Glorioso 1904
·16 de fevereiro de 2026
Dos regressos a Amar Dedic: o que disse José Mourinho na antevisão do Benfica - Real Madrid

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deu o pontapé de saída ao reencontro com o Real Madrid. Na conferência de imprensa, onde falou de Amar Dedic e dos regressos de peso, o treinador do Benfica esteve a responder às perguntas dos jornalistas. Confira em baixo tudo o que foi dito pelo Special One.
Que Real Madrid espera três semanas depois? Confirma a disponibilidade de Aursnes e Dedic?
"Confirmo a disponibilidade dos dois. Amanhã de manhã há treino e, como há treino, há sempre espaço para algum imprevisto. Mas em função de ontem e hoje, diria que estão os dois disponíveis. O Real Madrid que espero amanhã é o Real Madrid que é candidato número um a ganhar a Champions. Obviamente que espero um adversário parecido com aquele que foi no pós-Lisboa, onde o treinador teve a capacidade de perceber algumas coisas, de modificar a sua equipa do ponto de vista estrutural, e teve a capacidade de sair de uma situação difícil, de uma derrota inesperada e pesada para três vitórias consecutivas no campeonato".
Sobre a influência que teve em Florentino Pérez na passagem pelo Real Madrid. Quando foi a última vez que falaram?
"A última vez que falámos foi quando assinei pelo Benfica. Enviou-me uma mensagem a dizer 'José, estou muito contente por estares novamente num grande clube'. Foi essa a última vez. Quando jogámos aqui ele não veio, não esteve em Lisboa, não tive a oportunidade de cumprimentá-lo. Espero que esteja cá amanhã e, caso contrário, que esteja em Madrid na próxima semana. Tenho uma grande amizade com o presidente, com a sua família, e é isto. Não há que esconder".
Numa eliminatória a duas mãos, será quase preciso um milagre? Dedic e Aursnes estão para jogar a titulares?
"A minha ideia é que sim, é que estão para jogar a titulares. E direi mais: ou jogam a titulares, ou nem ao banco vão. Se amanhã, no treino da manhã, houver alguma coisa negativa fora... Mas o treino de ontem e de hoje, as indicações são boas. Neste momento considero que estão [bem] para começar o jogo. Não penso que seja preciso um milagre para o Benfica eliminar o Real Madrid. Penso que é preciso um Benfica a um nível máximo. Nem digo alto, digo máximo, quase a roçar a perfeição que não existe. Mas um milagre não. Obviamente que o Real Madrid é o Real Madrid, os jogadores do Real Madrid são os jogadores do Real Madrid, a história, o conhecimento, as ambições... A única coisa comparável é que são dois clubes gigantescos. De resto não há mais nada. Mas o futebol tem este poder e nós podemos ganhar".
Está clara a ligação que tem com o Real Madrid. Como se sente quando ouve as pessoas de lá a falarem tão bem de si?
"Dei tudo ao Real Madrid, tudo o que tinha. Fiz coisas boas, fiz coisas erradas, mas dei absolutamente tudo de mim. E está feito. Quando um profissional, seja treinador ou jogador, sai de um clube com este tipo de sensação, acredito que exista uma ligação para sempre. Em todos estes anos, tive sempre a sensação que as pessoas sentem o mesmo que eu: sabem que dei tudo, o máximo, que também cometi erros, mas que de forma geral há muito carinho. É fantástico. Com isto, não quero alimentar histórias que não existem. Já disse, antes de vir para aqui, que a única coisa que existe é que tenho mais um ano de contrato. É um contrato especial porque foi assinado em período eleitoral e, de acordo comigo e com o presidente, quisemos proteger um hipotético novo presidente. E tem uma cláusula muito fácil para mim e para o Benfica, de 'romper' o contrato. Mas só existe contrato com o Benfica. Com o Real Madrid, zero. E digo mais: gostaria muito de eliminar o Real Madrid, mas gostaria muito que o Álvaro ganhasse o campeonato e ficasse no Real muitos anos. É um treinador com muita capacidade e um rapaz com muito madridismo e personalidade para treinar o clube. Não é para todos".
Real Madrid foi muito criticado em Espanha depois da derrota na Luz, mas os jogadores do Benfica já sabem o que é ganhar este jogo. O que vai pesar mais?
"É uma boa pergunta, mas não consigo responder. Se ganhar uma vez ao Real Madrid é muito difícil, ganhar duas é muito mais difícil. Ganhar três ou uma eliminatória, ainda mais difícil é. Equipa grande que perde e está ferida é uma coisa que eu conheço praticamente desde sempre, porque tive a sorte de quase sempre treinar equipas grandes. Mas mais importante ainda é a motivação que eles têm de ganhar a Champions, não de eliminar o Benfica. O objetivo deles é esse. E isso é o que de mais forte podem ter para o jogo. Da nossa parte, ganhámos e sabemos o porquê. Mas por outro lado, sabemos que o jogo não vai ser uma cópia e que eles tiveram uma evolução importante enquanto equipa num curto espaço de tempo. O que pedi aos jogadores foi para jogarem com a alegria de quem merece estar aqui. Merecem muito estar aqui. Quatro jogos, zero pontos, ter de fazer 9 jogando contra Real Madrid, Juventus, Nápoles... Os jogadores merecem muito. E é melhor, se calhar, estar aqui contra o grande Real Madrid do que contra uma equipa do nível inferior. Vamos desfrutar do jogo de amanhã, esperamos um resultado que nos possa deixar ir a Madrid competir pela qualificação, e vamos com alegria. Sem pressão".
O que espera do jogo de amanhã? E como espera ser recebido no Bernabéu daqui a uma semana?
"Espero que se esqueçam de mim e que o foco esteja em ajudar a sua equipa, o Real Madrid a qualificar-se. É o objetivo da equipa, dos adeptos, eliminar o Benfica, seguir em frente e ganhar a Champions. Chego lá e as pessoas esquecem-se de que sou eu. Única coisa que posso dizer é que me espera um jogo diferente. Comecei por analisar o jogo do Real Madrid contra o Benfica, mas pouco tempo depois a análise passou ao Valencia-Real Madrid e ao Real Madrid-Real Sociedad. Uma estrutura diferente, um modo diferente de estar em campo, uma mentalidade tática diferente. A única coisa que posso dizer é que não quero que a minha equipa jogue como o Real Madrid quer que joguemos. Temos de jogar como eu quero".
"O Ríos e o Bah também regressam amanhã e estão para jogar os dois. Temos todos, estão todos para jogar amanhã. Quase todos. João Veloso fora e Wynder também. De resto estão todos. Ríos está dentro e Bah também. O que significa para mim é que agora tenho um bom plantel, um plantel equilibrado, com opções, com miúdos que aparecem, crescem e vão tendo os seus minutos. Agora temos um plantel bom, equilibrado e que me dá muitas opções. Tem razão, criámos um determinado estilo de jogo sempre adaptado a quem tínhamos à disposição. Agora o que temos é a capacidade de sermos mais imprevisíveis e fazer coisas diferentes. Passámos muito tempo sem alas disponíveis, o que nos fez jogar de maneira diferente. Agora temos outro tipo de gente. A velocidade do Rafa, do Lukebakio, que regressou agora, temos a possibilidade de jogar com o Barreiro em diferentes posições, enquanto que agora jogou sempre ali pelas ausências de Ríos e Enzo. Agora temos um grupo mais compacto, que me dá mais possibilidades de ser um bocadinho imprevisível".
Disse que ficou satisfeito por tudo o que fez no Real Madrid. O que mudaria, ainda assim, dessa época?
"Nada, porque não posso mudar nada. Se não o posso fazer, não vou estar a pensar nisso. E ficaria com o facto de ter dado tudo. E quando assim é, mesmo que cometas erros, é uma satisfação. Digo sempre o mesmo aos meus jogadores: se dás o que tens e o que não tens, não há problema em falhar. A bem ou a mal, dei tudo. Estou bem comigo mesmo".
Disse que o Dedic seria opção, mas certamente não estará nas melhores condições... Bah está de regresso, mas estará preparado para fazer 30 ou 40 minutos caso Dedic precise de ser substituído?
"Esteve 15 dias a descansar e a preparar-se, está top... Você está a ser pessimista e eu não quero. Agora temos opções. Se tivesse de jogar o Tomás [Araújo] a lateral e o António a central, ficaria encantado da vida. O Bah já trabalha bem há muito tempo. Não tem minutos de jogo há um ano. Seria muito melhor, obviamente, ter minutos antes de um jogo como este, minutos que, se não tiver neste jogo, pode ter contra o AVS no próximo fim-de-semana. Mas o Bah está de volta e está para jogar, assim como o Ríos. Não sei se foi o efeito 'vontade de jogar contra o Real Madrid', mas está tudo de volta".
O Real Madrid conquistou aqui a décima Liga dos Campeões. Sente que esse título também faz parte da sua história. Sentiu-se frustrado por não ter conseguido lutar por ela?
"Vou ser dos poucos treinadores que saiu do Real Madrid sem ser demitido. Quando sais por decisão própria, não tens de estar arrependido de nada. Eu deixei o Real Madrid com a alma completamente limpa. Nunca me esqueço o que o presidente me disse quando eu decidi sair: 'agora vem o bom, o fácil. O difícil está feito'. Mas naquele momento pensei no melhor para mim. A minha família é a coisa mais importante que existe para mim. E também foi bom para o Real Madrid, mudar depois de três anos duros, intensos, quase violentos. Separámo-nos no momento ideal. Tudo o que o Real Madrid fez depois, só me deu alegrias. Não sinto que sou parte de nada. O mérito é de quem lá estava e de quem ganhou. O Estádio da Luz, para o Real Madrid, é só de felicidade. Perder por 4-2 mas não ser eliminado... Se perdessem mas fossem eliminados, ok. Mas não foi. Simplesmente não se qualificou diretamente para os 'oitavos' e vai jogar o playoff. Não é dramático. Dramático seria perder agora. Penso que Lisboa e o Estádio da Luz serão sempre, para o Real Madrid, de grandes memórias".
"Sim... Pode dizer-se que não".









































