Jornal do Fla
·25 de maio de 2026
‘Deus da Raça’ do Flamengo, Rondinelli visita biblioteca comunitária no Rio

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·25 de maio de 2026

Rondinelli, ídolo do Flamengo, reservou um tempo para conhecer de perto um projeto social que promove o acesso gratuito à leitura no Rio de Janeiro. O “Deus da Raça” rubro-negro visitou a nova sede da Biblioteca A Casa Amarela, instalada na estação de metrô da Cinelândia, no Centro da cidade.
A organização atua desde 2022 como um centro de cuidados e leitura. A recém-inaugurada sede no MetrôRio tem como foco principal o incentivo aos livros em substituição ao uso frequente de celulares e telas pelos jovens.
Durante a visita na Cinelândia, o ex-zagueiro foi recebido por Pedro do Livro, fundador do projeto, que realizou o seu cadastro oficial no sistema. Rondinelli elogiou a iniciativa e aproveitou para escolher uma obra para ler em casa.
“Fiquei muito feliz pela oportunidade de participar desse encontro e compartilhar um pouco das experiências e ensinamentos que a vida me proporcionou. Agradeço à Biblioteca A Casa Amarela, que tornou essa ação especial e enriquecedora, além de ter sido um momento de valorização das boas histórias que unem as pessoas”, disse, antes de completar:
“Acho importante trocar o celular pelos livros no cotidiano e principalmente nas viagens de metrô. Peguem livros aqui nesta biblioteca e leiam. Leiam muito”, declarou Rondinelli.
A iniciativa estende a sua atuação para além das páginas, mantendo também frentes de trabalho com cozinhas comunitárias e a oferta de cursos de capacitação. Para a coordenação do espaço, o impacto da visita do ídolo do futebol ajuda a impulsionar o engajamento dos passageiros que circulam pela estação.
“Nossa biblioteca nasceu para estender a mão. Temos uma atuação com cozinhas comunitárias, cursos e, claro, muitos livros. Ver o Rondinelli aqui significa um incentivo para todo flamenguista trocar o celular por um momento de leitura”, finalizou Pedro do Livro.
Rondinelli eternizou seu nome no Flamengo ao marcar o gol do título carioca de 1978 sobre o Vasco. Aos 42 minutos do segundo tempo, o ex-zagueiro aproveitou cobrança de escanteio de Zico para cabecear para as redes. O lance encerrou um longo jejum contra o rival e é considerado o marco inicial do período mais vitorioso da história do clube.
O defensor chegou à base rubro-negra em 1968 e subiu para o profissional em 1974. Mesmo com 1,76m de altura, estatura considerada baixa para a posição, ele compensava a limitação física com desarmos firmes e muita entrega. Essa postura aguerrida e a coragem nas divididas renderam ao atleta o icônico apelido de “Deus da Raça”.
O camisa 3 defendeu o Flamengo até 1981, quando acabou negociado com o Corinthians. Uma grave lesão no maxilar na final do Brasileiro de 1980 já havia abreviado sua reta final no clube. Apesar de não ter disputado a Libertadores e o Mundial por conta da transferência, a diretoria reconheceu sua importância e enviou as faixas de campeão ao ídolo.
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