MundoBola
·28 de fevereiro de 2026
Eric Faria critica 'valentões virtuais' após Ayrton Lucas desativar perfil

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·28 de fevereiro de 2026

Os ataques a Ayrton Lucas nas redes sociais foram tantos que o jogador desativou o perfil. O lateral-esquerdo falhou no primeiro gol sofrido pelo Flamengo diante do Lanús, na última quinta-feira (28), sendo muito vaiado pelos torcedores na partida. Mas os ataques passaram dos limites e invadiram a esfera pessoal, o que se tornou tema debatido por Eric Faria.
O jornalista se mostrou empático com o jogador, entendendo que, apesar dos erros que podem acontecer em campo, ninguém tem o direito de fazer ameaças e transformar a vida pessoal do profissional em um grande problema.
"Será que conseguimos chegar ao fundo do poço ou, se cavarmos mais um pouco, encontraremos mais reservas de IGNORÂNCIA? Hoje, li uma matéria que o correto atleta profissional, Ayrton Lucas, teve que fechar a sua conta nessa rede social após o jogo de quinta-feira", inicia.
O repórter compara o erro de Ayrton Lucas a possíveis erros que as pessoas comuns podem cometer no trabalho, ou até mesmo na escola.
Ele convida essas pessoas a uma reflexão, imaginando como seria se outras pessoas ofendessem familiares por conta de um erro.
"Sim, ele errou em campo. E você, nunca errou no seu trabalho? Na sua prova na escola? Já imaginou se você cometesse algum equívoco e precisasse fechar as suas redes para não ser massacrado, ofendido ou ainda pior, ler comentários imundos sobre a sua família?", continua.
Além disso, ele conclui explicando que não importa quanto os jogadores ganham, e que se o mercado é dessa maneira, é pelo dinheiro que o esporte consegue movimentar."Mas algum babaca vai falar: 'Eles ganham bem para isso. Está no contracheque.' Sabe por que alguns (a minoria na bola) ganham bem? Por que o futebol movimenta BILHÕES também por causa de quem está em campo. Eles são os artistas dessa indústria. Então, o salário deles não dá o direito a idiota algum usar isso como argumento. Vá ao estádio. Vaie. Xingue. Grite. Vire de costas. Ou não vá ao estádio em forma de protesto. Mas qualquer abordagem fora desse contexto é assédio. E assédio é crime. Abram os olhos, valentões virtuais. Não é assim que a bola vai entrar e você pode se dar mal", finaliza.
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