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·25 de setembro de 2026
Corinthians aplica renovação e tenta afastar crise a fim de manter a hegemonia no futebol feminino

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Mesmo em meio a uma das maiores crises políticas e econômicas de sua história, o Corinthians Feminino chegou em mais uma final de Brasileirão da categoria, a fim de manter sua hegemonia no Brasil. E tudo isso sob o pretexto de uma renovação, com jovens atletas assumindo o protagonismo, e com reafirmação no comando técnico.
Há poucos meses, a informação era de que a treinadora Emily não era unanimidade dentro do elenco alvinegro, enquanto as pendências ecoômicas e políticas afetavam as jogadoras. Mas as Brabas deram a volta por cima, fazem mais um grande ano em 2026 e enfrentarão o São Paulo em busca do heptacampeonato consecutivo.
O Corinthians é absoluto no cenário brasileiro de futebol feminino desde 2020, quando conqusitou seu segundo título nacional. Desde então, as Brabas venceram todas as edições e dispararam na liderança, com sete taças totais, enquanto a Ferroviária, segunda maior vencedora, soma dois.
Não bastasse isso, o cenário da América do Sul também é de ampla dominância preta e branca. Até 2020, o São José era o maior vencedor com três taças, enqunato o Timão tinha duas. Hoje, a equipe paulistana detém seis títulos, vencendo a competição nas últimas três oportunidades.
Resumidamente, o Corinthians tinha um "Esquadrão Imortal". Com Arthur Elias no comando técnico, o elenco do começo da década tinha Vic Albuquerque, Gabi Zanotti, Millene Fernandes e Jheniffer como principais destaques. As duas primeiras são as únicas que seguem na equipe, mas passaram o bastão de protagonista às mais jovens.
Jhonson, Jaqueline Ribeiro e Belén Aquino, entre outras, formam a nova geração de destaques, enquanto promessas, ou já realidades, como Gi Fernandes, Gisela Robledo e Rafa Rocha mostram que essa hegemonia deve se perpetuar ainda mais. Um trabalho de presente e futuro.
Tudo isso sob o comando de Emily Lima, que propõe um jogo baseado em equilíbrio, verticalidade e exigência máxima de intensidade física, e que sofreu certa pressão, mas hoje colhe os resultados. Em 33 jogos, são 22 vitórias, quatro empates e sete derrotas, mas ainda nenhum título.
Em meados de agosto, algumas notícias apontaram que a comandante havia "perdido o vestiário", desagradando as atletas por uma coletânea de fatores. A impressão que fica hoje, porém, é que isso são problemas do passado, e que a decisão contra o São Paulo, a 31ª na história da equipe, pode reafirmar a consistência do trabalho.
Quem olha o desempenho dentro das quatro linhas e não busca notícias, não imagina que os bastidores do clube alvinegro estão um caos. A situação financeira parece ter chegado ao limite, com as dívidas da agremiação se aproximando do valor de R$ 3 bilhões.
Politicamente, as coisas também não vão nada bem no Parque São Jorge. Omar Stábile, presidente do clube, empilha promessas não cumpridas ao elenco, como o pagamento dos valores atrasados à equipe feminina, e foi denunciado há pouco tempo pelo Ministério Público por apropriação indébita.
E é claro que todo esse caos afeta as jogadoras dentro das quatro linhas. Os recorrentes atrasos fizeram o elenco cogitar uma paralisação e fazer fortes protestos, mas uma greve de fato não aconteceu. Os salários estão em dia, mas as premiações referentes à conquistas antigas ainda não foram pagas ao elenco.
A insatisfação das atletas chegou ao ápice no mês de agosto, quando as jogadoras foram ao CT Joaquim Grava para cobrar o presidente dos atrasos. Algumas pendências foram regularizadas no último dia 15, mas as Brabas ainda não receberam os valores referentes ao título da Libertadores de 2025 e aos vice-campeonatos da Copa dos Campeões e da Supercopa do Brasil, ambos deste ano.
"A alegria de jogar, de fazer o que a gente ama, acho que é isso que nos motivou durante esse período, em que tivemos essa dificuldade, para agora poder estar melhor. Ainda falta a questão das premiações, mas de salário está tudo ok. Então é aproveitar, é um momento decisivo para a gente nesse ano", disse a volante Duda Sampaio na zona mista após a vitória contra o Bahia por 1 a 0, projetando a decisão.
Em busca da glória desportiva, com o heptacampeonato consecutivo, o oitavo título brasileiro e a sequência da superioridade sobre o São Paulo no clássico, as Brabas tentam deixar a crise de lado para coroar mais um grande ano, o que é costume na história da equipe.







































