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·14 de setembro de 2026

Difícil que fique no São Paulo afirma Diretor sobre meia

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O futuro de Cauly voltou a ganhar um ponto de interrogação no São Paulo. O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, adotou um tom pessimista ao falar sobre a possibilidade de o Tricolor Paulista atingir a meta estabelecida no contrato de empréstimo e ser obrigado a comprar parte dos direitos econômicos do meia.

Segundo o dirigente, a tendência neste momento é que Cauly retorne ao Bahia em 2027, caso não consiga cumprir a meta prevista no acordo.

“Acho que vai ser difícil ele bater a meta, mesmo ainda sendo possível matematicamente”, afirmou Cadu Santoro.

A declaração coloca pressão sobre o futuro do jogador, que teve poucas oportunidades nos últimos meses com Dorival Júnior.

Cauly precisa atingir meta para São Paulo ser obrigado a comprar

O acordo firmado entre São Paulo e Bahia prevê que o Tricolor Paulista tenha a obrigação de comprar 50% dos direitos econômicos de Cauly por 2 milhões de euros, cerca de R$ 12 milhões, caso o meia dispute mais de 45 minutos em 20 partidas pelo clube.

Até agora, a meta está longe de ser alcançada.

Cauly já disputou 24 jogos pelo São Paulo, mas apenas 15 deles tiveram participação superior a 45 minutos. Além disso, o meia entrou em campo somente quatro vezes nos últimos quatro meses.

A última oportunidade aconteceu justamente no clássico contra o Palmeiras, quando Cauly foi titular na derrota por 2 a 0.

Bahia já admite retorno de Cauly em 2027

Cadu Santoro explicou que o Bahia acompanha a situação de todos os jogadores emprestados e que Cauly também está sendo monitorado pelo departamento de futebol.

Caso o jogador não atinja a meta contratual, o cenário mais provável será seu retorno à Cidade Tricolor.

“Se ele não bater a meta, se reapresenta aqui na próxima temporada e aí vamos debater o que vai acontecer com ele”, explicou o dirigente.

A situação, entretanto, ainda não está completamente definida.

O Bahia também admite analisar eventuais propostas pelo jogador caso apareça algum interessado disposto a negociar sua contratação.

São Paulo pode perder Cauly sem cumprir a obrigação de compra

O cenário atual representa uma mudança importante em relação ao momento em que Cauly chegou ao São Paulo.

O clube paulista pagou 500 mil euros pelo empréstimo, aproximadamente R$ 3 milhões, e estabeleceu uma condição para transformar o negócio em uma compra definitiva.

O problema é que a pouca utilização do meia nos últimos meses diminuiu consideravelmente as chances de o Tricolor atingir a marca estabelecida.

A tendência apontada pelo Bahia é clara: se Cauly não atingir a meta e nenhuma proposta de compra aparecer, o jogador volta para Salvador.

Rogério Ceni ainda não definiu o futuro do meia

Outro ponto revelado por Cadu Santoro é que o Bahia ainda não conversou com Rogério Ceni sobre o futuro de Cauly.

O treinador já havia demonstrado insatisfação quando o meia foi emprestado ao São Paulo e chegou a reclamar publicamente da saída do jogador.

Agora, porém, uma eventual permanência de Cauly no Bahia dependerá também das decisões que serão tomadas internamente pelo clube.

“Ainda é cedo, ainda não tive conversas com Rogério sobre isso”, afirmou Cadu.

O dirigente deixou aberta a possibilidade de um novo negócio caso surja uma proposta.

Dorival ainda pode mudar cenário no São Paulo

Apesar do pessimismo do Bahia, a situação ainda não está matematicamente encerrada.

Cauly tem contrato com o São Paulo durante o período do empréstimo e ainda pode receber novas oportunidades com Dorival Júnior. Para atingir a meta, porém, precisaria voltar a ter uma sequência significativa de partidas com pelo menos 45 minutos em campo.

Esse é justamente o grande obstáculo.

Depois de quatro meses com pouquíssimos minutos, o meia voltou a ser titular contra o Palmeiras, mas a derrota por 2 a 0 não ajudou a mudar seu cenário imediatamente.

O São Paulo ainda pode ficar com Cauly, mas hoje o Bahia não parece acreditar que isso acontecerá pelo cumprimento automático da meta.

O futuro do meia dependerá dos próximos meses, da utilização por Dorival e, principalmente, de uma eventual mudança no panorama contratual.

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