RTI Esporte
·10 de setembro de 2026
De Kevin Viveros a James Rodríguez: os colombianos que deram certo — ou não

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·10 de setembro de 2026

O futebol brasileiro virou, nos últimos anos, uma espécie de segunda casa para jogadores colombianos. Alguns chegam em busca de espaço, outros procuram um mercado capaz de projetar novamente seus nomes, e há ainda aqueles que encontram por aqui o ambiente perfeito para dar o salto na carreira.
Em 2026, o movimento ganhou ainda mais força, com colombianos assumindo protagonismo em diferentes clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Mais do que uma nova geração, o que existe é uma história de encontros. Alguns deram muito certo. Outros ficaram bem longe das expectativas.
Se existe um nome que simboliza o sucesso colombiano no Brasil em 2026, ele é Kevin Viveros. O atacante do Athletico se transformou no principal goleador do Brasileirão e chegou a 17 gols após 25 rodadas.
Mais do que uma boa fase, o colombiano se tornou peça central na campanha do Furacão, participando de mais da metade dos gols do clube na competição. Kevin Viveros já soma 28 gols pelo Athletico e igualou o equatoriano Guerrón como terceiro maior artilheiro estrangeiro da história do clube.
O desempenho levou o Athletico a recusar propostas superiores a € 18 milhões e buscar a renovação do atacante. No clube, Stiven Mendoza também ganhou espaço: aos 34 anos, soma cinco gols no Brasileirão.
No Palmeiras, Jhon Arias representa outro caso de adaptação bem-sucedida. Depois de uma passagem pelo futebol inglês, o colombiano voltou ao Brasil e rapidamente se tornou uma das peças importantes do time de Abel Ferreira.
Em 2026, Arias soma oito gols e seis assistências em todas as competições, enquanto no Brasileirão são três gols e quatro assistências. É um jogador que acrescenta velocidade, capacidade de criação e presença ofensiva.
No Internacional, Johan Carbonero também construiu uma trajetória interessante. Contratado em definitivo após o clube exercer a opção de compra junto ao Racing, o atacante renovou até 2029 e segue como uma das principais armas ofensivas do Colorado.
Andrés Gómez também ganhou espaço no Vasco e se tornou uma das referências ofensivas da equipe. Em 2026, marcou gols importantes, incluindo nas duas partidas das quartas de final da Copa do Brasil contra o Vitória, ajudando o clube a chegar à semifinal.
O Brasil também guarda histórias bem diferentes. Miguel Monsalve é um dos exemplos mais recentes. O meia chegou ao Grêmio cercado de expectativa, mas não conseguiu se firmar. Em 2026, disputou apenas 13 partidas, marcou um gol e não deu assistências.
Em agosto, acabou afastado do grupo principal e passou a treinar no CT das categorias de base, enquanto o clube busca uma negociação. Emerson Rodríguez, por exemplo, viveu situação semelhante no Vasco.
Chegou como uma aposta para o setor ofensivo, mas não conseguiu transformar potencial em regularidade e acabou deixando o clube sem atingir o impacto esperado. E há histórias mais antigas que continuam sendo lembradas.
Orlando Berrío chegou ao Flamengo depois de ser campeão da Copa Libertadores da América pelo Atlético Nacional, mas sofreu com lesões e dificuldades para se tornar protagonista. Foram 46 jogos e seis gols pelo clube.
Marlos Moreno, outro destaque daquele Atlético Nacional campeão continental em 2016, também passou pelo Flamengo sem conseguir confirmar o enorme potencial que carregava. O atacante chegou ao Rio emprestado pelo Manchester City, mas nunca conseguiu se firmar.
James Rodríguez, outra estrela que brilhou no Porto, Real Madrid e Bayern Munique, teve a sua oportunidade de um fazer no São Paulo. O camisa 10 não foi, também ele, bem sucedido no time paulista é mais um caso de insucesso: dois gols e quatro assistências em apenas 22 desafios disputados.
É justamente esse contraste que torna a relação entre colombianos e futebol brasileiro tão interessante. O mercado oferece visibilidade, competitividade e, em alguns casos, uma ponte direta para a seleção colombiana.
Em 2026, John Arias, Kevin Viveros, Johan Carbonero e Andrés Gómez mostram a força dos colombianos no Brasil. Mas o sucesso não é garantido: enquanto alguns transformaram o país em vitrine, outros não encontraram espaço para vingar.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal







































