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·30 de novembro de 2025
Conselheiro avalia cenário político do São Paulo após demissões visando 2026

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Conselheiro avalia cenário político do São Paulo após demissões visando 2026
Flávio Marques é conselheiro, declaradamente opositor e enviou este texto para leitura que compartilho no Blog do São Paulo:
“No Maracanã, encerrado: Fluminense 6 x 0 São Paulo
Não adianta argumentar que estávamos com 15 desfalques. Não adianta falar em 70 afastamentos por lesão na temporada. Não adianta falar em atrasos de direitos de imagem ou outras verbas. Não adianta reclamar que a arbitragem é sempre tendenciosa contra o nosso time.
No Maracanã, o São Paulo Futebol Clube colocou em campo onze atletas profissionais, muito bem remunerados para exercer a sua especialidade, que é jogar futebol. Outros cinco atletas entraram como substitutos durante a partida. E esses jogadores fizeram um jogo absolutamente inaceitável.
O Fluminense teve, ao longo dos noventa minutos, muita facilidade para tocar a bola e penetrar na defesa paulista. O SPFC, mesmo perdendo o jogo e precisando esfriar a partida, cometeu apenas 9 faltas o jogo todo, e foi advertido com cartão amarelo apenas uma vez, e já no final do segundo tempo.
Uma única bola, durante todo o jogo, foi chutada na direção do gol do Fluminense. O Tricolor das Laranjeiras fez seis gols, e teve pelo menos mais três grandes chances de marcar. Comentaristas na TV e outros veículos de imprensa se surpreendiam com a tranquilidade com que o time carioca construiu o resultado.
Um placar histórico, a maior diferença a favor do Fluminense na história do confronto.
Se os profissionais não estão cumprindo suas obrigações com a dedicação e qualidade esperados, e pelas quais são pagos, se os resultados estão muito abaixo do que seria desejado pelos recursos investidos, a culpa é do comandante supremo, do oficial mais graduado, do presidente do clube. E é ele que tem que ser cobrado.
Pobre São Paulo!
Flavio Marques 28/11/2025
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1. Declarações de Luiz Gustavo na saída do jogo:
Falou o jogador “Pedimos desculpas à torcida e a todos, mas uma coisa é certa: está na hora de, no São Paulo, quem tem que colocar a cara começar a colocar a assumir responsabilidades. Todo mundo tem responsabilidade. Assumir de cima para baixo, para que este clube possa realmente voltar a ser uma coisa grande no futebol.”
O veterano meio-campista reconheceu a culpa dos atletas no desastre, mas também chamou à responsabilidade os dirigentes, de cima para baixo como ele mesmo falou, para que o SPFC possa voltar a ser um exemplo no futebol brasileiro.
O jogador, que completou 38 anos de idade em julho passado, com contrato vigente até o final deste ano, já encabeçava todas as listas de possíveis dispensas, no seu caso específico pelo final de contrato sem oferta para renovação. Após esta declaração, penso que suas chances de continuar no Tricolor em 2026 estão ainda mais reduzidas.
Aguardemos.
2. Nota oficial: alterações na diretoria de futebol. Publicada em 28/11/2025 – 12:51.
Em nota sucinta, o Clube informou: “O São Paulo Futebol Clube informa que Carlos Belmonte Sobrinho, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi deixam de ter suas atribuições no departamento de futebol. O executivo Rui Costa e o coordenador Muricy Ramalho seguem no comando do futebol e planejamento para 2026”.
O uol relata que foram os diretores que pediram demissão, condição que não foi contestada, nem confirmada, pela nota oficial.
Com essas mudanças, foi extinta a camada “Institucional” da estrutura do futebol. Os profissionais passam a se reportar diretamente ao Presidente do Clube, por meio de seu “delegado” Marcio Carlomagno. Aparentemente Belmonte deixou boas relações pessoais com os atletas e comissão técnica. Casares e Carlomagno terão esse perfil?
Uma estrutura mais leve, com uma camada a menos na pirâmide hierárquica, pode ter bons efeitos na condução do elenco, porém, deixará o presidente mais exposto aos clamores de empresários de atletas. Perde-se um nível de negociação. Só o tempo dirá se a mudança terá efeito positivo, ou não.
Aguardemos.
3. Coletiva de Casares. 28/11/2025 – 16h00
Julio Casares respondeu a perguntas de repórteres por pouco menos de meia hora.
Questionado sobre sua responsabilidade, soltou pérolas como “Eu vou reiterar que erros estão coletivamente na conta do coletivo…”, ou ainda “…Acho que o erro do presidente foi delegar, como sempre deleguei, e sentir que o planejamento teve falha…”. Não houve nenhum reconhecimento de sua responsabilidade objetiva, como comandante supremo, pelos fracassos na administração nesses quase cinco anos de mandato.
Entre respostas genéricas, entretanto, houve uma informação importante: “As mudanças profundas que vão acontecer em outros campos — hoje [ontem] foi anunciada uma fase delas — vão acontecer nos vários âmbitos que nós temos no futebol”, quando perguntado sobre a estrutura da Barra Funda. Mudanças devem ocorrer em dezembro, em preparação para a temporada 2026.
Casares prometeu ainda investimentos para o ano 2026, em suas palavras “E, quando falamos em investimento, é a presença do presidente que tem, graças a Deus, a credibilidade de fazer com que isso venha a acontecer…”.
Aguardemos.
4. Sobre a sucessão. Um texto de opinião
Sobre a sucessão, eu penso que é muito cedo para fazer qualquer previsão, ou mesmo para ter nomes definidos.
Nos próximos meses muita coisa pode acontecer, inclusive nada.
A coalizão que elegeu e mantém o apoio a Casares pode ruir, mas também pode se reconstruir com arranjos e concessões de seus líderes. Precisamos esperar.
Carlos Belmonte é líder de um grupo forte, o Legião, construído a partir de intenso trabalho junto aos sócios em departamentos como o Futebol Social de Base e Musculação e Condicionamento Físico (Academia), entre outros. Belmonte passou a ter maior visibilidade quando exerceu o cargo de Diretor Geral do Clube Social.
Um ponto chave para as eleições de 2026, para o Conselho e para a presidência, é se Julio Casares manterá os diretores ligados ao grupo Legião em seus cargos. Isso pode ter um impacto grande no resultado de Conselheiros Eleitos, e até decidir a disputa presidencial.
Se houver efetivamente o rompimento de Julio Casares com o grupo de Belmonte, o maior beneficiado será o grupo capitaneado por Douglas Schwartzmann, diretor da base, e Antonio Donizette (Dedé), diretor geral do clube social, o Movimento São Paulo (MSP), que pode passar a ter ainda maior poder de influência sobre os associados.
Olten Ayres de Abreu Junior, Presidente do Conselho Deliberativo, tem como principal “capital político” uma forte influência no Conselho Consultivo, porta de entrada para os novos Conselheiros Vitalícios. Olten e seus aliados podem decidir quem permanece ou não no processo de vitaliciedade. Em termos de aspirações presidenciais, entretanto, Olten não consegue viabilizar sua candidatura se não tiver o apoio de pelo menos dois dos três maiores grupos.
A oposição, com potencial para mobilizar em torno de sessenta Conselheiros, ou até mais dependendo do resultado das eleições de novembro de 2026, poderá ter papel decisivo na eleição presidencial do ano que vem, mas deve pensar, antes de mais nada, em elaborar um plano real de gestão, com propostas objetivas, quantitativas e factíveis. A formação da frente de oposição a Casares deve ser em torno de pontos de programa, prioridades e práticas de governança, não de arranjos em torno de cargos em futura administração. Isso é o que eu penso.
Salve o Tricolor Paulista!
Flavio Marques 30/11/2025″









































