do Union. A equipe pressiona, recupera e transforma imediatamente a transição defensiva em ataque, sem necessidade de longas posses. Ryan Richter não inventou uma nova identidade para o Philadelphia, ele conseguiu recuperar características que fazem parte do clube e, ao mesmo tempo, potencializá-las com um elenco melhor.

Contra o San Diego, algumas situações chamaram atenção; Kai Wagner e Indiana Vassilev. Vassilev é um jogador extremamente físico, percorre grandes espaços, pressiona e cumpre diferentes funções durante uma partida e é por isso que segue tendo tanta importância mesmo com Quinn Sullivan novamente disponível. Quinn oferece mais qualidade individual com a bola, mas Vassilev entrega essas características que são inegociáveis para o modelo de Richter e Kai Wagner ajuda muito a potencializá-lo,  a presença constante do lateral pelo lado esquerdo permite que Vassilev ataque outros espaços, faça movimentos por dentro e apareça mais próximo da área sem precisar ser o único responsável por dar amplitude. Contra o San Diego, essa relação apareceu novamente e Vassilev terminou com duas assistências, tendo a pré assistência saindo dos pés do alemão.

Ryan Richter, neste momento, parece ter encontrado sua formação. Não existe uma mudança óbvia a ser feita em um time que está há dez partidas sem perder na MLS, com oito vitórias e dois empates desde a pausa da Copa do Mundo.

A grande peça que ainda pode elevar mais esse nível é Milan Iloski. O atacante continua distante da versão apresentada antes da Copa, quando foi a principal referência ofensiva da equipe. Contra o San Diego teve uma ótima oportunidade, mas demorou para atacar o espaço, permitiu a recuperação da marcação e acabou acertando a trave depois de escolher um caminho mais difícil. A diferença é que agora o Philadelphia não depende mais dele para vencer. Damiani marcou quatro gols nas últimas duas partidas, Cavan assumiu protagonismo, Vassilev produz, Quinn voltou e Westfield e Wagner oferecem criação pelos lados. Isso permite que Richter espere Iloski recuperar a melhor versão sem precisar desmontar o restante da equipe para tentar recuperá-lo.

Se essa versão voltar, o teto sobe ainda mais. Um Philadelphia com Iloski no nível do primeiro semestre, Damiani mantendo a fase atual e Cavan jogando dessa maneira passa a ter argumentos para discutir não apenas playoffs, mas MLS Cup.

Outro jogador que merece muito mais atenção é Jovan Lukić. Ele acaba aparecendo menos nas discussões porque Neil Pierre chama muita atenção na defesa, Danley Jean Jacques vive uma excelente temporada e o ataque concentra naturalmente os holofotes, mas talvez isso aconteça justamente porque Lukić oferece pouquíssimos problemas. É um jogador extremamente seguro.

Contra o San Diego, somou oito ações defensivas e ainda conseguiu contribuir na construção, com dois passes decisivos. Ele dá equilíbrio para que Danley avance mais, protege a defesa nas transições e raramente compromete com a bola. É uma daquelas peças que mostram seu valor justamente na regularidade.

Com todas essas peças conectadas, o Philadelphia já não pode ser tratado apenas como uma equipe que reagiu depois da Copa, foram dez gols marcados e nenhum sofrido nos últimos dois jogos, contra Cincinnati e San Diego, e 15 marcados com apenas um sofrido nos últimos quatro. O Union está entre os candidatos que ninguém vai querer encontrar nos playoffs e já merece entrar na conversa pelo título. Nashville continua sendo uma das referências da temporada, enquanto Orlando também cresceu muito, mas o Philadelphia se colocou definitivamente nesse grupo.

🔜 O que vem a seguir

Com a goleada, o Philadelphia Union chegou aos 33 pontos em 25 partidas e assumiu a sétima colocação da Conferência Leste, entrando de vez na zona de classificação direta para os playoffs. O próximo compromisso será no sábado (19), às 21h30, fora de casa, contra o Sporting Kansas City, no Children’s Mercy Park. O adversário ocupa a última colocação geral da MLS, com apenas 18 pontos, e aparece como mais uma oportunidade para o Union prolongar a grande fase. Depois de duas goleadas seguidas, a torcida já começa até a se acostumar com placares largos.

Para o San Diego FC, a situação é mais complicada, a equipe permanece com 30 pontos em 25 partidas, na nona colocação da Conferência Oeste, e chegou à terceira derrota consecutiva na MLS. A fase ruim ainda será colocada à prova novamente na próxima rodada, quando o San Diego enfrenta o Inter Miami, no domingo (20), às 20h, contra uma das equipes mais fortes da competição.

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