Central do Timão
·21 de setembro de 2026
Célio Silva compara Corinthians a times ‘copeiros’, analisa Diniz e alerta sobre formação: ‘Não pode perder a essência’

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·21 de setembro de 2026

Dono de uma passagem marcante pelo Corinthians na década de 1990, Célio Silva acompanhou de perto um futebol bastante diferente daquele praticado atualmente. Agora, trabalhando na formação de atletas das categorias de base do próprio clube, o ex-zagueiro observa essas transformações por outro ângulo. Em entrevista ao Resenha do Lounge, no Lounge Brahma, ele analisou o estilo de Fernando Diniz, falou sobre a identidade alvinegra, relembrou a força que tinha nas cobranças de falta e contou histórias dos títulos conquistados pelo Timão.
O ex-defensor também fez uma comparação entre o comportamento recente do Corinthians em confrontos eliminatórios e a tradição “copeira” de equipes argentinas. Segundo Célio, o Alvinegro tem mostrado capacidade de adaptação a partidas desse perfil, mesmo com o sofrimento característico que acompanha o clube.

Foto: Marcos Júnior/Portal TT
“É sempre um prazer estar no meio dos corinthianos, é uma alegria muito grande poder estar aqui novamente, nesse bate-papo. O Corinthians já demonstrou que é forte nesse sistema de jogo. Estamos nos transformando nos clubes argentinos, que criaram especialistas nesses campeonatos chamados copeiros, times copeiros. Então, ajuda bastante nessas competições de mata-mata, e o time tem se postado bem, sofrido bastante, senão não é Corinthians, mas, de certa forma, está se adaptando bem, ao longo do tempo, a essa maneira, a esse modelo de competição.”
Célio Silva analisa modelo de Fernando Diniz
A saída de bola desde o campo defensivo, uma das características do trabalho de Fernando Diniz, também entrou na conversa. Ao ser questionado se conseguiria atuar dentro da proposta do treinador, Célio respondeu de maneira bem-humorada antes de fazer uma análise sobre a evolução tática do futebol.
Para ele, o sistema defensivo passou a receber uma proteção coletiva maior. O ex-zagueiro também lembrou das condições dos gramados de sua época e ressaltou que, atualmente, até os goleiros precisam ter participação mais ativa com a bola nos pés.
“Hoje eu ia estar milionário, hoje eu ia estar milionário. O nosso futebol teve essas evoluções, evoluções táticas. Tecnicamente, eu creio que não teve uma evolução muito boa, mas, taticamente, tem favorecido bastante, principalmente o sistema defensivo, que tem o apoio não só agora dos laterais e volantes. Os próprios meias e atacantes têm retornado para ajudar na marcação. E, nos campos em que a gente jogava, também tinha uns dois ou três só em que daria para se arriscar a sair jogando, que eram o Maracanã, Serra Dourada. Então, dificilmente você conseguiria jogar em alguns campos tentando sair dessa forma. Os goleiros, principalmente, têm que usar bastante os pés.”
Célio ainda contou que teve contato profissional com Diniz no Corinthians e acompanhou a construção das ideias utilizadas pelo treinador ao longo da carreira. Atualmente trabalhando na formação alvinegra, o ex-jogador percebe conceitos semelhantes sendo introduzidos desde as primeiras categorias.
“Mas o Diniz, eu tive a felicidade de trabalhar com ele aqui no Corinthians, pela passagem. Tive a felicidade de jogar contra quando ele estava, principalmente, no Juventus. Ele implantou esse projeto lá atrás, na época em que era treinador do Votoraty, foi campeão da Copa Paulista, se não me engano, duas vezes pelo Votoraty, fez campanhas interessantes no Audax. É o cara que acreditou em um projeto e, hoje, praticamente todo mundo faz o mesmo trabalho. Põe, principalmente, o sistema defensivo em xeque, porque tem que ter uma personalidade para poder jogar. Mas é o que o futebol atual pede. Então, os atletas têm que ir se adaptando, até na base mesmo, porque hoje eu trabalho na formação de base do Corinthians e já se obriga um pouco os atletas a fazerem esse tipo de trabalho. Hoje é muito mais essa escola. Lá de trás, seja Sub-8, Sub-10, Sub-12, Sub-11, já começam esses ensinamentos também, para poder preparar para a hora em que chegar ao profissional.”
Apesar disso, o antigo camisa alvinegro fez uma ponderação sobre a adoção de filosofias de jogo desde a base. Na avaliação dele, qualquer metodologia precisa respeitar as características históricas do clube e aquilo que o torcedor reconhece como Corinthians.
“Não tenho dúvida. Naturalmente que sempre houve, sempre houve esse tipo de trabalho, às vezes questionado de alguma forma. Eu, às vezes, questiono um pouco, porque acredito que o atleta tem que desenvolver o perfil do clube. Às vezes, chega um determinado treinador, ele quer implantar uma filosofia de trabalho que, às vezes, não dá nem tempo de se desenvolver, porque o futebol hoje, principalmente o futebol profissional, é resultado. Não ganhou, o cara sai. Mas eu penso que, no primeiro ponto, tudo é válido, mas não pode perder a essência. De que forma o Corinthians nasceu? De que forma o torcedor gosta de ver o Corinthians jogar? E aí o treinador monta o seu trabalho.”
Como mudou a função dos zagueiros
Célio também foi provocado a comparar a função que exercia com as exigências enfrentadas pelos defensores atualmente. Na visão do ex-jogador, a mudança do comportamento coletivo reduziu a quantidade de situações em que um zagueiro precisa defender grandes espaços no mano a mano.
Para exemplificar, lembrou que precisava acompanhar atacantes rápidos por praticamente metade do campo. Ele também explicou a divisão de tarefas existente entre o antigo zagueiro central e o quarto zagueiro.
“Sim, até pelo estilo de jogo. A maneira de jogar hoje faz com que, por exemplo, se peça zagueiro alto, mesmo que não tenha tanta velocidade, porque o zagueiro hoje dificilmente está exposto no um contra um, no mano a mano, o famoso mano a mano. Ele está sempre protegido. Quando se perde a bola, dificilmente tem a famosa marcação alta, como se diz hoje. A gente falava marcação por pressão, marcava o adversário em cima. Então, na minha época, por exemplo, na nossa época, que não é tanto tempo, a gente marcava no meio-campo, subia toda a marcação.”
“Então eu, por exemplo, tinha que correr atrás de Euler, Mirandinha, Zé Teodoro, Mário Tilico, Romário, Bebeto, Müller. Eu tinha que correr meio-campo atrás desses caras. Hoje não precisa mais. Hoje, quando se perde a bola, automaticamente já recua, recua todo o sistema defensivo, e o zagueiro fica bem protegido. Dificilmente está no um contra um, tem poucos contra-ataques hoje. Então, isso mudou um pouco a característica. Não se exige mais um zagueiro que seja somente um caçador, que era, por exemplo, a minha função principal. Antes, nós tínhamos central e quarto zagueiro. Então, o quarto zagueiro fazia a sobra e o zagueiro central saía na caça. Hoje, por não ter mais isso, são poucas as situações. Então, mudaram bastante as características do sistema defensivo.”
‘Eu era chutador de falta’
Um dos assuntos que aproximou a conversa das lembranças da torcida foi a potência do chute de Célio Silva. O ex-defensor revelou ter alcançado 136 km/h em um teste realizado durante os anos 1990. Ele ainda recordou uma competição de velocidade de cobranças promovida pelo Esporte Espetacular, em 1995, na qual registrou 114,6 km/h.
“Uma pergunta interessante. Quando iniciou a fisiologia no futebol, com o nosso querido e saudoso Renato Lotufo, nos anos 90, eu cheguei ao Corinthians em 94, e a fisiologia estava iniciando. Então, eu fiz esse teste com esse radar de rua, o famoso pardalzinho de rua. Eu cheguei a atingir uma velocidade de 136 km por hora. A distância era de 30 metros, botava o radar para pegar o final da bola.”
“Eu consegui ganhar uma competição que houve em 95, no Esporte Espetacular, em que a distância era de 20 metros, da meia-lua da área até ela cruzar a linha do gol. Distância de 20 metros, bola parada, e as bolas não eram essa maravilha que tem hoje, era couro mesmo. Aí, a velocidade deu 114,6 km por hora. Eu consegui vencer a competição com outros oito batedores.”
Na sequência, Célio tentou explicar por que os especialistas em cobranças de falta se tornaram menos frequentes. O ex-zagueiro apontou desde a diminuição do futebol praticado nas ruas e nos campos de terra até a quantidade de treinamento específico. Ele ainda fez uma distinção curiosa entre o próprio estilo e o de nomes como Neto e Marcelinho Carioca.
“E hoje, sobre a sua segunda pergunta, em relação a cobradores de falta, tem um pouco de cada coisa. Tem poucos treinamentos e também tem poucos jogadores com essa característica, que possam bater na bola. Hoje tem vários fatores que fazem com que isso aconteça. Hoje não tem mais futebol de rua, hoje não tem mais campo de terrão, as crianças não ficam mais tempo na rua como ficavam no passado. Então, tem um pouco de desenvolvimento. O clube tem feito seus trabalhos em relação a isso, mas eu creio que ainda vai demorar um pouquinho mais para poder encontrar os verdadeiros batedores.”
“Porque, no nosso caso, por exemplo, eu era um chutador de falta, eu não era um batedor de falta. Batedores eram Marcelinho, Neto. Eu era chutador, o negócio era acertar o goleiro, matar o goleiro. De vez em quando fazia uns golzinhos, mas a gente já tinha essa característica, já nascia com essa, já trazia. Então, a gente só aperfeiçoava. Hoje você tem que fazer do zero, pegar o jogador do zero e prepará-lo, não só como batedor de falta, como em outras posições também em que nós estamos com dificuldade.”
Ex-zagueiro aponta dificuldades para aumentar treinamentos
Perguntado se enxerga atualmente algum cobrador com características semelhantes às dos especialistas do passado, Célio reconheceu que tem acompanhado menos partidas. O ex-jogador citou Alex Telles como um dos exemplos que viu recentemente e ampliou a discussão para materiais esportivos, rotina dos atletas e estrutura de treinamento.
“Olha, eu tenho visto pouco. Confesso para você que não tenho assistido jogos mesmo, de parar, sentar na frente da televisão para assistir, e a gente tem visto pouco. Eu vi, no mês passado, o lateral-esquerdo do Botafogo, que eu não me recordo o nome, Alex Telles, fez um gol de falta, acho que contra o Fluminense. Também já é um jogador, não sei a sua idade, mas também não é novo. E, realmente, a gente tem visto pouco.”
“Até reclamam da bola, a bola é muito leve. Hoje, para você acertar uma cobrança, por incrível que pareça, eu acho que atrapalha. Na minha opinião, a chuteira hoje é leve, praticamente você está descalço dentro do campo. Eu fui tentar trabalhar com uma chuteira nova, hoje, e não consegui, porque parecia que eu estava descalço.”
Ao transportar o tema para o cotidiano das categorias menores do Corinthians, Célio explicou que há uma série de elementos que interferem na possibilidade de ampliar atividades específicas depois dos treinamentos.
“E tem vários fatores. Hoje tem muito compromisso, hoje o cara tem muito acesso às informações. Ele acaba o jogo, já está com o celular na mão, no treinamento com o celular na mão, ele vai embora. Hoje, por exemplo, nas nossas categorias de base, o pai sai do trabalho para levar o atleta. Então, quando apita o final do treino, ele já quer que o filho saia correndo para poder ir embora, porque ele tem os seus compromissos também.”
“Então, o local em que a gente treina hoje é o Parque São Jorge, que tem um CT, mas as categorias em que eu trabalho, os menores, estão lá no Parque São Jorge. Nós temos que dividir os horários, não só com os sócios, como com outras atividades que têm no clube. Então, tem vários fatores que incluem também o treinamento, a falta de treinamento, ou melhor, um pouco mais de treinamento, porque o treinamento existe, para que possam voltar aí os nossos Netos, Zenons, Marcelinhos e muitos outros que nós tínhamos.”
Célio relembra chegada ao Corinthians e conquistas
A conversa também percorreu a própria trajetória do ex-zagueiro no Parque São Jorge. Célio chegou ao Corinthians em 1994, após defender o Caen, da França. A partir daquele ano, construiu uma passagem que se estendeu até 1998.
Pelo Timão, o defensor disputou 157 partidas, sendo 153 como titular, e marcou 19 gols. Foram 73 vitórias, 45 empates e 39 derrotas. No período, conquistou quatro títulos: a Copa do Brasil de 1995, os Campeonatos Paulistas de 1995 e 1997 e o Troféu Ramón de Carranza de 1996.
Ao recordar o início dessa história, Célio falou sobre o peso de vestir a camisa alvinegra e a importância que a passagem teve também para sua trajetória na Seleção Brasileira.
“Eu saí do Internacional, fui para o Caen, da França, no ano de 93. Era uma equipe modesta, a primeira vez que tinha subido para a primeira divisão do Campeonato Francês. Então, depois disseram que eu ia para o Caen, que era uma equipe pequena, depois ia para o trampolim, que era uma equipe maior. Infelizmente, os resultados não foram bons lá no primeiro ano, e surgiu a possibilidade de retornar para o Corinthians.”
“Jogar no Corinthians nunca foi fácil. A gente sabe da responsabilidade, existe uma pressão natural, além das cobranças. Eu cheguei ao Corinthians em 94, o clube já vivia um jejum de cinco anos sem título, tinha sido campeão brasileiro em 90, e o sistema defensivo sempre era cobrado naquela época. Eu tive a felicidade de poder chegar, conseguimos quatro títulos, dois Paulistas, 95 e 97. Naquela época, nós conseguimos quebrar a hegemonia da Parmalat, que era o nosso rival, principal rival, que era o papa-títulos. E aí ganhamos a Copa do Brasil, ganhamos o Torneio Ramón de Carranza, na Espanha.”
“Na verdade, desde 94 eu praticamente nunca saí daqui do Corinthians. Saí para jogar em outros clubes, mas acabei fixando residência em São Paulo. Então, foi uma alegria, foi uma grande passagem na minha carreira, foi uma ascensão. Eu voltei para a Seleção Brasileira novamente, fui campeão da Copa América da Bolívia, em 1997, estava pelo Corinthians. Então, foi um momento muito difícil, mas, ao mesmo tempo, bastante satisfatório.”
‘Três jogadores para jogar e sete para bater’
Entre os 157 jogos disputados pelo Corinthians, Célio escolheu uma decisão para representar sua trajetória: a final da Copa do Brasil de 1995, contra o Grêmio. O ex-zagueiro destacou os dois confrontos daquela decisão e, em especial, a partida realizada no Estádio Olímpico.
Antes de chegar à lembrança da conquista, Célio contou uma história sobre as avaliações que recebia da imprensa e brincou com a diferença entre sua própria percepção de uma atuação e as notas publicadas após as partidas.
“Bom, jogos importantes a gente faz. Para mim, todos os jogos são importantes. No passado tinha uma, quando eu estava no Rio principalmente, tinha um Jornal dos Sports que dava as notas depois dos jogos. Então, às vezes, você imaginava: ‘Hoje eu fiz um puta jogo, joguei para caramba’. Aí você olhava lá no jornal: ‘Célio, nota 2, esforçado’.”
“Mas, assim, o jogo que marcou mesmo a minha carreira aqui no Corinthians foi, sem dúvida, os dois jogos da Copa do Brasil, nas finais de 95, os dois jogos contra o Grêmio, que era a equipe especialista naquela época. Eu sempre digo que destruir é mais fácil que construir. Então, naquela época, para mim era fácil, era só chutar a bola para fora, chutar a bola para cima, que era muito mais tranquilo.”
O antigo defensor também definiu, à sua maneira, como funcionava aquela equipe campeã. Célio marcou quatro gols durante a campanha, segundo seu relato, e destacou a consciência do elenco sobre as próprias características.
“E nós tínhamos um time que, tecnicamente, talvez não fosse um dos melhores, mas aquele era um Corinthians mesmo. Nós sabíamos das nossas limitações. Nós tínhamos três jogadores para jogar e sete para bater, então eu era um dos que batiam.”
“A gente falava para o Marcelinho, para o Marcos, Souza, o próprio Viola também: ‘Faz 1 x 0 que a gente segura aqui atrás’. E era o que acontecia, era o que a gente precisava. Fomos campeões invictos naquele ano. Eu ainda consegui fazer quatro gols naquela competição, fiz quatro gols. E, para mim, até hoje, o torcedor, quando vem para um bate-papo comigo, sempre põe esse jogo, esses dois jogos, principalmente o jogo no Olímpico. Nós conseguimos anular um dos maiores cabeceadores do futebol mundial.”
‘Acabamos virando europeus’
A comparação entre gerações voltou a aparecer quando Célio foi perguntado sobre o futebol moderno e a maior participação dos goleiros na construção das jogadas. Na visão do ex-zagueiro, o futebol brasileiro absorveu elementos do modelo europeu e perdeu parte de características que ele associa historicamente ao país.
Célio relacionou esse movimento também ao processo de formação. Para ele, a necessidade de resultados chegou às categorias inferiores e pode interferir no desenvolvimento individual dos jovens.
“Em relação à mudança do futebol, tem coisa que a gente tem que aceitar, às vezes. Aquilo que nós vivíamos, o futebol era muito talento em si, eram muitos jogadores de qualidade. Não estou dizendo que hoje não tem, claro que tem, mas você pegava o Corinthians, por exemplo, um pouco mais para trás, tinha oito, nove jogadores que decidiam os jogos.”
“E o modelo hoje é europeu. Depois que nós tomamos 7 x 1 da Alemanha, entenderam que os nossos treinadores estavam defasados, precisávamos estudar. Então, fomos estudar e acabamos virando europeus. Hoje, o nosso sistema de jogo, eu acredito que é europeu. Ele tem pouca coisa do futebol brasileiro, que é o improviso, a alegria, o sorriso.”
Por fim, o profissional das categorias de base do Corinthians apontou questões que, em sua avaliação, dificultam a construção de um ambiente mais competitivo para os jogadores em formação.
“A necessidade de ganhar hoje também faz com que a nossa formação mude. Claro, você precisa vencer para ser bem-sucedido na maioria das vezes. Então, a gente tem cobrado muito dos meninos lá embaixo os resultados, e isso acaba também atrapalhando.”
“Claro que o futebol hoje está dessa forma, mas eu sou capaz, não é o momento, de enumerar várias situações que fazem com que nós cheguemos a esse nível de um futebol pouco competitivo. Os campeonatos regionais hoje são pouco competitivos. Tem muitas equipes de projetos, não sou nada contra, mas, ao mesmo tempo, muitas equipes de empresários que não formam equipes competitivas, somente com intenções financeiras. E isso faz com que a gente passe boa parte do ano fazendo jogos que não vão dar uma base para a nossa formação futura.”















