Jogada10
·24 de abril de 2026
Corinthians já pagou mais de R$ 224 milhões à dívida da Arena

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·24 de abril de 2026

O Corinthians direcionou R$ 224,4 milhões em 2025 para o pagamento do financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal. O valor corresponde às parcelas de juros e amortização previstas no contrato.
Além disso, o clube contou com o apoio da torcida. A campanha organizada pela Gaviões da Fiel arrecadou R$ 40,9 milhões, contribuindo diretamente para a redução da dívida. Somando ainda custos operacionais ligados à gestão financeira, as movimentações totais relacionadas ao débito chegaram a R$ 266,3 milhões no período.
Os números fazem parte do balanço da gestão de Osmar Stabile, aprovado com ressalvas pelo Conselho de Orientação e que ainda será votado pelo Conselho Deliberativo.
Mesmo com os pagamentos, a dívida com a Caixa ainda era de R$ 642 milhões ao fim de 2025. Esse valor está inserido no passivo total do clube, que alcança R$ 2,723 bilhões.

Corinthians já pagou boa quantia para quitar dívida da arena – Foto: Divulgação/agencia Corinthians
Aliás, para garantir o cumprimento do acordo, o Corinthians comprometeu diversas fontes de receita. Entre elas estão 100% dos naming rights do estádio, mais da metade da bilheteria, parte das premiações esportivas e porcentagens em negociações de jogadores. Em caso de inadimplência, receitas de direitos de transmissão também podem ser utilizadas.
Além disso, o contrato, renegociado em 2022, prevê quitação até dezembro de 2041, com juros de 2% ao ano acrescidos da variação do CDI e parcelas progressivas ao longo do tempo.
Apesar do peso da dívida, a diretoria destaca a capacidade de geração de receita da Arena. Em 2025, o estádio arrecadou R$ 115 milhões em bilheteria e R$ 217 milhões no total, com média de público superior a 41 mil torcedores por jogo, crescimento relevante em relação ao ano anterior.
“A operação da Neo Química Arena apresenta resultado operacional superavitário desde o início de suas atividades, conforme controles gerenciais do Clube. Com a estrutura de receitas atual, sustentada pelo incremento das áreas de negócio (camarotes, eventos, cadeiras exclusivas), pelo aumento do público médio e das receitas de bilheteria, as condições para cumprimento do fluxo de pagamento do financiamento se mostram adequadas à capacidade de geração de receitas do ativo”, informou o clube no balanço.
Ainda assim, a atual administração reconhece desafios na gestão do passivo. Um dos pontos de atenção é a ausência de demonstrações financeiras recentes do fundo responsável pela dívida, situação atribuída à troca de administradoras após intervenção do Banco Central. Em abril, o clube anunciou a entrada de novas gestoras para organizar a estrutura financeira
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