Território MLS
·23 de agosto de 2026
CF Montréal busca empate contra LA Galaxy, mas desperdiça chance de vencer com um a mais

In partnership with
Yahoo sportsTerritório MLS
·23 de agosto de 2026

Prince Owusu marcou novamente, Alexis Sánchez estreou diante da torcida e Montréal chegou ao quarto jogo consecutivo sem perder na MLS.
O CF Montréal ampliou sua sequência de invencibilidade na MLS, mas com um gosto amargo. Neste sábado (22), a equipe empatou por 2 a 2 com o LA Galaxy, no Stade Saputo, depois de atuar por mais de 20 minutos com um jogador a mais.
Daniel Ríos abriu o placar, mas Ruben Ramos Jr. empatou ainda no primeiro tempo e Maya Yoshida virou com um golaço de calcanhar logo após o intervalo. Depois da expulsão de JT Marcinkowski, Prince Owusu marcou seu 13º gol na MLS e garantiu o empate.
A partida também marcou a estreia de Alexis Sánchez diante da torcida do Montréal.
O Montréal começou encontrando os melhores espaços e abriu o placar aos 16 minutos. Após uma cobrança curta de escanteio, Matty Longstaff finalizou da esquerda, JT Marcinkowski espalmou mal e Daniel Ríos apareceu no rebote para fazer 1 a 0.
A vantagem durou pouco.
Robert Taylor acelerou pelo lado e encontrou Kyōgo Furuhashi dentro da área. Thomas Gillier defendeu a primeira finalização, mas o rebote caiu nos pés de Ruben Ramos Jr., que marcou seu primeiro gol na MLS e deixou tudo igual.
O Montréal tentou responder utilizando sua pressão alta, enquanto o Galaxy encontrava espaços quando conseguia escapar dela. Antes do intervalo, Taylor e Joseph Paintsil combinaram bem e o ganês entrou na área, mas Gillier evitou a virada.
Ela viria logo no começo da segunda etapa.
Aos 48 minutos, o Galaxy trabalhou uma cobrança curta de escanteio e Paintsil recebeu próximo à linha de fundo. O atacante cruzou rasteiro, Justin Haak fez o corta-luz e Maya Yoshida apareceu para finalizar de calcanhar.
Um golaço do zagueiro japonês.
2 a 1 Galaxy.
Atrás do placar, o Montréal passou a atacar mais e também ofereceu espaços. Em uma transição rápida, Robert Taylor encontrou Furuhashi, que cortou para dentro e novamente obrigou Gillier a trabalhar.
O cenário mudou definitivamente aos 68 minutos.
Prince Owusu escapou da defesa e tentou driblar JT Marcinkowski fora da área. O goleiro derrubou o centroavante e recebeu cartão vermelho direto.
Com um jogador a mais, o Montréal aumentou a pressão.
Alexis Sánchez, que havia entrado pouco antes, passou a participar da construção em sua estreia no Stade Saputo, ainda que de maneira discreta.
O empate chegou aos 79.
Luca Petrasso avançou pela esquerda e acertou um ótimo cruzamento para Prince Owusu, que atacou a área e cabeceou para marcar novamente.
2 a 2.
O Montréal ainda buscou a virada. Owusu apareceu aberto pela esquerda e encontrou Daniel Ríos dentro da área, mas Novak Mićović, acionado após a expulsão de Marcinkowski, fez boa defesa.
E o time canadense quase foi castigado no último lance.
Mesmo com dez, o Galaxy escapou em velocidade e Kyōgo Furuhashi encontrou Hirving Lozano diante de Gillier. O goleiro saiu bem e evitou a virada.
Fim de jogo: CF Montréal 2 x 2 LA Galaxy.
Mais uma vez, Prince Owusu.
Mesmo sem receber assistência no primeiro gol, o centroavante participou diretamente da jogada ao ocupar a área e voltou a ser o principal ponto de referência do ataque.
Depois, quando o Montréal mais precisava, apareceu para empatar.
Owusu atacou muito bem o cruzamento de Luca Petrasso e chegou ao 13º gol na MLS e 14º na temporada.
Mais do que os números, sua participação começa a chamar atenção pela variedade. Owusu não fica restrito à área: aparece aberto, protege a bola, participa da criação e depois consegue estar novamente no lugar em que um centroavante precisa estar.
É uma temporada de enorme nível do camisa 9.
Do outro lado, Robert Taylor foi provavelmente o jogador mais constante do Galaxy ofensivamente.
Não ficou preso a um corredor. Apareceu pela esquerda, pela direita e também centralizado, sendo especialmente perigoso quando o Galaxy conseguia escapar da pressão do Montréal e acelerar.
Participou da construção do primeiro gol e deu a assistência para o golaço de Maya Yoshida no segundo. O próprio Galaxy contabilizou essa como sua primeira assistência pelo clube.
Poucos minutos e uma oportunidade enorme.
Hirving Lozano entrou aos 62 minutos, participou pouco e recebeu praticamente no último lance a chance de transformar um empate difícil em uma vitória improvável do Galaxy com dez jogadores.
Diante de Thomas Gillier, não conseguiu aproveitar.
Para um jogador de sua qualidade e importância dentro do elenco, era uma oportunidade que precisava ser melhor aproveitada.
Quatro partidas consecutivas sem perder.
O número é positivo.
O resultado deste sábado, nem tanto.
O Montréal vinha de empates contra New England Revolution e D.C. United e de uma importante vitória fora de casa sobre o Columbus Crew. Era uma sequência contra adversários que estão, em maior ou menor grau, disputando a mesma região da tabela.
E contra o Galaxy existia uma oportunidade clara de dar mais um passo.
Principalmente depois dos 68 minutos.
Jogar mais de 20 minutos com um jogador a mais, dentro do Stade Saputo, e sair apenas com o empate é uma oportunidade desperdiçada.
O Montréal produziu mais: 15 a 9 em finalizações, 1,81 a 1,22 no xG e maior posse.
Mas faltou transformar essa superioridade em controle real do resultado.
Pior: no último lance, ainda precisou de Gillier para evitar uma derrota.
A ausência de Hennadii Synchuk, que estava listado como questionável por um problema físico na parte inferior do corpo, foi sentida.
Sem ele, Philippe Eullaffroy montou inicialmente um ataque com Noah Streit, Daniel Ríos e Prince Owusu.
E Owusu precisou sair bastante da região central.
Isso não necessariamente é ruim. Ele possui qualidade para receber aberto e participou de boas construções dessa maneira.
O problema aparece quando o Montréal passa a depender demais dele para criar e concluir.
Contra o Galaxy, novamente grande parte das melhores ações ofensivas passou pelo centroavante.
Por isso, ter Streit e Synchuk simultaneamente pelos lados parece tão importante para o desenvolvimento desse ataque. São dois jogadores capazes de assumir responsabilidade individual e diminuir a dependência sobre Owusu.
Existe também uma discussão que continua aberta.
O Montréal precisa de Samuel Piette?
Cada partida começa a fornecer mais argumentos para responder que sim.
Dani Pereira fez bons momentos recentemente e Victor Loturi oferece bastante qualidade quando possui liberdade para avançar. Mas nenhum dos dois entrega exatamente aquilo que Piette oferece como marcador.
O primeiro gol do Galaxy nasce justamente de uma situação que esse modelo precisa evitar: o adversário quebra a pressão e encontra campo para acelerar.
A pressão alta é uma das grandes virtudes desse novo Montréal.
Mas, quando ela é superada, alguém precisa proteger aquilo que fica para trás.
Hoje, essa função ainda parece pouco definida.
O confronto que prometia reunir Alexis Sánchez e Marco Reus não aconteceu.
Reus ficou fora por motivos pessoais, segundo o próprio LA Galaxy.
Alexis, por outro lado, disputou pouco menos de meia hora.
Entrou aos 62 minutos no lugar de Dani Pereira e apareceu em uma função mais recuada e deslocada para a esquerda do que talvez se imaginasse inicialmente.
Ainda participou pouco, embora tenha mostrado qualidade em uma das construções ofensivas.
É cedo demais para qualquer conclusão.
O ponto mais interessante continua sendo onde Eullaffroy pretende encaixá-lo.
Porque, quando todos estiverem disponíveis, existe um ataque com Streit, Synchuk e Owusu que começa a mostrar características complementares.
Alexis precisa aumentar o nível desse conjunto, não desmontá-lo.
O Montréal é claramente um time melhor do que aquele que começou a temporada.
São quatro jogos consecutivos sem perder.
Existe uma identidade de pressão.
Owusu vive uma temporada excelente.
Streit mostrou impacto imediato.
Synchuk continua sendo uma peça de enorme potencial.
Brayan Vera cresceu.
E agora existe Alexis Sánchez.
Mas evolução também precisa virar ponto.
Nos últimos três confrontos contra adversários mais próximos de sua realidade na tabela, o Montréal conseguiu uma vitória e dois empates.
Cinco pontos de nove possíveis.
Não é ruim.
Mas poderia ter sido muito melhor.
E o calendário agora volta a aumentar o nível de dificuldade.
Com o empate, o CF Montréal chega aos 21 pontos e sobe para a 13ª colocação da Conferência Leste, empatado em pontos com o Philadelphia Union.
A distância para a zona de classificação continua diminuindo, mas o Montréal deixa escapar uma oportunidade importante de acelerar essa aproximação.
E agora vem um teste muito maior.
No próximo sábado (29), às 20h30 (horário de Brasília), o Montréal visita o Inter Miami, fora de casa.
O LA Galaxy, por sua vez, chega aos 26 pontos em 22 partidas e permanece na 12ª colocação da Conferência Oeste.
Também no sábado (29), às 23h30, o Galaxy visita o San Diego FC, no Snapdragon Stadium.







































