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·17 de janeiro de 2026

Conselho do São Paulo aprova impeachment, e Julio Casares é afastado da presidência

Imagem do artigo:Conselho do São Paulo aprova impeachment, e Julio Casares é afastado da presidência

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o impeachment de Julio Casares em reunião na noite desta sexta-feira (16) no Estádio do Morumbis. Foram 188 votos favoráveis ao afastamento do dirigente, 45 contrários e dois em branco. Eram necessários 171 votos pela aprovação do impeachment. Assim, o agora ex-presidente é imediatamente afastado do cargo. Em seu lugar, assume o vice-presidente do clube, Harry Massis Junior.

O afastamento de Casares da presidência, no entanto, ainda não é definitivo. Isso porque o próximo passo do rito de impeachment envolve a votação em assembleia dos sócios do clube, que deve ocorrer dentro de 30 dias, como manda o estatuto tricolor. O responsável por agendar a data dessa próxima etapa é o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres.


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O protocolo do pedido de destituição ocorreu ainda em 2025, por parte de conselheiros que apontaram irregularidades na exploração clandestina de um camarote do Morumbis. Posteriormente, um inquérito da Polícia Civil trouxe novos elementos que elevaram a pressão sobre o dirigente. Isso porque relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indicaram movimentações financeiras consideradas atípicas nas contas bancárias de Casares e nas do próprio clube. Vale destacar que, até o momento, não há ligação comprovada entre os dois fatos.

Como foi a votação do impeachment de Julio Casares no São Paulo

A reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo que aprovou o impeachment de Casares iniciou no início da noite, por volta das 18h30 (de Brasília). Por volta das 19h, houve a contagem de presentes na votação. Havia rumores de que apoiadores de Casares não marcariam presença no Morumbis para que a reunião não tivesse o quórum mínimo (75% dos conselheiros, ou seja, 191 de 254) exigido para a sua realização. No total, 235 conselheiros marcaram presença na reunião. Vale lembrar que a votação ocorreu em formato híbrido, ou seja, presencial e online, de forma secreta.

Depois da contagem, Julio Casares fez um discurso de defesa, com duração aproximadamente de 30 minutos. Presentes na reunião relatam que o dirigente usou de argumentos sentimentais na tentativa de convencer os conselheiros pela sua absolvição. Na sequência, signatários do pedido de impeachment também falaram ao Conselho, por mais meia-hora.

Por volta das 20h30, a reunião teve fim e deu início à votação, em formato totalmente online. Havia a expectativa que a votação ocorresse em cédulas depositadas em urnas, mas ficou definido pelo formato completamente digital para que não houvesse confusão entre os votantes que marcaram presença no Morumbis e os que participaram à distância.

Do lado de fora, torcedores do São Paulo protestaram durante toda a tarde e noite. Gritos e xingamentos contra Casares foram frequentes. Vale destacar, no entanto, que não houve registros de confusão.

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Votação do Conselho Deliberativo do São Paulo aconteceu no Estádio do Morumbis  – Foto: Reprodução / x.com/lttcouto

Relembre a passagem de Julio Casares na presidência do São Paulo

Julio Casares foi eleito presidente do São Paulo no final de 2020, para exercer mandato no triênio 2021-2023. O dirigente se posicionou como oposição ao então presidente do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Entretanto, Casares não era exatamente uma cara nova na política do clube. Isso porque o dirigente já tinha ocupado cargos nas gestões de Juvenal Juvêncio (diretor de marketing) e Carlos Miguel Aidar (vice-presidência geral do clube).

No primeiro ano de mandato, Casares venceu o Paulistão em cima do Palmeiras tirando o clube de uma fila de nove anos no geral, e 16 no estadual. A vitória no início da gestão deu moral para o mandatário, que se elegeu com um discurso de modernização da gestão e equalização de dívidas.

Em 2023, veio o segundo título da gestão, a até então inédita Copa do Brasil, diante do Flamengo. O bom desempenho dentro do campo levou Casares a articular uma reeleição, que não era permitida pelo estatuto do clube. Com amplo apoio no Conselho Deliberativo, o agora ex-presidente passou a medida com tranquilidade e foi reeleito sem adversário na eleição de 2023.

Os anos seguintes, no entanto, foram marcados por mau desempenho nos campeonatos. Além disso, a dívida do clube chegou a quase R$ 1 bilhão, em oposição à promessa de responsabilidade financeira feita na primeira eleição. Por fim, desde o final de 2025 escândalos atingiram a gestão.

Além da possível exploração irregular de camarotes do Morumbis, que levaram à abertura do processo de impeachment, uma investigação da Polícia Civil que apura corrupção no clube jogou ainda mais pressão sobre o dirigente. Com a aprovação no Conselho Deliberativo, Julio Casares se tornou o primeiro presidente da história do São Paulo a sofrer impeachment.

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