Central do Timão
·05 de fevereiro de 2026
Corinthians renegocia dívida tributária de R$ 1,2 bilhão em acordo com a PGFN

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·05 de fevereiro de 2026

O Corinthians concluiu um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar débitos federais acumulados ao longo de quase duas décadas. A dívida, originalmente estimada em cerca de R$ 1,2 bilhão, foi renegociada para aproximadamente R$ 679 milhões, após a concessão de desconto de 46,6% sobre juros, multas e encargos legais. A informação, inicialmente divulgada pelo SBT News, foi confirmada pela Fazenda Nacional em nota oficial.
O montante engloba tributos não previdenciários, contribuições previdenciárias e débitos relacionados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), todos de competência federal. A negociação não abrange tributos municipais, cuja dívida foi renegociada pelo clube em acordo específico concluído em 2024.

Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians
Pelo acordo, os débitos não previdenciários serão quitados em até 120 parcelas mensais, enquanto as obrigações previdenciárias terão prazo de 60 meses. Já os créditos vinculados à contribuição social prevista na Lei Complementar nº 110/2001 serão pagos à vista, com desconto de 70%. No caso do FGTS, o Corinthians aderiu à modalidade oferecida pela Caixa Econômica Federal, que prevê abatimento superior a 30% e parcelamento em até 60 vezes.
Como contrapartida ao parcelamento e aos benefícios concedidos, o clube apresentou garantias que só poderão ser acionadas em caso de descumprimento do acordo. Entre elas estão valores oriundos da Timemania, programa federal de loteria vinculado ao financiamento do esporte, e o Parque São Jorge, sede social do Corinthians, avaliado em cerca de R$ 602 milhões.
A transação também impõe ao clube a obrigação de manter plena regularidade fiscal a partir de agora, condição que será acompanhada pela PGFN ao longo de toda a vigência do acordo. O cumprimento dessa exigência ganha peso adicional diante das novas regras de fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que passaram a incluir a inadimplência tributária como fator de punição esportiva. O descumprimento pode resultar em sanções progressivas, como restrições para registro de atletas, perda de pontos e até rebaixamento de divisão.
A conclusão da negociação não foi uma surpresa nos bastidores do Parque São Jorge. A estratégia de equalização do passivo federal já havia sido apresentada anteriormente no contexto da discussão orçamentária do clube, no final do último exercício. Conforme os dados expostos à época, mesmo após a transação com a União, o endividamento global do Corinthians deve permanecer estimado na casa de R$ 2,6 bilhões, considerando obrigações fiscais, financeiras e operacionais.
Com a formalização do acordo, o Corinthians afasta, ao menos no curto e médio prazo, riscos institucionais e esportivos decorrentes da inadimplência fiscal e passa a operar sob um cronograma definido para a amortização de seu passivo junto à União.
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