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·26 de setembro de 2026
Competição entre Estêvão e Rayan no lado do campo tira soluções em outras funções na seleção

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Hoje, Estêvão e Rayan lutam por uma vaga entre os ttiulares na seleção brasileira como pontas pela direita. O desenho está claro pelo primeiro desenho que Carlo Ancelotti esboçou no pós-Copa, mas também pelos sinais que o italiano já havia dado antes. Mas ambos poderiam ser soluções em funções que são, hoje, um problema na seleção brasileira.
Muito se diz que o futebol brasileiro parou de formar o camisa 10. Não só o brasileiro, na verdade o 10 clássico perdeu muita influência no contexto global. Mas o campo sente falta desse perfil, pelo menos se olharmos para o cenário atual da seleção.
E Estêvão é o grande exemplo nesse sentido. Se destacou na base inicialmente como um camisa 10 cerebral, atuando no corredor central, mas foi sendo jogado para o lado do campo. Como nosso sistema de formação fez com muitas promessas ao longo dos últimos anos.
O camisa 10 Estêvão virou ponta invertido. Algo que virou tendência nas equipes (um ponta destro pela esquerda, um canhoto pela direita). Foi assim que começou no profissional com Abel Ferreira, apesar da liberdade posicional no corredor central que o WM do português o dava (deixando o corredor para o ala).
No Chelsea, Estêvão foi sempre visto como ponta. Se algum canhoto no time fosse utilizado como meia, esse seria Cole Palmer. A intenção de voltar a ser um 10 levou um balde de água fria da comissão de Xabi Alonso, mas não só. Na primeira convocação pós-Copa, Estêvão foi "jogado" para a ponta. Foi Raphinha quem buscava o jogo mais recuado no corredor central, com Endrick sendo a referência ofensiva.
Quando Rayan entrou em campo, foi na vaga de Estêvão. Pedro, do Flamengo, era o centroavante, e Raphinha jogou como um segundo atacante ou um "falso 10 (?)". Foi de Rayan, de cabeça, o gol de empate.
No seu começo no Vasco, Rayan viveu os melhores momentos por dentro, como referência, um atacante que dava a mobilidade que faltava a Vegetti. Mas a presença de área que seu porte físico também oferece.
A seleção, hoje, não tem um camisa 9 unânime - e se tem, ele não esteve na lista (João Pedro se lesionou e foi desconvocado). Não seria a vez de Rayan voltar a fazer essa função?
Uma Data Fifa com jogos contra Austrália e Índia só tem uma explicação plausível: servir para testar alternativas em um cenário propício, para dar confiança para atletas. O que falta para vermos essas variações?







































