Território MLS
·20 de agosto de 2026
Com golaço de Noah Streit, CF Montréal vence Columbus Crew na estreia de Alexis Sánchez

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·20 de agosto de 2026

Prince Owusu abriu o placar, Noah Streit decidiu com um golaço no segundo tempo e Montréal chegou ao terceiro jogo consecutivo sem perder na MLS.
O CF Montréal voltou a vencer na MLS. Na noite desta quarta-feira (19), a equipe de Philippe Eullaffroy foi até Columbus e bateu o Columbus Crew por 2 a 1, chegando ao terceiro jogo consecutivo de invencibilidade na competição.
Prince Owusu abriu o placar logo aos cinco minutos, enquanto um gol contra de Thomas Gillier deixou tudo igual ainda na primeira etapa. No segundo tempo, Noah Streit marcou um golaço de fora da área para garantir os três pontos.
A noite também ficou marcada pela estreia de Alexis Sánchez, que entrou aos 79 minutos para disputar seus primeiros minutos com a camisa do Montréal.
O Montréal começou pressionando e precisou de apenas cinco minutos para transformar sua principal característica em gol.
O Columbus tentou sair jogando, mas Hennadii Synchuk interceptou o passe no meio e imediatamente encontrou Prince Owusu entre os defensores. O centroavante dominou e finalizou para colocar os visitantes em vantagem.
1 a 0 Montréal.
A pressão alta continuou incomodando o Crew. Aos 15 minutos, o Montréal recuperou novamente a bola e construiu pela esquerda até Luca Petrasso cruzar para Matthew Longstaff, que finalizou nas mãos de Patrick Schulte.
Mas o empate veio em um lance completamente evitável.
Aos 20, Longstaff recuou para Jalen Neal, que encontrou Thomas Gillier sob a pressão de Chase Adams. O goleiro tentou dominar a bola, furou e viu ela seguir diretamente para o próprio gol.
1 a 1.
O jogo perdeu intensidade depois do empate e foi para o intervalo sem muitas outras oportunidades claras.
Na volta para o segundo tempo, o Columbus teve sua melhor sequência ofensiva da partida. Malte Amundsen finalizou duas vezes dentro da área e Gillier conseguiu defender ambas, antes de Mohamed Farsi pegar a sobra de voleio e mandar para fora.
O Montréal respondeu imediatamente.
Noah Streit recebeu pela esquerda, cortou para dentro e encontrou Dani Pereira livre na entrada da área. O venezuelano arriscou de longe e obrigou Schulte a fazer boa defesa.
A equipe de Eullaffroy aumentou a pressão. Prince Owusu apareceu primeiro cabeceando para fora após cruzamento de Petrasso e, pouco depois, recebeu fazendo o pivô, limpou Sean Zawadzki e bateu de fora para mais uma grande defesa de Schulte.
O goleiro do Columbus mantinha a igualdade.
Até que Noah Streit resolveu de outra maneira.
Aos 77 minutos, Brayan Vera interceptou um passe e a bola chegou rapidamente ao jovem suíço pela esquerda. Streit ganhou campo em velocidade, trouxe para dentro e, com espaço, acertou uma finalização espetacular de muito longe, no ângulo de Schulte.
Um golaço.
2 a 1 Montréal.
Pouco depois, Philippe Eullaffroy promoveu a estreia mais aguardada da noite. Alexis Sánchez entrou aos 79 minutos no lugar de Prince Owusu, enquanto Daniel Ríos também foi acionado.
O Columbus ainda teve uma última grande oportunidade nos acréscimos. Em uma sequência confusa dentro da área, a bola sobrou para Sean Zawadzki, que acertou a trave, antes de Andrés Herrera pegar nova sobra e finalizar perto do gol.
O Montréal resistiu.
Fim de jogo: Columbus Crew 1 x 2 CF Montréal.
Que reforço o Montréal pode ter encontrado.
Noah Streit fez uma atuação que mostrou exatamente o perfil que estava faltando ao ataque da equipe: um ponta de origem, agressivo no um contra um e capaz de receber aberto para atacar o defensor.
Foram três dribles tentados e três completos, além de participação constante pelo lado esquerdo.
E, claro, o lance que decidiu a partida.
Streit recebeu ainda longe do gol, carregou para dentro e encontrou espaço para uma finalização espetacular no ângulo de Patrick Schulte.
Um golaço para garantir os três pontos.
Se conseguir manter esse nível, o jovem suíço pode acrescentar uma característica completamente diferente ao ataque de Eullaffroy.
Mais um jogo.
Mais um gol.
Owusu aproveitou perfeitamente a recuperação de Synchuk para abrir o placar e continuou sendo uma ameaça durante a segunda etapa.
Além da finalização que terminou em gol, mostrou novamente sua importância no jogo de costas, protegendo bolas e servindo como referência para uma equipe que procura acelerar imediatamente depois de recuperar a posse.
No segundo tempo, ainda limpou Zawadzki e obrigou Schulte a fazer uma grande defesa.
O centroavante segue sendo uma das referências ofensivas desse Montréal.
Ainda existe espaço para participar mais.
Mas também existem muitos motivos para acreditar no potencial de Hennadii Synchuk.
A assistência para Owusu resume justamente aquilo que o ucraniano pode oferecer quando recebe liberdade para aparecer em zonas mais centrais: leitura para antecipar o passe e qualidade para encontrar imediatamente o atacante.
Em alguns momentos, ficar preso ao lado direito limita uma característica importante de seu jogo.
Quando consegue circular por dentro, Synchuk se torna muito mais perigoso.
Existe uma coincidência interessante entre dois dos times acompanhados de perto pelo Território MLS atualmente.
Philadelphia Union e CF Montréal estão começando a construir suas recuperações de maneiras bastante parecidas.
Os dois entenderam que não precisam controlar a posse para controlar uma partida.
A pressão alta é o ponto de partida.
Contra o Columbus, o Montréal teve somente 38% da bola. Ainda assim, terminou com 14 finalizações contra seis, sete chutes no alvo contra dois e 1,16 de xG contra apenas 0,30.
Não foi o Columbus que ditou o jogo durante 62% do tempo.
Muitas vezes, era o Montréal que simplesmente estava confortável sem a bola.
O primeiro gol representa perfeitamente essa ideia: pressão, interceptação de Synchuk e passe imediato para Owusu atacar uma defesa ainda desorganizada.
É um modelo agressivo e que combina com as características desse elenco.
Existe, evidentemente, um risco.
Quando o adversário consegue quebrar a primeira pressão, encontra um Montréal bastante compacto no campo ofensivo e pode atacar espaços maiores. É uma consequência natural dessa proposta e algo que Eullaffroy ainda precisará controlar.
Até aqui, porém, a evolução é evidente.
Nem tudo convence.
A montagem recente do meio-campo continua sendo um ponto de discussão.
Victor Loturi e Samuel Piette perderam espaço, apesar de terem apresentado bons momentos anteriormente, enquanto Dani Pereira e Fabian Herbers vêm recebendo oportunidades.
Contra o Columbus, Dani provavelmente fez uma de suas melhores partidas desde que chegou ao clube. Teve qualidade com a bola, inclusive obrigando Schulte a trabalhar em uma finalização de fora da área.
Ainda assim, sua participação sem a bola não oferece a mesma intensidade que outras opções do elenco podem entregar dentro de um sistema tão dependente da pressão.
Loturi entrou novamente bem e teve liberdade para circular pelo centro.
E isso levanta outra questão: por que Synchuk, um jogador com tanta capacidade para encontrar passes e atacar espaços por dentro, precisa permanecer tantas vezes preso ao lado?
O elenco oferece possibilidades.
Agora Eullaffroy precisa encontrar a combinação ideal.
Brayan Vera merece uma menção especial.
Depois de um início de temporada que gerava dúvidas, o colombiano vem crescendo e apresentando um nível cada vez mais seguro.
Ao seu lado, a disputa também está aberta.
Jalen Neal continua sendo um zagueiro interessante, mas ainda oscila. Brandan Craig, por outro lado, vem aproveitando bem os minutos que recebe e pode se transformar em uma alternativa importante aos 22 anos, principalmente pela qualidade que possui na bola parada.
A concorrência no gol também merece acompanhamento.
Thomas Gillier já mostrou anteriormente que pode ser um goleiro de alto nível para o Montréal e, mesmo depois do erro grave que originou o gol do Columbus, respondeu com boas intervenções no segundo tempo.
Mas, olhando apenas para o momento recente, Sébastian Breza ainda parece estar à frente na disputa pela titularidade.
Gillier merece oportunidades pelo nível que já apresentou.
Hoje, porém, Breza oferece maior segurança.
A estreia de Alexis Sánchez naturalmente chama atenção, mas 11 minutos são pouco para qualquer conclusão.
Sua utilização, entretanto, deixou uma pista.
Alexis entrou junto de Daniel Ríos e apareceu com liberdade para jogar próximo do atacante, enquanto o Montréal ajustava sua estrutura pelos lados.
Pode ser um caminho.
O desafio para Eullaffroy será encaixar a maior contratação do clube sem desmontar aquilo que começou a funcionar.
E esse talvez seja um problema bom de ter justamente agora.
Porque o trio Noah Streit, Prince Owusu e Hennadii Synchuk fez uma das partidas coletivamente mais interessantes do ataque do Montréal nesta temporada.
Streit finalmente oferece profundidade e drible pela esquerda.
Owusu vive grande momento como referência.
Synchuk possui talento para conectar o meio ao ataque.
Alexis obviamente terá espaço.
A questão passa a ser descobrir onde ele aumenta o nível da equipe sem tirar aquilo que esses três começaram a construir.
O mais importante é que a evolução agora também aparece na tabela.
Depois dos empates contra New England Revolution e D.C. United, o Montréal finalmente voltou a vencer e chega a três partidas consecutivas sem derrota na MLS.
E desta vez derrotou um adversário diretamente envolvido na mesma disputa.
Foi uma atuação madura, eficiente e muito coerente com o modelo que Eullaffroy está tentando implementar.
Ainda existem escolhas para questionar.
Ainda existem posições em aberto.
Ainda existe Alexis Sánchez para encaixar.
Mas existe algo que durante boa parte da temporada parecia muito mais distante:
existe um time começando a tomar forma em Montréal.
A vitória deixa a parte de baixo da Conferência Leste ainda mais embolada.
O CF Montréal chega aos 20 pontos em 20 partidas e permanece na 14ª colocação, empatado em pontos com Philadelphia Union e Columbus Crew e cada vez mais próximo dos times imediatamente acima.
O D.C. United, atualmente ocupando a última posição que leva à fase classificatória dos playoffs, possui 24 pontos.
Ou seja: depois de uma primeira metade de temporada extremamente complicada, o Montréal está a apenas quatro pontos dessa zona.
O próximo compromisso acontece já neste sábado (22), às 20h30 (horário de Brasília), quando recebe o LA Galaxy no Stade Saputo.
Será também a primeira oportunidade de ver Alexis Sánchez diante da torcida do Montréal depois de sua estreia em Columbus.
O Columbus Crew, por sua vez, permanece com 20 pontos em 20 jogos e chega ao terceiro confronto consecutivo sem vitória.
E o calendário não ajuda.
Também no sábado, às 21h30 (horário de Brasília), o Crew visita o Nashville SC no GEODIS Park, diante do atual líder da classificação geral da MLS.







































