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·16 de setembro de 2026
Diogo Costa recorda enfarte de Casillas: “Foi um choque”

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Diogo Costa prestou esta quarta-feira declarações no Palácio da Justiça, no Porto, no âmbito do processo cível movido por Iker Casillas contra o FC Porto e a Fidelidade. O antigo guarda-redes espanhol reclama 3,7 milhões de euros na sequência do enfarte agudo do miocárdio que sofreu a 1 de maio de 2019, durante um treino no Olival.
Na altura com 19 anos e já integrado nos trabalhos da equipa principal, o capitão portista descreveu perante o tribunal o episódio em que Casillas se sentiu indisposto. «Já não me lembro muito bem em que ano foi, mas recordo-me perfeitamente do episódio. Estes exemplos não se esquecem. Foi num treino mais tático, com os guarda-redes mais em posse de bola e com pouca intervenção, mais vocacionado para a equipa. Lembro-me de ver o Iker sentado, a alongar, e, de repente, ‘ai, ai, ai’. Gerou-se confusão, foi um choque. Foi a primeira vez que assisti a uma coisa semelhante», relatou.
Foi num treino mais tático, com os guarda-redes mais em posse de bola e com pouca intervenção, mais vocacionado para a equipa. Lembro-me de ver o Iker sentado, a alongar, e, de repente, “ai, ai, ai’.
Questionado pelo advogado de Casillas sobre as condições em que decorreu a sessão, Diogo Costa acrescentou: «Foi um momento de grande aflição, com o médico à volta dele. Eram cerca de 11h30, por aí, já no final da manhã».
O internacional português detalhou também o tipo de trabalho realizado pelos guarda-redes nesse dia. De acordo com o seu depoimento, o treino foi sobretudo tático e implicou uma exigência física limitada para os jogadores daquela posição, numa altura em que a época se aproximava do fim.
«Há sempre uma ligeira preparação no ginásio antes do treino. Cada um tem os seus problemas crónicos, por isso há alguns cuidados de mobilidade. É feita cerca de meia hora antes e dura, aproximadamente, 20 minutos», começou por esclarecer.
«Nesse dia foi um treino mais tático, com poucas quedas, nada muito exigente, mais jogo de pés e posse de bola com a equipa. Fizemos trabalho de coordenação e ativação, que fazemos sempre. A base é o aquecimento, com cuidados para evitar lesões, e dura 15 minutos», continuou.
Nesse dia foi um treino mais tático, com poucas quedas, nada muito exigente, mais jogo de pés e posse de bola com a equipa. Fizemos trabalho de coordenação e ativação, que fazemos sempre
Diogo Costa explicou que o exercício tinha como principal objetivo trabalhar a organização coletiva, pelo que decorreu num espaço mais reduzido e exigiu menos intervenção dos guarda-redes. «Como era um exercício mais tático, não foi no campo todo, era mais estreito, mais jogar com os pés. Nestes dias, os guarda-redes não são sujeitos a um esforço muito grande. Não houve sequência de remates ou uma exigência física elevada; foi mais simular situações que podem acontecer num jogo.»
O guarda-redes referiu ainda que, já perto do final da temporada, a prioridade da equipa técnica estava mais centrada na recuperação dos jogadores entre partidas do que no aumento da carga física. «Cada treinador tem a sua maneira de ver, mas, em maio, a preocupação passa mais pela reação, por estar recuperado. A exigência física é maior no início da época. Este é o método de trabalho geral dos técnicos.»
Relativamente ao período que se seguiu ao enfarte, Diogo Costa afirmou não se recordar de ter voltado a ver Casillas no centro de treinos. «Depois do enfarte, não me recordo de ver o Iker no Olival. Só me lembro de o ver a ser socorrido e a ir para o hospital.»







































