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·20 de julho de 2026

Ceferin boicota final da Copa em meio à crise entre UEFA e FIFA

Imagem do artigo:Ceferin boicota final da Copa em meio à crise entre UEFA e FIFA

Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, foi uma das principais ausências na final da Copa do Mundo de 2026, que foi vencida pela Espanha. Segundo o jornal “The Times”, sua ausência foi uma forma de protesto em um momento em que o órgão que gere o futebol europeu e a Fifa vivem um momento de tensão.

A não ida do dirigente esloveno reflete um descontentamento da Uefa com a Fifa. A “linha vermelha” foi a retirada da suspensão de Floarin Balogun, dos Estados Unidos, o que o órgão que gere o futebol europeu classificou como uma decisão “sem precedentes” e que ultrapassou os limites.


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Além disso, os europeus alegam que a Fifa foi incapaz de impedir que as autoridades norte-americanas enviassem o juiz somali Omar Artan para casa após o árbitro ser impedido de entrar nos Estados Unidos, mesmo estando com um passaporte diplomático. Semanas depois, Artan foi nomeado para apitar a final da Supercopa da UEFA, entre PSG e Aston Villa, no próximo dia 12 de agosto.

Além disso, o bloco europeu se opõe à expansão do Mundial para 64 seleções e já manifestou sua resistência em adotar as novas regras da FIFA. Um exemplo disso é a interpretação do protocolo do VAR, que resultou na expulsão de Embolo, da Suíça, e na punição de jogadores que tapam a boca para se comunicar com adversários, medida que foi implementada com a Lei Prestianni.

Outro fator que foi alvo de críticas da UEFA foi a política de preços, que fez Ceferin pedir publicamente para não tirarem o futebol de seus “torcedores”.

Mesmo não tendo ido para a final, que foi disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Aleksander Ceferin marcou presença na partida de abertura do torneio, na vitória do México por 3 a 0 sobre a África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

Em meio à tensão com a Fifa, a Uefa planeja lançar um candidato para disputar a próxima eleição da Fifa contra Gianni Infantino, no ano que vem. Além de Ceferin, o bloco europeu tem nomes como o de Nasser Al-Khelaifi, CEO do PSG e presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA), e o do polonês Dariusz Mioduski, proprietário do Legia Varsóvia, como possíveis candidatos.

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