Portal dos Dragões
·25 de setembro de 2026
Deco recorda clássico nas Antas: “FC Porto foi um amor à primeira vista”

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Deco recuou ao tempo em que representava o Salgueiros para recordar o momento em que decidiu que queria jogar no FC Porto. O antigo médio evocou o impacto do ambiente no Estádio das Antas, os golos de Mário Jardel e o caminho que acabaria por levá-lo aos dragões. Tudo começou, garantiu, como “um amor à primeira vista”.
Antes de se tornar uma das figuras da equipa portista, Deco foi conquistado a partir da bancada. A emoção de um clássico que crê ter sido diante do Benfica despertou-lhe uma ambição imediata, mais tarde concretizada dentro das quatro linhas.
Ao recordar esse primeiro contacto com o universo azul e branco, o antigo jogador destacou a intensidade vinda das bancadas e o protagonismo de Jardel. Foi nesse cenário que verbalizou, sem rodeios, o desejo de um dia vestir a camisola do FC Porto.
“Vejo um jogo do FC Porto, creio que foi contra o Benfica, o Jardel marca golos, foi no antigo estádio das Antas, um jogo com muita emoção, com adeptos a vibrarem e então eu disse: ‘Quero jogar aqui’.”, contou. “E foi isso. Foi um amor à primeira vista”
O primeiro capítulo dessa aproximação surgiu ainda com a camisola do Salgueiros, quando Deco defrontou a equipa que o tinha impressionado nas Antas.
“Depois joguei pelo Salgueiros contra o FC Porto, foi a minha experiência pessoal contra eles, e depois aconteceu”, recordou Deco, que acabaria por chegar aos dragões e tornar-se uma das figuras da equipa.
A memória traça uma linha direta entre o fascínio inicial e a concretização do desejo. Primeiro como espectador, depois como adversário e, finalmente, como jogador do FC Porto, Deco viu aquela impressão transformar-se num percurso marcante.
A relação com o clube atravessou, porém, um momento de incerteza após a conquista da Taça UEFA, em 2003. O Barcelona, que Deco assumia como um sonho, mostrou interesse na sua contratação, levando o médio a considerar que chegara a altura de partir.
“Nos primeiros anos não correram bem, mas depois ganhámos a Taça UEFA e o Barcelona, que era o meu sonho, eu achei que tinha que ir”, explicou.
A saída não se concretizou nessa altura. Pinto da Costa, então presidente do FC Porto, colocou a decisão nas mãos de José Mourinho, mas as conversas deixaram Deco num impasse.
“O presidente dizia que, se o Mourinho deixasse, eu podia ir, e eu ia falar com o Mourinho, e ele dizia a mesma coisa, que se o presidente deixasse, eu podia ir.”
Entre respostas cruzadas, o médio permaneceu no FC Porto. O sonho de representar o Barcelona ficou adiado, enquanto a ligação aos dragões se prolongava por mais uma temporada.
A permanência foi acompanhada por uma promessa de Pinto da Costa: Deco poderia sair no ano seguinte. O arranque dessa época não foi o mais positivo para o jogador, mas o desfecho trouxe a conquista da Liga dos Campeões e renovou o interesse do Barcelona.
“No ano seguinte eu comecei mal, mas depois comecei a jogar bem, ganhámos a Champions. O Barcelona voltou, eu achava que era impossível, mas o Pinto da Costa foi correto, disse que fazia e fez mesmo o que tinha prometido.”
Em 2004, depois de conquistar a Liga dos Campeões com o FC Porto, Deco concretizou finalmente o sonho de representar o Barcelona. A despedida confirmou também o cumprimento da palavra dada, encerrando um percurso que começara com uma declaração espontânea nas bancadas das Antas: queria jogar ali.







































