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·14 de fevereiro de 2026

Conselho revoga suspensão e retoma apurações sobre uso de cartão corporativo no Corinthians

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  1. Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

A Presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians revogou o despacho que determinava a suspensão temporária dos procedimentos internos voltados à apuração de fatos relacionados ao uso de cartão corporativo por ex-presidentes do clube. A decisão, assinada por Romeu Tuma Júnior e datada desta sexta-feira (13), restabelece o andamento regular dos processos em trâmite na Comissão de Justiça e na Comissão de Ética e Disciplina do CD.

A suspensão havia sido decretada na última segunda-feira (9), em caráter preventivo. À época, o presidente do Conselho alegou incertezas institucionais diante de informações sobre eventuais medidas cautelares impostas aos ex-dirigentes no âmbito de procedimento criminal. Segundo o despacho, o conteúdo integral e os limites operacionais dessas restrições não eram formalmente conhecidos pelo CD, apesar de solicitações encaminhadas à diretoria do Timão.


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Foto: Reprodução/Corinthians

No novo despacho, Tuma esclarece que a suspensão “não representou juízo de mérito, tampouco paralisação definitiva ou abdicação de competências”, caracterizando-a como providência cautelosa adotada para evitar alegações de descumprimento de determinações judiciais.

A decisão destaca que tramita no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) um inquérito civil destinado a apurar a necessidade de eventual intervenção judicial no clube. O presidente do CD requereu acesso formal aos autos, pedido que foi deferido pelo promotor de Justiça responsável. Embora o acesso tenha se limitado ao âmbito cível e não substitua a ciência direta dos autos criminais, igualmente solicitada à magistrada competente por intermédio da Diretoria Jurídica do clube, o despacho ressalta que a medida possibilitou “melhor compreensão do contexto fático-jurídico e das dimensões institucionais envolvidas”.

Com base nos elementos obtidos, Tuma afirma que foram reduzidas as incertezas que justificaram a suspensão dos procedimentos internos. O despacho cita, como exemplo, que a denúncia contra o ex-presidente Duílio Monteiro Alves “sequer foi recebida, tampouco medidas cautelares foram impostas”. Em relação ao ex-presidente Augusto Melo, o texto registra que “sequer há denúncia oferecida” no que diz respeito ao suposto uso de cartões de crédito do clube. Diante disso, o presidente do CD entendeu superadas as razões que motivaram a suspensão.

Com a revogação, foi determinada a retomada imediata da tramitação dos procedimentos contra os ex-presidentes do Corinthians, observando-se:a) o estrito cumprimento das normas estatutárias e regimentais;b) a formalização adequada dos atos instrutórios;c) a adoção das cautelas necessárias à preservação da regularidade institucional.

O documento também restabelece prazos anteriormente fixados e determina que a diretoria presidida por Osmar Stabile preste, no prazo de cinco dias úteis a contar do recebimento do despacho, todas as informações e documentos requisitados em despachos datados de 27 de janeiro e 6 de fevereiro de 2026. Para evitar controvérsias na contagem, foi fixado como termo final o dia 23 de fevereiro de 2026. Eventual descumprimento deverá ser certificado pela secretaria do Conselho Deliberativo, para adoção das providências regimentais cabíveis.

Em razão da natureza sensível dos fatos e da existência de procedimentos externos em curso, Tuma determinou que os autos e informações permaneçam restritos aos membros das comissões competentes e às pessoas formalmente autorizadas. Solicitações externas deverão observar os canais institucionais próprios, ficando vedadas manifestações individuais não autorizadas em nome das comissões ou do CD.

O despacho ressalva ainda que, caso sobrevenha resposta ou ordem contrária da juíza titular das ações penais às quais há consultas pendentes, a decisão poderá ser revista. Por fim, foi determinado o envio de ofícios aos presidentes da Comissão de Justiça e da Comissão de Ética e Disciplina para ciência e cumprimento imediato, bem como à diretoria para atendimento das requisições. As defesas dos ex-presidentes deverão ser comunicadas por e-mail, com confirmação de entrega e recebimento.

Divergência com o Ministério Público

Ao longo da semana, Romeu Tuma Júnior protagonizou um embate público com o promotor responsável pelas apurações criminais relacionadas a ex-presidentes do Corinthians. O membro do MP-SP contestou a avaliação de Tuma segundo a qual as medidas cautelares atribuídas a Andrés Sanchez poderiam expor o clube ao risco de violar determinações judiciais caso fossem mantidas as investigações internas.

Houve troca de comunicações formais entre as partes, com registros de críticas e sustentações jurídicas de ambos os lados. Como desdobramento, a Promotoria informou, nesta sexta-feira, o promotor responsável pela intervenção judicial sobre uma possível irregularidade administrativa relacionada à suspensão dos procedimentos no âmbito do Conselho Deliberativo do clube.

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