AVANTE MEU TRICOLOR
·19 de agosto de 2026
É PARA CHUTAR A ZICA: Mesmo irregular, São Paulo vence Bolívar, quebra jejum e avança às quartas da Sula

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·19 de agosto de 2026

Foi uma atuação longe do ideal, com a repetição de velhos problemas que já são crônicos do time de Dorival Júnior. Mas, falando sério, que são-paulino neste momento se importa com qualidade? O importante era quebrar o jejum de vitórias, mostrar até que enfim poder de reação e seguir vivo na única chance de título possível ainda na temporada.
Bem, tudo isso teve. O São Paulo passou longe do ideal, mas venceu. Convencer? Que fique para depois. Um passo de cada vez…
Nesta terça-feira (18), o Tricolor venceu o Bolívar por 3 a 1 no Morumbi, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana. E selou sua classificação à próxima fase da competição continental, onde enfrentará o famigerado Boca Juniors, da Argentina, em um clássico de gigantes sudacas.
Vindo de seis jogos seguidos sem vitória, a confiança da torcida seguia a mesma, com uma grande festa para recepcionar o time na chegada e mais de 50 mil pessoas na arquibancada. Pelo lado do treinador, contudo, a insegurança e a insatisfação pareciam evidentes com as cinco alterações no time titular.
Com tamanhas alterações, o conjunto são-paulino parecia um pouco desentrosado. Até certo ponto apático, o Tricolor não conseguia fazer construções coletivas convincentes e via de regra mantinha uma posse de bola estéril, sem conseguir um último passe mais incisivo e criação mais objetivas de jogadas.
Se coletivamente não dava, restavam as individualidades. E se as peças habituais sofriam com a forte marcação, como Artur e Marcos Antônio, Danielzinho chamou a responsa e foi um dos melhores na etapa inicial. Atacando espaços e quebrando linhas, orquestrou o primeiro gol aos 17, quando tabelou com Iago e cruzou na medida para Luciano empurrar às redes.
O São Paulo seguiu tendo chances habituais, mas o enredo era parecido com os dos outros jogos da sequência maldita sem vitórias: problemas na recomposição defensiva, permitindo a aproximação dos bolivianos, e uma certa morosidade.
Até que veio a etapa final. E com ela os temores das pipocadas recentes. Luciano acertou a trave em jogada individual e dava a impressão que a coisa seria diferente. Mas, aos 15, o Bolívar apareceu em jogada individual de Asprilla que saiu costurando toda a marcação em tabela com Patito e finalizou com gosto para empatar.
Era tudo que não poderia acontecer. Em um time traumatizado, a repetição de cenários apocalípticos já fazia o torcedor se coçar com a falta de confiança nesse time. Mas a noite era mesmo diferente. Menos de cinco minutos depois, após cruzamento na área do Bolívar, Sabino tocou de cabeça e Echeverría meteu o braço na bola. VAR acionado, pênalti marcado e Calleri converteu, para devolver a vantagem aos mandantes.
Antes mesmo que os temores são-paulinos voltassem, acredite se quiser, mas o São Paulo definiu o jogo (pela primeira vez nesta terceira passagem de Dorival, sempre bom lembrar). Aos 30, Artur cobrou escanteio fechado no primeiro pau e Sabino se antecipou à marcação para desviar e fazer o terceiro, passando a régua e selando a classificação.
Os duelos pelas quartas de final da Sula ante o Boca estão marcados para acontecer nos dias 9 e 16 de setembro. Por ter melhor campanha, o São Paulo deve fazer o segundo jogo no Morumbi. Antes disso, contudo, o clube volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde precisa mostrar reação também: encara a Chapecoense, às 18h30 (de Brasília) de domingo (23), fora de casa.







































