MundoBola
·10 de janeiro de 2026
Dono da Outsider Tours forjou validação de ingressos da última final de Libertadores

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·10 de janeiro de 2026

A prisão de Fernando Sampaio, dono da agência Outsider Tours, trouxe à tona os detalhes sórdidos de como torcedores do Flamengo foram enganados na busca pelo sonho de assistir à final da Libertadores de 2025, em Lima. Segundo a Polícia Civil, o empresário não apenas vendeu bilhetes que não tinha, mas utilizou um esquema técnico com login e senha falsos para simular a validação dos ingressos no site da Conmebol.
O golpe atingiu rubro-negros que planejavam ver o tetracampeonato do Mengão in loco. Fernando, que já respondia a processos pelo caos aéreo na final de 2022, foi preso em um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
Segundo o "g1", a investigação focou em um caso envolvendo quatro torcedores do Pará, que pagaram R$ 8,2 mil por pacotes para o jogo entre Flamengo e Palmeiras. No dia 28 de novembro, véspera da decisão, Fernando enviou ao grupo um login e uma senha para que eles acessassem a plataforma oficial e "validassem" os ingressos.
No entanto, a polícia descobriu que os dados pertenciam a uma terceira pessoa. O objetivo era apenas simular a existência dos ingressos na tela do computador para acalmar os clientes. Poucas horas depois, o acesso foi derrubado, confirmando que o empresário jamais possuiu as entradas vendidas.
Sem os bilhetes e sem o reembolso, as vítimas tiveram que comprar novos ingressos no dia do jogo por valores exorbitantes para não perderem a final.
Enquanto acumulava mais de 600 processos na Justiça e era investigado por estelionato e lavagem de dinheiro, Fernando levava uma vida de ostentação. Ele passou o Réveillon em um imóvel de alto padrão no Sul do país.
Mensagens anexadas ao inquérito mostram que, ao ser cobrado, o empresário tratava os clientes com ironia e tentava inverter a culpa. Em uma conversa, ele chegou a dizer:
"Olá, vamos reembolsar. Vocês F&ram a gente, a empresa tá passando mais dificuldades. Mas vamos reembolsar"*.
Márcio Henrique, uma das vítimas, relatou em entrevista ao "g1" o drama pessoal de ter que explicar ao filho que a viagem havia sido cancelada.
"Ele respondeu sempre de uma forma estúpida e brincalhona. Disse que a culpa era nossa", desabafou o torcedor.
O delegado Erivaldo Campelo, responsável pelo caso, afirmou que a prisão preventiva foi necessária devido à "continuidade delitiva" de Fernando, que aplicava golpes em diversos estados desde 2022. Naquele ano, a Outsider Tours ganhou as manchetes negativamente ao deixar centenas de rubro-negros sem voos para a final em Guayaquil.
A defesa de Fernando Sampaio, representada pelo advogado Bruno Albernaz, alegou que o cliente passa por "dificuldades financeiras", negou a intenção de golpe e afirmou que buscará a revogação da prisão para que ele possa ressarcir os prejuízos.









































