Esporte News Mundo
·02 de abril de 2026
Entre favoritismo espanhol e incertezas, Grupo H mistura força e imprevisibilidade

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·02 de abril de 2026

O Grupo H da Copa do Mundo de 2026 será o ponto de partida da competição para Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde. Todos vão se enfrentar, com os dois melhores colocados se garantindo no mata-mata.
Os espanhóis largam como sendo os franco-favoritos para vencer a chave após terem feito um ciclo forte e convincente. Luis De La Fuente fez seu histórico de vencedor nas categorias de base ser traduzido na seleção principal, com a conquista da Eurocopa de 2024.
O sucessor de Luis Enrique conseguiu construir uma forte união entre a juventude de nomes como Yamal e Nico Williams com nomes estabelecidos, casos de Rodri, Cucurella e Mikel Oyarzabal, autor do gol da conquista da Eurocopa. Além de conquistar a Europa, os espanhóis também ficaram com o vice da Liga das Nações após perderem para Portugal nos pênaltis.
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Oyarzabal comemorando o gol do título da Eurocopa (Foto: Dan Mullan/Getty Images)
A campanha nas eliminatórias serviu apenas para ilustrar um ciclo forte dos espanhóis, que lideram o Grupo E e praticamente garantiram sua vaga com uma rodada de antecedência. Os números ilustram isso, com a Fúria marcando 21 gols e sofrendo apenas dois, ambos no empate com a Turquia na última rodada.
O Uruguai aparece correndo por fora após ter feito um ciclo de altos e baixos sob o comando de Marcelo Bielsa, apenas o segundo estrangeiro a comandar a seleção uruguaia. O ciclo da Celeste começou sendo forte, com vitórias sobre Brasil e Argentina nas primeiras eliminatórias e um terceiro lugar na Copa América.
No entanto, logo depois da boa campanha na competição, a Celeste Olímpica viu seu ciclo desandar com os desentendimentos do técnico argentino com jogadores e com os ídolos Luisito Suárez. Após isso, os uruguaios tiveram queda brusca de rendimento somado, tendo vencido apenas dois jogos das últimas seis partidas das eliminatórias sul-americanas.
Os últimos cinco amistosos antes da Copa do Mundo também não foram bons, com a Celeste vencendo apenas duas vezes seleções mais fracas, casos de Uzbequistão e República Dominicana, e sofrendo uma goleada de 5 a 1 para os Estados Unidos. Por conta disso, El Loco Bielsa chegou sendo muito pressionado para enfrentar a Inglaterra, em Wembley, mas os uruguaios arrancaram um empate e foram superiores. Após isso, fecharam sua preparação com um empate sem gols com a Argélia.

Valverde comemorando o empate uruguaio (Foto: Julian Finney/Getty Images)
Cabo Verde chega para a sua primeira Copa do Mundo já tendo feito história ao se tornar o menor país da história a se classificar para a competição. Os cabo-verdianos construíram o feito após terem feito uma grande campanha nas Eliminatórias Africanas, ficando na primeira colocação do Grupo H e mandando Camarões, uma das forças do continente, para a repescagem.
O grande trunfo dos Tubarões foi o mapeamento de sua diáspora espalhada pelo mundo, em especial em Portugal, França e Holanda. Somando a isso, também está a boa administração e condução de Bubista, que está no cargo desde 2020 e é um dos grandes responsáveis pela classificação.

Seleção cabo-verdiana durante o empate com a Finlândia (Foto:Phil Walter/Getty Images)
A Arábia Saudita não teve um bom ciclo de classificação, com uma campanha nas eliminatórias e derrotas para as outras duas forças de seu grupo: Japão e Austrália. Além disso, a seleção trocou de técnico duas vezes e teve dois interinos.
Roberto Mancini deixou a Itália para assumir a seleção saudita, mas resultados negativos na Copa da Ásia e nas eliminatórias o levaram a deixar o cargo, permitindo o retorno de Hervé Renard, que havia deixado o cargo após o Mundial de 2022 para assumir a seleção francesa feminina. No entanto, o retorno do francês não conseguiu levar os sauditas diretamente para a Copa do Mundo, e a Austrália, rival direta pela segunda colocação da chave, teve o efeito oposto: a chegada de Tony Popovic fez os australianos reagirem e garantirem a vaga.
Com isso, os sauditas foram para a primeira repescagem asiática, que tinha duas vagas, e conseguiram classificar os sauditas para o mundial, mas a classificação veio de forma sofrida por conta de os sauditas terem marcado mais gols em três jogos.

Jogadores da Arábia Saudita comemorando a classificação para a Copa do Mundo (Foto: Yasser Bakhsh/Getty Images)
No entanto, os sauditas não venceram os últimos dois amistosos, tendo sofrido uma goleada para o Egito por 4 a 0, o que aumentou a pressão sobre o trabalho de Hervé Renard.









































