Cerro Porteño x Palmeiras: o que esperar da decisão em Assunção, com Andreas fora e Sosa em dúvida | OneFootball

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·15 de agosto de 2026

Cerro Porteño x Palmeiras: o que esperar da decisão em Assunção, com Andreas fora e Sosa em dúvida

Imagem do artigo:Cerro Porteño x Palmeiras: o que esperar da decisão em Assunção, com Andreas fora e Sosa em dúvida

O próximo compromisso do Palmeiras é o mais pesado da temporada até aqui: nesta quarta-feira, 19 de agosto, às 19h, o time de Abel Ferreira visita o Cerro Porteño no estádio La Nueva Olla, em Assunção, para decidir a vaga nas quartas de final da Libertadores. O empate por 1 a 1 no Nubank Parque, na ida, deixou o confronto aberto — e o Verdão chega ao Paraguai sem vencer há quatro jogos, com Andreas Pereira suspenso e Ramón Sosa em dúvida por problema muscular.

A sequência sem vitória soma dois empates e duas derrotas, a última delas neste sábado, quando o Palmeiras abriu o placar duas vezes e ainda assim perdeu para o Fluminense por 3 a 2 no Maracanã. É a maior sequência de jejum do time no ano, e ela chega justamente no período em que o clube disputa Libertadores, Copa do Brasil e a liderança do Brasileirão ao mesmo tempo.


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O que o Palmeiras precisa fazer em Assunção

Com o 1 a 1 da ida, a conta é direta: quem vencer avança. Não há mais gol qualificado fora de casa na Libertadores, então qualquer empate — por 0 a 0, 1 a 1 ou 3 a 3 — leva a definição para os pênaltis. Uma derrota, por qualquer placar, elimina o Palmeiras.

Ficha do jogo

Cerro Porteño x Palmeiras

Libertadores 2026 — Oitavas de final (volta)

Data

19 de agosto de 2026

Horário

19h

Local

Estádio La Nueva Olla, em Assunção (PAR)

Onde assistir

Paramount+

O jogo de ida serve de alerta pelo roteiro. O Palmeiras marcou com Flaco López aos 36 do segundo tempo, já com um jogador a menos, e viu Torres empatar aos 49, depois de falha de Carlos Miguel. Somando os dois duelos de 2026 antes da volta, o Verdão esteve em vantagem no placar por apenas 51 minutos contra os paraguaios.

Andreas suspenso, Sosa em dúvida: o que Abel não tem

Andreas Pereira é ausência certa. Ele foi expulso aos 30 minutos do segundo tempo da ida, em lance sem bola com Klimowicz, e o Palmeiras chegou a considerar a punição excessiva. O clube consultou a Conmebol sobre a possibilidade de derrubar o cartão, ouviu que uma decisão interpretativa do árbitro não seria revista e desistiu de recorrer. O meia cumpre suspensão automática em Assunção.

Sosa é a dúvida mais recente. O atacante paraguaio entrou no intervalo do jogo contra o Fluminense, no lugar de Vitor Roque, e pediu para sair aos 35 do segundo tempo depois de sentir a musculatura em um contra-ataque, no lance em que foi derrubado por Lucho Acosta. Ele aguarda avaliação para saber se há lesão. Voltar a Assunção como visitante, no país onde se formou, seria o cenário ideal para o ponta — e o clube só deve bater o martelo depois dos exames.

Para a ida, Abel já não contava com Paulinho, Khellven e Jefté, todos entregues ao departamento médico. Do outro lado da conta, o Palmeiras recuperou peças importantes nas últimas semanas: Gustavo Gómez voltou e marcou no Maracanã, e Bruno Fuchs já figura entre os relacionados.

O recado que saiu do próprio vestiário

Autor do segundo gol palmeirense no Rio, Maurício apontou o problema sem rodeio depois da derrota. Para ele, o time entrega os jogos em lances isolados de desatenção, e não por falta de volume.

“A gente não pode estar desligado nestes momentos, ainda mais que a gente saiu na frente, duas vezes. Então, a gente não pode dar essas brechas. Em dois lances eles foram felizes. Infelizmente, é essa má fase que a gente está passando. Mas a gente tem que continuar trabalhando, trabalhar ainda mais pra reverter isso e quarta-feira a gente já tem uma decisão muito importante”, disse o meia.

O diagnóstico bate com o que aconteceu na ida: dois gols sofridos nos minutos finais em situações evitáveis, dentro e fora de casa. Contra o Cerro, em um estádio que costuma empurrar o time da casa desde o aquecimento, o custo de um lance desses é a eliminação.

O que o retrospecto em Assunção diz

Se há um dado que trabalha a favor do Palmeiras, ele está justamente no endereço da decisão. O histórico do confronto mostra que o Verdão nunca perdeu para o Cerro Porteño jogando no Paraguai.

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Jogos do Palmeiras contra o Cerro Porteño em Assunção, sem nenhuma derrota: são cinco vitórias e quatro empates, com 17 gols marcados e apenas quatro sofridos.

Data Palestra

O contraponto é a temporada atual. Em 2026, o Palmeiras enfrentou o Cerro três vezes e não venceu nenhuma: empatou por 1 a 1 em Assunção pela fase de grupos, perdeu por 1 a 0 em casa e empatou por 1 a 1 na ida das oitavas. O retrospecto longo é confortável, mas o recorte recente diz que este Cerro já resolveu como incomodar o Verdão.

O que está em jogo além da vaga

Quem passar pega o vencedor de Mirassol x LDU nas quartas de final, marcadas para setembro. Como o chaveamento foi fechado no sorteio das oitavas e não haverá novo sorteio, o Palmeiras já sabe que está no mesmo lado da chave de Mirassol e Fluminense, e que pode encarar três brasileiros seguidos até a final de 28 de novembro, em Montevidéu.

Depois de Assunção, o time volta a campo no domingo, 23 de agosto, pelo Brasileirão. É por isso que a quarta-feira pesa tanto: uma eliminação nas oitavas encurtaria a temporada no momento em que o Palmeiras ainda disputa três frentes, e faria o jejum de quatro jogos virar algo bem maior do que uma sequência ruim de resultados.

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