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·21 de setembro de 2026

Diniz responde sobre momento institucional do Corinthians, conversa com organizadas e suposto comportamento ‘menos enérgico’ na beira do campo

Imagem do artigo:Diniz responde sobre momento institucional do Corinthians, conversa com organizadas e suposto comportamento ‘menos enérgico’ na beira do campo
  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Na tarde do último domingo (20), o Corinthians recebeu o Fluminense, na Neo Química Arena, em duelo válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, e acabou sendo derrotado por 3 x 1. O único gol corinthiano foi marcado pelo zagueiro Gustavo Henrique, aos 10 minutos da segunda etapa. Com o resultado, o Timão chegou à sua sexta derrota seguida no torneio, permanecendo na 14ª posição do Campeonato Brasileiro com 32 pontos somados, sendo oito vitórias, oito empates e 12 derrotas – 29 gols marcados e 32 sofridos, mas vendo sua distância para o Z4 cair de quatro para três pontos.

Alguns minutos depois do apito final, Fernando Diniz, técnico do Corinthians, conversou com a imprensa em entrevista coletiva e comentou sobre o porquê a torcida deve acreditar que o Timão retornará da Data Fifa com um desempenho melhor. Além disso, foi questionado sobre o suposto comportamento ‘menos enérgico’ na beira do campo, analisou o momento institucional negativo do clube e falou sobre a reunião com as principais torcidas organizadas do Alvinegro na última sexta-feira (18). Por fim, também citou o comportamento anímico do time nas últimas partidas.


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Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Confira abaixo a outra parte das respostas do treinador na entrevista coletiva:

Comportamento anímico do Corinthians contra o Fluminense

“Eu não acho que aconteceu isso animicamente hoje, mas o time respondeu muito bem, animicamente, pelo período que está vivendo. A gente fez um bom primeiro tempo, a gente saiu perdendo, a gente empatou, podia ter virado. Então, naquele momento que saiu o segundo gol, não foi que o time estava mal, o time tem respondido bem, animicamente. A gente jogou com um jogador a menos contra o Rosário, fez o gol, saiu perdendo na Argentina, empatou contra os Estudiantes. Então, isso não é uma coisa exatamente preocupante, o fato de hoje ter tomado o segundo gol e, naquele momento, ter dado uma ducha de água fria no time. O time não tem respondido mal, animicamente, de um jogo para o outro, na minha opinião.”

Momento institucional ruim + Comportamento ‘menos enérgico’ na beira do campo em comparação a outros trabalhos em diferentes clubes?

“É um ambiente de dificuldade da instituição, de anos, que, nesse momento, o presidente tem uma ideia clara de ajudar o clube, de pagar, de não aumentar a dívida do clube. Então, a gente tem transfer ban, atraso de salário, problema de campo. Isso que os jogadores ponderaram com eles. Ninguém está deixando de trabalhar, de correr, e não tem resquício nenhum disso no ambiente de trabalho de coisas negativas, os jogadores estão cada vez mais fortes. E a conversa foi uma conversa extremamente legítima, e todos entenderam, e o time agora tem que procurar fazer de tudo para voltar a ganhar o quanto antes. É isso o que a gente precisa fazer.”

“Eu não tenho como chegar aqui e piorar ainda mais o ambiente interno. Eu estou triste… triste é pouco para o que eu estou aqui. Todo mundo sabe da vontade que eu tinha de trabalhar aqui e do meu desejo que isso dê certo. Eu tenho uma tristeza muito profunda e uma revolta muito grande junto com isso. Sem entender o porquê, literalmente, todas as nuances de a gente ter sete derrotas consecutivas. Para mim é uma coisa que pesa muito. Então eu tenho a tristeza, agora eu não posso chegar aqui e piorar o ambiente para que a gente saia dessa situação. Eu estou frustrado, revoltado e triste. Todas essas coisas de maneira muito grande, talvez muito mais do que você possa imaginar, muito grande mesmo. Não é um incômodo, é uma tristeza e uma revolta e uma falta de conseguir entender, de maneira plena, o que está acontecendo. Mas trabalhando muito para que as coisas melhorem.”

Criatividade do Corinthians nas partidas

“Em relação à criatividade, eu acho que o segundo tempo teve todas as características dos meus melhores trabalhos. No sentido de criar alguma coisa nova e ser um time que tenha possibilidade de atacar de todos os jeitos. A gente atacou do lado esquerdo, lado direito, chute fora da área, escanteio, tabela por dentro. Então eu acho que hoje foi uma amostra disso. No começo, quando eu cheguei aqui, a gente teve muito resultado de uma maneira, respeitando muito o que os jogadores estavam fazendo, de uma maneira conservadora e a gente foi levando. Isso eu não ia ficar mexendo, não vou fazer o time mudar da noite para o dia porque eu tenho que fazer mudar. Era uma coisa que estava dando certo, eu fui respeitando e mudando aos poucos as coisas. Mas a gente fez boas partidas naquele período, mesmo antes da Copa, como eu cito o Peñarol, o último jogo contra o Grêmio, que tinha elementos daqueles que você pode colocar e identificar em trabalhos que eu fiz ao longo da minha carreira.”

“Depois da parada da Copa, tem outros tipos de problemas que interferem. A questão tática não é a principal coisa do futebol. Tem coisas muito mais importantes que a questão tática: a anímica, o comportamental, o ambiente, todas essas coisas fundamentam muito mais aquilo que vai acontecer no jogo do que a questão tática.”

Motivos que a torcida do Corinthians pode acreditar de que o time saíra desta situação na temporada

“Porque eu acho que tem convicção no trabalho. Eu acho que nesses jogos que a gente teve, teve jogos claramente que não era para perder, mas isso não é o principal. Pedir para acreditar é difícil pelo momento que está vivendo. A gente quer que o torcedor acredite como a gente acredita. Internamente, a gente tem uma convicção muito forte de que isso vai dar certo, e dessa convicção a gente tem que convencer o torcedor. Não adianta falar para acreditar agora, um torcedor que tem sete derrotas consecutivas dentro da sua casa, que sempre foi um lugar forte para a gente conquistar os pontos que o Corinthians sempre conquistou.”

Demora para substituir no segundo tempo?

“Eu mexo no time quando eu acho que o time vai melhorar. Eu não vou mexer no time porque está cedo ou porque está tarde. O time estava jogando bem, estava muito perto de fazer o gol, não tinha necessidade de mexer. Eu estava percebendo que o Memphis estava cansando e o Bidon também. Mas mesmo eles cansados, a gente estava com volume de ataque e eu achei melhor não mexer naquela hora. Depois que a gente tomou o gol, o Fluminense ia se fechar ainda mais, ia ter transição, aí eu resolvi mexer, mas estava perto de mexer naquela hora já. O Memphis já estava quase para sair, já tinha comunicado o banco. E a gente tem que mexer quando você acha que vai melhorar. Eu não mexo no time porque tem cinco substituições, não sou obrigado a mexer. Se o Memphis não tivesse cansado, ele não ia sair, não ia mexer. Se o Bidon também tivesse continuando produzindo o que ele estava produzindo, também não ia sair. Ia acabar tendo uma substituição só.”

Mau momento na temporada e queda brusca recente dos números com Fernando Diniz no comando

O clube do Parque São Jorge não vence no Campeonato Brasileiro desde o último dia 9 de agosto, quando bateu o Red Bull Bragantino, no Estádio Cícero de Souza Marques, pela 22ª rodada da competição, por 2 x 0, com gols do meia Rodrigo Garro e o atacante Pedro Raul. De lá para cá, foram são seis derrotas seguidas – Cruzeiro (C – 1 x 2), Coritiba (F – 2 x 1), Santos (C – 0 x 1), Chapecoense (C – 1 x 2), Flamengo (F – 2 x 1) e Fluminense (C – 1 x 3).

Desde sua chegada ao Corinthians, no começo de abril, o Corinthians soma 13 vitórias, 10 empates e 11 derrotas – 36 gols marcados e 31 sofridos, o que representa um aproveitamento de 48%. Em seus sete primeiros jogos no comando, Diniz somou cinco vitórias e dois empates; não sofrendo sequer nenhum gol. Antes da parada para a Copa do Mundo, o Alvinegro registrou um aproveitamento de 64,5% com o treinador – nove vitórias, quatro empates e três derrotas.

Próximo compromisso

O Corinthians, agora, recebeu quatro dias de folga em virtude do período da Data Fifa, que acontecerá entre o final de setembro e começo de outubro, e retomará os treinamentos no CT Dr. Joaquim Grava no próximo dia 25, sexta-feira. O Alvinegro volta a atuar somente no próximo dia 7 de outubro, quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, quando enfrentará o Internacional no Estádio Beira-Rio. O duelo é considerado de seis pontos, já que o time gaúcho é o antepenúltimo colocado com 28 pontos e o Timão está um pouco acima com 32 pontos.

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