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·29 de setembro de 2026

Espanha defende invencibilidade de mais de dois anos contra 'saudosista' seleção croata

Imagem do artigo:Espanha defende invencibilidade de mais de dois anos contra 'saudosista' seleção croata

Espanha e Croácia medem forças nesta terça-feira (29) pela segunda rodada da primeira divisão da UEFA Nations League. Enquanto os espanhóis defendem uma invencibilidade de mais de dois anos, os croatas propagam uma renovação com dois velhos conhecidos no comando.

As equipes reeditam a final da Liga das Nações da temporada 22/23. Depois de um embate sem gols, a Fúria levou a melhor nos pênaltis e faturou o terceiro título do torneio. Agora, as seleções vão para 12º confronto na história, com superioridade aos ibéricos.


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Geração gloriosa que perpetuará

Não é de hoje que a Espanha se destaca entre as principais seleções do planeta. O recente ciclo da Fúria é de muito sucesso, faturando a Liga das Nações em 22/23, contra a própria Croácia, ganhando a Euro em 2024 frente à Inglaterra, e chegando ao ápice com o bicampeonato mundial na Copa de 2026, contra a Argentina.

A superioridade espanhola no cenário global é ainda mais incrível quando a sequência de jogos da equipe é analisada. A última vez que a Espanha perdeu um jogo foi em março de 2024, quando levou a pior em um amistoso contra a Colômbia por 1 a 0. De lá para cá, se vão 39 jogos sem derrotas.

O time da Espanha pode não ser de grandes destaques individuais, mas é de um coletivo bem armado e bem treinado. Luis De La Fuente tem, ao seu dispor, uma seleção refinada que joga em uma evolução moderna do tradicional tiki-taka, unindo o controle da posse de bola a uma maior verticalidade, velocidade nas pontas e forte pressão defensiva.

E a dominância não deve se encerrar tão cedo. Dos 26 atletas campeões mundiais há poucos meses, apenas seis têm 30 anos ou mais (Raya, Laporte, Grimaldo, Llorente, Fabián Ruíz e Borja Iglesias), sendo dois titulares, o que indica que uma renovação de atletas não será necessária em breve.

O saudosismo de 2006 para 2026

Do outro lado do confronto desta terça-feira (29) está a Croácia, que caiu no primeiro mata-mata da Copa do Mundo, contra Portugal, e que passa por um processo de renovação. Isso porque, a geração marcante que foi finalista na Copa de 2018 e semifinalista em 2022 está, gradativamente, chegando ao fim.

De olho no próximo ciclo, visando o Mundial em Portugal, Espanha e Marrocos, os croatas apostaram em um velho conhecido para o cargo de treinador: Slaven Bilic. O croata de 58 anos está em sua segunda passagem pela equipe, depois de treinar a seleção de 2006 até 2012, sendo o segundo técnico com mais jogos.

Dentro das quatro linhas, outro velho conhecido lidera essa nova fase: Luka Modric, que marcou na estreia de Billic há 20 anos, em um amistoso contra a Itália. Mesmo aos 40 anos, o jogador do Milan recebeu o respaldo na primeira chamada pós-Copa e não decepcionou. Foi dele o gol que abriu a contagem da vitória de 2 a 1 contra a Tchéquia.

O ex-Real segue no meio campo e ao lado de alguns antigos compatriotas, como Perisic, Kovacic (ambos titulares) e Kramaric (reserva na última rodada). A jovem geração também dá as caras, com nomes como Gvardiol, Sucic e Matanovic, já conhecidos no contexto local.

Retrospecto favorável à Fúria

Espanha e Croácia entrarão em campo no Ramón Sánchez-Pizjuán, em Sevillam nesta terça-feira para o 12º confronto no histórico. Quem leva a vantagem histórica é a Fúria, que soma seis vitórias. Os croatas venceram três vezes e o empate foi o resultado final nas outras duas.

Em 2023, as equipes mediram forças pela final da Liga das Nações, na terceira edição do torneio. Após um empate sem gols durante os 90 minutos, Unai Simón brilhou nas penalidades, defendendo duas cobranças, e deu o título inédito para a Espanha.

Vale ressaltar que os espanhóis não perdem no duelo há oito anos. A última vez que a Croácia levou a melhor no duelo foi na fase de grupos da Liga das Nações 18/19, por 3 a 2. Kramaric e Jedvajd (dois) marcaram pelos mandantes na ocasião, enquanto Ceballos e Sergio Ramos foram às redes pelo outro lado.

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