Diogo Costa diz que Casillas já tinha sinalizado “alguma dor no peito” antes de sofrer o enfarte de miocárdio | OneFootball

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·16 de setembro de 2026

Diogo Costa diz que Casillas já tinha sinalizado “alguma dor no peito” antes de sofrer o enfarte de miocárdio

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Depois de responder às questões colocadas pelo advogado de Iker Casillas, no âmbito do processo cível que envolve o antigo guarda-redes espanhol, o FC Porto e a seguradora Fidelidade, Diogo Costa foi também ouvido pela advogada dos dragões e pela própria juíza. Em resposta à representante legal do clube, o internacional português revelou que o espanhol já tinha comunicado anteriormente algum desconforto no peito ao médico do FC Porto.

O guarda-redes voltou a explicar que o treino em causa foi sobretudo centrado “em posse de bola”, o que o levou “a cair uma ou duas vezes”, algo que considerou “muito pouco”. Questionado sobre se se recordava do dia anterior ao episódio, Diogo Costa respondeu: “Lembro-me de falar com o médico [Nélson Puga] e do Iker se ter queixado que já tinha sentido alguma dor no peito”, afirmou. Mais tarde, perante a juíza, esclareceu que essa informação não lhe tinha sido transmitida diretamente pelo espanhol: “Não, ele nunca nos revelou.” Segundo o seu testemunho, foi o médico Nélson Puga quem lhe deu conta da situação, já depois do enfarte.


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Na sequência das perguntas da advogada do FC Porto, Diogo Costa detalhou ainda os métodos de trabalho da equipa técnica então liderada por Sérgio Conceição, com particular destaque para a intervenção do treinador de guarda-redes da altura, Diamantino Figueiredo: “Arranque do treino é feito com corrida ligeira, quase em trote. Segue-se um aquecimento de ativação atrás da baliza. Estamos em fila e sempre em rotação durante cerca de 15 minutos, a fazer duas quedas rasteiras, uma a meia altura, um pouco de jogo de pés e depois troca por outro. Quando é momento de quedas é quase uma defesa para cada um e troca, quando é jogo de pés é cerca de 30 segundos para cada elemento. Não sei quanto tempo durou o jogo enquanto o Iker esteve na baliza, porque varia sempre. Máximo dos máximos 10 minutos num exercício.”

O guarda-redes acrescentou que Casillas pediu ajuda quando estava “fora da fase de jogo” e explicou que o trabalho específico dos guarda-redes privilegia outros aspetos em detrimento da alta intensidade: “Nós não corremos muito, é mais trabalho de explosão de pernas, mas há sempre treinos intensos. O que é a intensidade? Se calhar mais do que cair duas vezes para a direita e duas para a esquerda e mais um par de exercícios é o dobro, mas sempre em ambiente controlado porque o objetivo é chegar ao jogo na melhor condição.”

Também o advogado da Fidelidade questionou Diogo Costa sobre a intensidade dos treinos, nomeadamente sobre o tempo médio durante o qual os guarda-redes ultrapassavam os 150 batimentos cardíacos por minuto. “Temos acesso a esses dados. Diria que é um minuto, minuto e meio no máximo. Quando é mais intenso? Anda por volta dos 150 ou chega a 160. O trabalho é feito por zonas, a nossa zona alta, a zona cinco, cerca de 15 segundos, no meu caso é acima dos 179 batimentos, zona máxima recomendada para mim. Posso revelar que às vezes nos jogos consigo atingir mais do que 220 batimentos por minutos”, afirmou.

O internacional português explicou ainda que a intensidade do treino era avaliada no final de cada sessão: “De 1 a 10? Diria que foi um 3, um treino moderado. Alías, nós temos essa escala e temos de reportar o nosso desgaste no final de cada treino.”

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