Jogada10
·23 de junho de 2026
Durante a Copa, 21 jogadores entraram em campo pelo Japão

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O Japão chegou à segunda rodada da fase de grupos com sinais bem claros de evolução, principalmente no sistema defensivo. Entre os 21 jogadores de linha utilizados até aqui, dois nomes se destacaram pela recuperação física e técnica: Takehiro Tomiyasu e Ko Itakura. A dupla de defensores, que chegou à Copa cercada de dúvidas, passou a entregar exatamente o que o técnico Hajime Moriyasu buscava em um torneio de sequência pesada e exigência máxima.
Na partida contra a Tunísia, a comissão mexeu no trio defensivo e apostou em uma formação mais segura. Itakura assumiu o centro da zaga, enquanto Tomiyasu ocupou o lado direito. A mudança deu resultado, uma vez que o Japão reduziu os espaços do adversário e também encontrou saída qualificada com passes verticais. Além disso, os dois ajudaram a transformar a defesa em ponto de partida para as transições ofensivas.

Japão vem de uma vitória contra a Tunísia, após o empate com a Holanda – Foto: David Ramos/Getty Images
Tomiyasu ressaltou que o torneio exigiria o elenco inteiro e que a equipe já sabia disso antes mesmo da estreia. O defensor vive uma recuperação importante no momento certo e, mais do que marcar, passou a contribuir com construção de jogadas e leitura tática. Já Itakura, com maior capacidade de antecipação e passe, consolidou a impressão de que pode atuar em mais de uma função, o que amplia as alternativas de Moriyasu para as fases seguintes.
A concorrência no setor, entretanto, segue forte. Durante as ausências da dupla, Taniguchi e Watanabe mantiveram a estrutura funcionando com solidez. O próprio Moriyasu enxerga o grupo como um bloco capaz de se adaptar sem perda de rendimento. Isso importa muito num torneio em que o Japão pode disputar até oito partidas, e a rotação se torna uma necessidade, não uma escolha.
Se a defesa deu sinais de robustez, o ataque sofreu um baque importante. Takefusa Kubo continua de fora e não entra em campo contra a Suécia. Com isso, o atleta do Real Sociedad permanece em Nashville, sem viajar com a delegação. O Japão, nesse sentido, ganha segurança atrás, mas perde uma de suas peças mais criativas na reta final da primeira fase.







































